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É preferível passear por Manhattan a pé,
pois se você visitar essa maciça metrópole
enclausurado num ônibus não poderá aproveitar
alguns dos principais e maravilhosos componentes da mesma: os
aromas intensos da cidade e a interação com seus
moradores.
É fácil passear por Manhattan. As avenidas cruzam
a ilha de norte a sul, e as ruas de leste a oeste (a Broadway
é a única exceção, pois atravessa
Manhattan diagonalmente). Os números aumentam em direção
ao norte. As ruas só adquirem nomes no extremo sul, de
Greenwich Village para baixo. As rotas são geralmente
conhecidas como Uptown (ao norte da Rua 59), Downtown
(ao sul da Rua 34) e Midtown (desde a Rua 34 até
a Rua 59).
Downtown
Sua visita deve começar por Battery Park. Lá, no
Castle Clinton, compre a passagem para o ferry que o transportará
até New York Harbor Island, onde se encontra a Estátua
da Liberdade. Suba e vá até a coroa. Se não
tiver tempo para tal, poderá singrar as águas ao
redor da ilha no Staten Island Ferry (por 50 centavos).
É imprescindível visitar a Ellis Island,
aporta de entrada para milhões de imigrantes europeus desesperados
que se estabeleceram nos Estados Unidos. O Museu de Imigração
inaugurado ali, em 1990. Não deixe também de visitar
o American Immigrant Wall of Honor, o maior muro com inscrição
de nomes do mundo todo (mais de 200.000).
De
volta a Manhattan, a esplanada sobre o Rio Hudson oferece lindos
panoramas da estátua, de Staten Island, Governor's Island
e Ellis Island.
Antes do atentado terrorista de 7 de Setembro de 2001, encontrava-se
num dos lados da esplanada, o Winter Garden, um fulgurante
saguão de cristal em mármore localizado no World
Financial Center, repleto de restaurantes e butiques finas.
Os viajantes aproveitavam e observavam a cidade do terraço
das grandes torres do World Trade Center. No local havia
longas filas para os elevadores que conduziam ao ponto alto das
torres.
Próximo ao local está o bairro de Wall Street,
onde está localizada a New York Stock Exchange (Bolsa de
Valores de Nova York e Wall Street) e o South Street Seaport,
setor marítimo repleto de barcos, restaurantes e lojas.
Se for ao famoso Fulton Street Markt pouco após
as 5 horas da manhã, você poderá desfrutar
ao máximo o sabor de Manhattan, juntamente com o cheiro
gostoso de peixe fresco.
No South Street Seaport, pode-se andar de bonde e ir até
os bairros de Chinatown, Little Italy e o Lower
East Side, onde se agrupam milhares de residentes de ascendência
judaica, asiática e latino-americana. Nesse último
é imperativo visitar o bazar das ruas de Orchard Street,
bem como fazer uma pausa numa das confeitarias da área,
como a Katz, onde os garçons são alegremente
irreverentes, ao inimitável estilo nova-iorquino.
Para
os lados do nordeste, encontra-se Greenwich Village,
lugar boêmio que recebe personalidades como Dylan Thomas,
Eugene O'Nell e Jack Kerouac, dentre muitos outros. O East
Village oferece vários restaurantes, galerias de
arte e butiques. O Sollo (que significa South of Houston
Street) é outro ponto de encontro preferido pelos boêmios.
Midtown
A
maioria das atrações mais famosas de Nova York estão
nesse setor, inclusive o edifício Empire State e
seu famoso terraço, de onde tem-se uma maravilhosa vista
panorâmica de Nova York; o edifício art-déco
Chrysler, o conjunto de edifícios das Nações
Unidas, cuja vista lhe permitirá observar exatamente como
funciona a organização mundial; o impressionante
terminal ferroviário de Grand Central Station; a
Fifth Avenue, ou Quinta Avenida, onde se pode gastar uma
fortuna ou simplesmente divertir-se observando gente famosa gastar
dinheiro em lojas famosas com nomes legendários; o Rockefeller
Center, com seus restaurantes e, no inverno, sua famosa árvore
de natal e ringue de patinação no gelo; o Radio
City Music Hall, onde as famosas "Rockettes"
continuam exibindo seu animado bailado com a mesma precisão
de sempre; o Museu de Arte Moderna, um dos melhores do
mundo; a famosa Catedral de St. Patrick, que testemunhou
tanta história; o bairro dos teatros, onde são
apresentadas as obras mais famosas do mundo; e o agitado epicentro
Times Square, principalmente à noite, quando a multidão
exibe os mais pitorescos personagens, desde músicos de
rua até vendedores ambulantes e malandros de todo o tipo.
Uptown
O Parque Central (Central Park) oferece seus 340 hectares
como um remanso de paz em meio ao torvelinho da grande metrópole
- curta-o de dia, mas não à noite (exceto naquelas
em que há concertos ao ar livre); mesmo à luz do
dia, as áreas mais isoladas devem ser evitadas, não
se aventure no parque em direção ao norte da Rua
86. O divertido zoológico de Nova York fica dentro
do parque.
Perto do parque estão museus de porte, como o Metropolitan
Museum, o Jewish Museum, o Copper-Hewitt National
Design Museum e o International Center of Photography
(ao redor da Quinta Avenida ao leste do parque). A oeste do parque
estão o American Museum of Natural History e o Hayden
Planetarium.
Para
o norte, desdobra-se a comunidade afro-americana do Harlem,
de tradição e cultura extremamente ricas, com seu
novo traçado e seus parques. É melhor visitar o
Harlem em excursões organizadas, que lhe mostrarão
lugares como o famoso Teatro Apollo e o levarão
a um serviço religioso ao estilo gospel.
Ao sul do Harlem fica a Universidade de Columbia e a Catedral
de St. John the Divine, a maior catedral de estilo gótico
do mundo, que começou a ser construída em 1981 e
ainda não foi terminada.
Em
Nova York há dezenas de museus de arte, incluindo o Metropolitan
Museum of Art, comparável ao Prado, o Louvre e o The
Hermitage; o Museu de Arte Moderna possui excepcional coleção
de arte do Século XX; o Guggenheim fica na parte principal
de um edifício projetado pelo legendário Frank Lloyd
Wright; o Whitney conta com um a excepcional coleção
de artistas norte-americanos; o Frick Collection exibe
arte clássica sediada num prédio que mais se assemelha
a um clube social privado; o Cloisters abriga arte medieval,
apresentando-a num castelo medieval cujas peças foram trazidas
da Europa, uma a uma.
Outros
museus são o Museum of Radio and Television, um
templo em homenagem às comunicações; o National
Museum of the American Indian, a Pierport Morgan Library
(livros raros), o Children's Museum of Manhattan e o Children's
Museum of the arts.
Nova
York é a meca do teatro, do balé, da ópera
e das orquestras sinfônicas. Ali se agrupam companhias maravilhosas
como a Merce Cunningham Dance Company, Paul Taylor Dance
Company, Alvin Ailey Dance Theater, Dance Theatre
of Harlem, Martha Graham Dance Company, Joffrey
Ballet, Metropolitan Opera, New York Phillarmonic
e o American Ballet Theatre, que se apresentam em locais
como o mundialmente famoso Carnegie Hall, entre outros.
As
apresentações teatrais existentes em Manhattan refletem
o que há de melhor no teatro mundial (vide relação
anexa). É essencial fazer reservas, mas sempre é
possível conseguir-se entradas para o próprio dia
das apresentações, seja através de seu hotel
ou das agências que vendem tickts (entradas) em diversas
localidades de Manhattan.
Nova
York nunca dorme. Sua vida noturna é insaciável.
Os clubes e cabarés são freqüentados tanto
por gente famosa como por gente que quer se tornar famosa. Via
de regra, é difícil ter acesso a esses lugares,
pois os porteiros fazem uma cuidadosa seleção de
acordo com a orientação que recebem quanto ao nível
de pessoas que devem freqüentar tais estabelecimentos.
Entre os clubes mais procurados estão o Roxy e o
Tunnel, que mantêm sua posição há
anos; o Rainbow and Stars (artistas de cabaré),
o Lone Star Roadhouse (música country, rock e R&B),
o Knitting Factory (jazz, rock, música internacional),
o Tatou (swing e discoteca), o Blue Note (jazz)
e o Rainbow Room (swing e dança de salão,
com vista panorâmica da cidade).
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