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Amazônia |

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Amazônia, ampla região natural que se estende entre o maciço
das Guianas e o Planalto Brasileiro, e desde o Atlântico até
os Andes, na América do Sul, com uma superfície de 7 milhões km²
compartilhada pelo Brasil (em sua maior parte), Guiana Francesa,
Suriname, Guiana, Venezuela, Colômbia, Equador, Peru e Bolívia.
Tudo
na Amazônia é superlativo: a maior floresta tropical úmida do
mundo se encontra em torno da mais extensa rede fluvial do planeta,
que por sua vez movimenta o maior volume de água doce disponível
na Terra. Ao desembocar no Atlântico, o rio Amazonas tem um
caudal de 100 mil m³ por segundo, causador do fenômeno conhecido
como pororoca, e a evaporação de parte desse líquido é responsável
pelas abundantes chuvas (em torno de 2.500 mm ao ano) que garantem
a sobrevivência da vegetação (ver “Ciclo da água”, em Água).
Em
linhas gerais, a região amazônica corresponde à bacia do Amazonas
e seus mais de mil afluentes; mas a parte sul dessa rede fluvial
está numa outra região natural, a do cerrado do centro do Brasil
(ver Campos abertos), enquanto a maior parte da bacia do Orinoco
e dos rios das Guianas tem características amazônicas. A inclusão
da extensa região dos cerrados do centro do Brasil na área amazônica
é produto do conceito de Amazônia Legal, estabelecido pelo governo
brasileiro em 1966, que considera parte dos estados do Maranhão
e Mato Grosso, bem como a totalidade do estado de Tocantins,
como integrantes daquela região, com a finalidade de que também
se beneficiassem dos incentivos fiscais criados para os estados
realmente amazônicos.
Sua
conformação física corresponde à sua origem sedimentar, alimentada
pela erosão dos últimos contrafortes andinos e dos dois antigos
escudos pré-cambrianos (o maciço das Guianas e o Planalto Central
do Brasil) que a definem, ao norte e ao sul. O resultado foi
uma amplíssima depressão com um ligeiro caimento para o leste,
que explica as numerosas curvas dos rios amazônicos e o caráter
inundável da maior parte do território.
Se
vista de um avião a Amazônia parece um imenso tapete verde bastante
homogêneo; por baixo das copas das árvores se distingue uma
diversidade que é condicionada pela relação entre o terreno,
a vegetação e as águas, além de evidenciar a existência de vários
“andares” de vegetação, cada um com características próprias
bem marcadas.
A
chamada várzea alta ou pestana é substituída pelas terras que
só são inundadas nas enchentes excepcionais e, por contar com
os solos de melhor qualidade, é a parte mais habitada da floresta.
As
várzeas são aquelas áreas que permanecem inundadas durante quatro
ou cinco meses por ano, na estação das chuvas, o que limita
consideravelmente sua utilização econômica, enquanto os igapós,
ou floresta inundada, correspondem às áreas que, mesmo ocupadas
por vegetação arbórea, permanecem sob as águas a maior parte
do ano (nove a dez meses).
Além
dessas diferenças, em vários setores aparecem terras altas de
pouca fertilidade que são ocupadas por campos abertos com vegetação
de transição, como os lavrados de Roraima e os llanos da Colômbia
e a Venezuela, verdadeiras ilhas de pradaria em meio à exuberância
vegetal da floresta.
Essas
características, que por um lado alimentam a enorme biodiversidade
da região, que conta com mais de 60 mil espécies só de árvores,
por outro lado determinam a considerável fragilidade dos ecossistemas
amazônicos. As árvores gigantescas (algumas ultrapassam os 100 m
de altura) vivem muito mais do húmus produzido pela vegetação
em decomposição do que dos nutrientes dos solos pobres, que
seriam rapidamente degradados se privados de sua cobertura vegetal.
A
ocupação humana, que se intensificou na segunda metade do século
XIX durante o chamado “ciclo da borracha”, não ameaçava diretamente
aquele equilíbrio uma vez que não precisava retirar as árvores;
a economia coletora dos seringueiros, assim como a extração
das chamadas “drogas do sertão”, destinadas à produção de medicamentos,
harmonizava-se com o equilíbrio ecológico.
Essa
economia combinava com uma reduzida criação de gado nas áreas
abertas e a existência de pouquíssimos centros urbanos de certa
importância, como Iquitos, Leticia, Manaus, Óbidos, Santarém
e Belém do Pará.
No
entanto, especialmente nas últimas duas décadas, a ocupação
do território adquiriu novas características que claramente
entram em conflito com a preservação do meio ambiente.
A
criação da Zona Franca de Manaus teve como resultado um crescimento
demográfico sem precedentes na região, e esse impacto foi complementado
com a atividade de garimpeiros e empresas mineradoras no amplo
arco que acompanha a vertente sul do maciço das Guianas e nas
bacias dos afluentes da margem direita do Amazonas. O garimpo,
em particular, teve conseqüências graves do ponto de vista ambiental,
devido à contaminação por mercúrio dos rios amazônicos.
A
isso se somou o avanço da pecuária, trazendo consigo as grandes
queimadas destinadas a eliminar a vegetação arbórea para abrir
espaço às pastagens, e mais recentemente à atividade das madeireiras,
que exploram as madeiras nobres requeridas pelos mercados consumidores
dos países ricos.
A
proliferação de centros urbanos, cada vez mais numerosos, cria
novas necessidades de terras agrícolas próximas, e o resultado
global dessa situação é que dez por cento da área total amazônica
já foi desmatada.
Os
riscos dessa ocupação desorganizada foram postos em evidência
em março de 1998, quando as queimadas feitas pelos agricultores
no estado de Roraima saíram do controle humano, com a ajuda
da seca que afetava a região desde novembro, e provocaram o
mais grave incêndio registrado em terras amazônicas. Segundo
o governador de Roraima, foram seriamente afetados 40 mil km²
de campos abertos e 10 mil km² de florestas, enquanto técnicos
do grupo ecológico Amigos da Terra calcularam que a quantidade
de carbono liberada na atmosfera pelo incêndio foi equivalente
à poluição produzida por todas as indústrias de São Paulo em
dez anos.
Parque
Nacional da Amazônia
Parque
Nacional da Amazônia, situado no estado do Pará, no norte do
Brasil e fundado em 1974, após o primeiro estudo completo da
região amazônica. Possui 12.500 km² de densa selva úmida
tropical junto à margem ocidental do rio Tapajós. A vegetação
é muito variada, formada por palmeiras, seringueiras, mangues,
samambaias, orquídeas e epífitas. Quanto à fauna, destacam-se
os cervos, antas, os tamanduás, tatus, capivaras, botos (cetáceos
de água doce), várias espécies de macacos, tucanos, araras e
colibris. Atualmente, existe uma controvérsia no que se refere
ao equilíbrio entre a conservação da região e a exploração de
seus recursos.
Saindo da cidade
de São Gabriel da Cachoeira - 820 quilômetros de
Manaus - por uma estrada de barro ou por via fluvial, num trajeto
muito mais longo, os aventureiros alcançam o Pico da
Neblina - o ponto mais alto do Brasil, com 3.014 metros.
Na cidade de
São Gabriel há pessoas preparadas para acompanhar
os interessados em conhecer o Pico da Neblina. O passo inicial
é cruzar uma estrada de 85 quilômetros até
o porto de Iá-mirim, de onde a saída é
de barco, numa viagem que dura em média dois dias. A
viagem de barco constitui uma aventura à parte.
Entrando pelo rio
Caiaburis, nas proximidades da cidade de Santa Isabel do Rio
Negro - a 450 quilômetros de Manaus - enfrentando forte
correnteza, cachoeiras e corredeiras, o aventureiro cruza uma
ampla vastidão de mata coberta e comunidades indígenas,
sobretudo da etnia Tukano. Para ter acesso ao local, os interessados
precisam de autorização do Ibama
(Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais
Renováveis) e Funai
(Fundação Nacional do Índio).
No município
de presidente Figueiredo - a cerca de 100 quilômetros
de Manaus - há também muitos atrativos a espera
dos aventureiros. O município é conhecido por
suas cachoeiras, pela festa do Cupuaçu, pela proximidade
com a tribo Waimiri-Atroari e pelo lazer que as corredeiras
do rio Urubuí oferecem. Nessas corredeiras é comum
a prática do rafting e do rapel,
praticado nas encostas da gruta do Maroaga. No lago de Balbina
tornou-se conhecido a pesca do Tucunaré e Piranha, espécies
de peixes carnívoros. A pesca pode ser feita durante
todo o ano e o acesso é feito de Manaus pela BR-174.
Você sabe
que poderá ir ao Caribe de carro partindo de qualquer
qualquer lugar do Brasil?
NÃO!
Você poderá fazer uma viagem desde a sua casa até
o Caribe de carro, basta apenas que você disponha de algum
tempo, espirito de aventura, um carro em ótimas condições
de uso e boa companhia. Veja como você pode fazer esta
viagem.
ROTEIROS:
01 - Dependendo
de onde você parte você terá a opção
de passar por Brasília/DF rumo à Belém/PA
transitando pela Rodovia Belém/Brasília com 2.120
Km de extensão. Você passará pelos Estados
de Goiás, Tocantins, Maranhão e Pará.
02 - Você
poderá optar por passar pelo Litoral Nordestino, neste
caso, a distância de São Paulo até Belém/PA
serão 2.933 Km passando por inúmeros Estados da
Região Nordeste, com um Litoral Deslumbrante.
03 - De qualquer
parte do Brasil chega-se em Manaus, por via aérea. Todas
as principais Companhias Aéreas Nacionais possuem vôos
diários para Manaus. O Aeroporto Eduardo Gomes de Manaus
é um aeroporto moderno e com boa infra-estrutura de atendimento
ao turista. A partir de Belém/PA chega-se à Manaus/AM
através de Barcos e Balsas, são 72 (Setenta e
Duas) horas navegando pelo Rio Amazonas, onde você terá
a oportunidade de conhecer e navegar pelo maior rio do mundo
em volume de água, conhecer as populações
ribeirinhas, o encontro da águas formado pelo Rio Negro
e Solimões, até chegar em Manaus/AM, uma metrópole
no coração da Selva Amazônica.
Manaus é uma cidade moderna, com uma ótima infra-estrutura
hoteleira, bons restaurantes várias atrações
turísticas e uma vida noturna intensa, enfim, todo o
conforto que uma cidade de grande porte tem a oferecer.
De Manaus chega-se ao Caribe viajando pela Rodovia BR 174 -
Brasil e Carretera Panamericana - Venezuela. São 2.138
Km de Manaus até a cidade de Puerto La Cruz/VE, mas as
atrações da viagem começam a apenas 100
Km de Manaus, no município de Presidente Figueiredo,
que possui um grande número de belas cachoeiras de águas
límpidas e geladas que nascem dentro da Selva Amazônica.
Passa-se pela Reserva dos Índios Ianomamis e logo atinge-se
a Linha do Equador, a linha imaginária que divide os
dois hemisférios. Após 759 Km chega-se a Capital
de Roraima - Boa Vista - uma Capital com ares de Interior. Planejada
em forma de leque, com muitas opções de Hotéis,
Restaurantes e diversos outros atrativos.
A viagem rodoviária é longa, mas é uma
viagem inesquecível, pois ela reserva ao viajante uma
grande quantidade de atrativos turísticos naturais de
fácil acesso e ao longo da rodovia. Você terá
a oportunidade impar de viajar pela Floresta Amazônica,
conhecer a sua magnitude e todo o seu complexo hidrográfico,
Rios de Águas límpidas. Alem das cachoeiras de
Presidente Figueiredo tem-se a oportunidade de conhecer as cachoeiras
de Caracaraí, Pacaraíma e Uiramutã já
no Estado de Roraima, onde você poderá conhecer
o Monte Caburaí o ponto mais Extremo do Norte do Brasil,
localizado no Parque Nacional do Monte Roraima, no município
de Uiramutã na fronteira do Brasil com a Guiana, onde
nasce o Rio Uailã com corredeiras fantásticas.
Devemos destacar as savanas Venezuelanas que é uma extensa
zona de transição entre a Floresta Amazônica
- Brasil e a Floresta tropical Venezuelana. Nesta região
estão os pontos mais altos entre Brasil/Venezuela/Guiana,
composta por serras, animais e inúmeras outras atrações
que certamente te farão perder o fôlego.
Já na Venezuela tem-se a cidade Santa Elena a 1000Km
de Manaus. Depois teremos as cidades de Puerto Ordaz e Puerto
La Cruz que são cidades com muitos atrativos turísticos
e boa infra-estrutura para o viajante. Puerto La Cruz está
a aproximadamente 2.138 Km de Manaus, com isso teremos chegado
ao Mar do Caribe que tem lindas Praias e boa infra estrutura
para o turista.
A partir de Puerto La Cruz pode-se optar por conhecer a Isla
Margarita, cuja travessia é feita de Balsa. Mas se você
quiser chegar ao Caribe de Ônibus tens a opção
de fazer o percurso em modernos ônibus com linhas Regulares
explorados pela Empresa de Ônibus União Cascavel
- EUCATUR em parceria com o Expresso Caribe da Venezuela, com
saídas diárias. Agora se você quiser ir
com uma excursão a ANTUR e a EUCATUR também oferecem
pacotes turísticos a partir de Manaus com duração
de 07 (sete) dias.
É importante que com 10 (dez) dias antes da viagem você
tome a vacina contra Febre Amarela. Não esquecer de incluir
entre seus documentos o comprovante de vacinação
porque durante a viagem ela será pedida, tanto no Brasil
quanto na Venezuela.
A moeda Venezuelana é o Bolívar, por essa razão
é importante fazer o câmbio antecipado, de Reais
para Bolívares, em Boa Vista ou na cidade de Santa Elena.
Poderá levar alguma reserva em Dólares Americanos.
Conheça o Amazonas e por extensão toda a região
norte do Brasil e o Caribe. Boa Viagem!
Para
mais Informação sobre a Amazônia:
Cristalino
Jungle Lodge
Informação sobre viagem, trekking, aventura,
expedição,hotel e pescaria esportiva.
Pesquise
Amazônia colombiana na Universidade dos Andes
Site sobre a Colômbia, pontos turísticos e
parques da região, incluindo roteiros para viagens com
temas aventureiros e ecológicos. Roteiros para a Amazônia
e informações técnicas sobre a flora local
de cada roteiro mencionado.
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