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PARQUE NACIONAL
MONTE PASCOAL
Em 1500, os portugueses
chegaram pela primeira vez no que viria a ser o nosso Brasil.
A primeira visão dos descobridores foi o Monte Pascoal,
que dá nome a este parque. O monte abriga uma aldeia
de índios pataxós e é também um
dos últmos locais no Nordeste onde se pode encontrar
trechos originais de Mata Atlântica.
Quem vem de Salvador
(BA), deve seguir até o km 795,5 da BR-101, e de lá
mais 14 km até a entrada do parque. É possível
também chegar de barco ao parque, partindo-se da cidade
de Caraíva (BA).
Todos os dias, das
8h às 16h30. O ingresso custa R$ 3,00.
A trilha que
leva até o topo do Monte Pascoal é uma das maiores
atrações do parque. Apesar de ser um tanto difícil,
vale a pena ir até o cume, pois a vista lá de
cima é inesquecível.
Além da
paisagem típica da Mata Atlântica, que inclui jacarandás,
araribás, sucupiras, maçarandubas e o quase-extinto
pau-brasil, o cenário do parque é composto também
por uma rara fauna, que inclui a presença de espécies
como veados-campeiros, suçuaranas, preguiças,
tucanos e papagaios. Aliás, há mais de uma centena
de aves produzindo uma incansável sinfonia pelas árvores
do parque.
Apesar de o sol
estar presente na Bahia o ano todo, há uma probabilidade
maior de chuva nos meses de julho e agosto.
O parque ainda
não dispõe de infra-estrutura para abrigar acampamentos,
mas nas cidades de Itamaraju (BA) e Caraíva (BA) é
possível encontrar pousadas e hotéis simples.
Vale a pena conhecer também as cidades históricas
próximas ao parque, como Santa Cruz Cabrália (BA)
e Porto Seguro (BA).
Os índios
pataxós que habitam a região invadiram o parque,
em represália aos maus tratos que sofrem por parte dos
fazendeiros e madeireiros da região, além do descaso
do governo. Os pataxós pretendem administrar o parque
futuramente, ampliando o Informações dos turistas
com a aldeia indígena.
Rodovia BR-498,
Caixa Postal 24, Itamaraju (BA) - CEP 45830-000. Telefone (73)
294-1110.
PARQUE
NACIONAL DO DESCOBRIMENTO E PARQUE NACIONAL DO PAU BRASIL
O primeiro localiza-se
no Município de Prado-BA, e o segundo, no Município
de Porto Seguro-BA,
Esses são
os mais novos Parques Nacionais do país. Como foram recentemente
reconhecidos como tais, ainda não têm estrutura
para receber visitantes, o que deve ser providenciado em breve
segundo o Ibama.
Os dois parques,
juntamente com o Parque Nacional do Monte Pascoal, formam um
corredor ecológico responsável pela preservação
da fauna e da flora na região do descobrimento, que abriga,
além dos poucos exemplares existentes de pau-brasil,
um patrimônio histórico e cultural fundamental
para o nosso país.
PARQUE NACIONAL
DA SERRA DO CIPÓ
Os agrupamentos
rochosos em forma de lanças que apontam para o céu,
característicos da região, são o símbolo
do parque da Serra do Cipó. Acrescente-se a isso flores
raras, inúmeras cachoeiras e a rica herança arqueológica,
representada pela beleza das pinturas rupestres, e obtêm-se
uma das mais belas paisagens deste Brasil.
A maneira mais
fácil de chegar ao parque é partindo de Belo Horizonte
pela MG-010, passando por Lagoa Santa. Após o km 94,
segue-se mais 3 km pela estrada de terra que leva até
a entrada do parque.
Todos os dias, das
8h às 17h. O ingresso custa R$ 3,00. Como o acesso é
limitado a 150 pessoas por dia, é aconselhável
fazer reserva na sede do parque pelo telefone (31) 3683-5117.
Tudo que você
puder. Desde as caminhadas até a prática de rapel,
todas as atividades ao ar livre no parque são realmente
gratificantes. As trilhas são planas, cortadas por riachos
e têm como fundo as belas paisagens da região,
ideais para bikers e trekkers. Já os praticantes de rapel
costumam frequentar as diversas cachoeiras existentes na região,
principalmente a da Farofa e a de Congonhas.
A vegetação
típica de cerrado encontrada no parque oferece belas
surpresas: são cerca de 1.600 variedades de plantas,
sendo que a maioria são flores. Esse espetáculo
visual é realçado pela beleza das cachoeiras da
região, em especial a da Farofa. Ponto de parada obrigatória
no parque, fica a apenas 8 km da portaria de entrada e possui
270 metros em desnível e 3 quedas. Vale a pena também
procurar pelo parque os desenhos de povos primitivos que habitaram
a região há cerca de 5 mil anos.
Os praticantes
de rapel devem ir ao parque no período da seca, entre
abril e novembro, pois os rios perdem um pouco do volume e atravessá-los
se torna mais fácil. Já os apreciadores da paisagem
devem fazer suas visitas entre dezembro e março, pois
é na estação das chuvas que a vegetação
fica mais florida.
Há pousadas
e hotéis bem equipados nas proximidades da entrada do
parque.
Só é
permitido entrar no parque a pé, de bike ou a cavalo.
Por esse motivo é possível alugar uma bike (R$5,00
por dia) ou um cavalo (R$15,00 por dia) na portaria do parque.
As visitas podem
e devem se estender aos arredores da região. O Morro
da Pedreira (escalada) e a Cachoeira Véu de Noiva (rapel)
são algumas das atrações que se encontram
a alguns quilômetros do parque.
Vale lembrar
ainda que os hotéis costumam lotar em finais de semana
com tempo bom. Fazer reservas antecipadamente é a melhor
saída para evitar aborrecimentos.
Rodovia MG-010,
km 100, Santana do Riacho -MG - CEP 35847-000. Telefone: (31) 3291-6588.
PARQUE
NACIONAL DOS APARADOS DA SERRA
O parque abriga
em seus 10.250 hectares os cinco maiores cânions existentes
no país. Um deles, o do Itaimbezinho, foi palco de batalhas
históricas, como a Guerra dos Farrapos, na metade so
século 19. Seus penhascos são uma das grandes
atrações da região, que ganhou status de
área de preservação desde 1959, quando
foi transformada em Parque Nacional.
Há duas
opções: quem vem de Porto Alegre segue pela RS-020,
passando por São Francisco de Paula, até chegar
em Cambará do Sul, daí segue por terra até
o parque. Já quem vem por Santa Catarina sai da BR-101
antes da divisa com o Rio Grande do Sul, pouco após a
cidade de Vila Conceição, passa por São
João do Sul e Praia Grande, e finalmente chega a Cambará
do Sul.
O parque está
aberto à visitação de quarta a domingo,
das 9h às 18h. Ingresso a R$ 6,00.
As trilhas pelos
penhascos do parque, repletos de quedas d'água, são
ideais para dar uma boa caminhada. Em um dos percursos guiados
pelos orientadores habilitados pode-se até mesmo caminhar
muito próximo à borda do Cânion do Itaimbezinho.
Além disso, devido a elevada altitude, muitas das cachoeiras
se desfazem em névoa antes mesmo de tocarem o solo, proporcionando
um inesquecível espetáculo.
O cânion do
Itaimbezinho, com 5,8 km de extensão e uma profundidade
média de 600 metros, é o destaque da região,
além de ser o mais conhecido entre outros 12 existentes.
Em dias claros, é possível observar do penhasco
até mesmo as praias de Torres, no litoral gaúcho.
Entre as cachoeiras, as do Tigre Preto e do Véu de Noiva
são paradas obrigatórias.
A névoa
característica da região surge a qualquer momento
e pode atrapalhar muito a visita. Seus efeitos são minimizados
em janeiro, devido à temperatura mais elevada na região.
Apesar de longe
do parque (104 km), São Francisco de Paula possui os
melhores hotéis para os visitantes. Já Cambará
do Sul fica a 22 km do parque, mas oferece apenas um hotel-fazenda
e restaurantes simples.
O Centro de Visitantes
do parque oferece lanchonete e diversas informações
sobre as trilhas, além de detalhar a fauna e a flora
da região.
Rodovia RS-429
s/n, Cambará do Sul (RS), CEP: 95480-000. Telefone: (54)
251-1305.
PARQUE
NACIONAL DA BOCAINA
Em 100 mil hectares
entre os estados de São Paulo e Rio de Janeiro, este
parque foi criado como proteção contra os acidentes
nucleares nas usinas de Angra dos Reis. O resultado é
a preservação de um tesouro da floresta pluvial,
onde se pode observar toda a diversidade da Mata Atlântica,
das praias aos altos picos.
Na Via Dutra,
entre em Queluz, siga pela SP-066 até Areias e mais adiante
até São José do Barreiro; em seguida são
27km em estrada de terra pouco adequada a veículos de
passeio (melhor para veículos com tração
nas quatro rodas). Pode-se alugar carros com motorista para
o trajeto.
De 7 às
19h. Ingresso a R$ 3.
A paisagem muito
variada cria desafios variados aos trekkers. Para estes, a maior
atração é a Trilha do Ouro, caminho colonial
construído por escravos, que pode ser atravessada a cavalo
ou a pé. O percurso completo, de cerca de 100km, sai
de São José do Barreiro e desce a serra até
Mambucaba, perto de Angra dos Reis, e demanda três ou
quatro dias de caminhada, em parte no meio da mata. Há
algumas áreas disponíveis para camping selvagem
ao longo do caminho. Outras trilhas costumam levar a cachoeiras,
como a de Santo Isidro, perto da sede do Parque, e vale uma
caminhada a um dos picos da Bocaina, com vista panorâmica
da Baía de Parati.
Em parte, o Parque
é ocupado por plantações e pastagens; alcançar
a Mata Atlântica demanda longas caminhadas. A Trilha do
Ouro conduz à área preservada do Parque, onde
pode-se encontrar a Cachoeira dos Veados, com 200m de altura
dividida em duas quedas. Sob mais de 300 dias de chuva por ano,
a mata primitiva abriga espécies únicas de flora
e fauna, com todos os variantes climáticos: desde as
grandes altitudes, a mais de 2.200m, onde a temperatura pode
cair abaixo de zero, até o calor do litoral, encontra-se
uma amostra singular da variedade do ecossistema em extinção
da Mata Atlântica.
A melhor época
vai de maio a agosto, quando as baixas temperaturas são
um atrativo e as chuvas prejudicam menos o acesso.
Há bons
hotéis e pousadas em São José do Barreiro
e alguns dentro do Parque, fora da área de mata primitiva.
O camping selvagem pode ser praticado ao longo da Trilha do
Ouro.
Não há
estrutura de apoio ao turista. É preciso ter autorização
do Ibama para entrar nas áreas preservadas, na companhia
de condutores autorizados. Para mais informações:
(21) 2232-9623.
Rodovia Estadual
da Bocaina, São José do Barreiro, SP, CEP 12830-000.
Telefone: (12) 3577-1225.
PARQUE
NACIONAL DA SERRA DOS ÓRGÃOS
Entre os municípios
de Magé, Guapimirim, Petrópolis e Teresópolis,
no ponto mais
alto da Serra do
Mar, fica um dos parques mais procurados por montanhistas. Os
penhascos a mais de 2 mil
metros de altitude, que parecem brotar em meio à densa
vegetação,
impõem um desafio permanente aos praticantes de escalada,
enquanto as cachoeiras
são procuradas para o canyoning.
O melhor acesso
é pela BR-040 (Rio-Teresópolis), com entrada pelo
km 98, a 7km de Teresópolis.
Horários:
De terça a domingo, de 8 às 17h. Ingresso a R$
3, estacionamento a R$ 5.
Há vários
programas de um dia. Para excursionistas mais experientes, a
travessia Petrópolis--Teresópolis, de 42km, pode
ser feita de 2 a 3 dias (o pernoite depende de autorização
prévia). O roteiro passa pela Pedra do Açu e pela
Pedra do Sino, a 2.263m, ponto culminante da Serra do Mar.
Para o turista convencional, a Pedra do Sino também pode
ser alcançada a partir de Teresópolis por uma
trilha bem cuidada de 12km.
O caminho para o Dedo de Deus, de 1.692m, símbolo do
Parque, toma um dia inteiro, mas é considerado relativamente
fácil. Atividades mais radicais incluem o canyoning nas
várias cachoeiras do Parque, com destaque para o Véu
de Noiva, uma queda de 32m. Vários paredões verticais
atraem os escaladores.
A densa vegetação
inclui árvores de até 35m de altura, como o jequitibá
e a canela-santa; apesar da proximidade de regiões densamente
povoadas, encontra-se uma grande diversidade de aves, répteis
e mamíferos. A subsede no km 36 da Rodovia Rio-Petrópolis
dá acesso a monumentos históricos, como o Centro
de Visitantes (século 19, antiga sede da Fazenda Barreiras)
e uma capela de 1713.
Para trekking,
o inverno; para banhos nos rios, de novembro a fevereiro. Com
as freqüentes chuvas na região, esteja preparado
para a possibilidade de enchentes repentinas.
A cidade de Teresópolis
é bem próxima da sede do Parque e conta com uma
boa infraestrutura de hospedagem. O camping e o uso do alojamento
dentro do Parque só são permitidos com autorização
prévia.
É indispensável
um guia de escaladas. Devido ao relevo acidentado, exige-se
bom preparo físico dos excursionistas.
Av. Rotariana, Teresópolis,
Rio de Janeiro, CEP: 25960-602, Telefone: (21) 2642-1870, 2642-4460
e 2642-2374. Subsede: 2632-2411. Guias: 2286-3544 e 2286-3449.
PARQUE
NACIONAL DA TIJUCA
A densa cobertura
vegetal do único Parque Nacional situado dentro de uma
área urbana significa o sucesso do reflorestamento: 80
mil árvores foram plantadas no século 19 para
recobrir a área do Maciço da Tijuca, então
devastada pela extração de madeira e pela agricultura.
Nas grandes altitudes, que podem ultrapassar 1000m, a paisagem
do Rio de Janeiro é a grande atração.
O Parque é
dividido em três blocos e tem vários acessos. O
bloco da Pedra da Gávea/Pedra Bonita é alcançado
pela Estrada das Canoas, partindo de São Conrado. O portão
principal, que conduz à Floresta da Tijuca, fica no Alto
da Boa Vista. A Serra da Carioca - maior bloco, onde ficam o
Corcovado e a Vista Chinesa - é atravessada pelas Estradas
do Redentor e das Paineiras (do Alto da Boa Vista ao Cosme Velho)
e pelas Estradas da Vista Chinesa e Dona Castorina (da Gávea
Pequena ao Jardim Botânido). Uma alternativa para chegar
ao topo do Corcovado é o trem, com estação
na Rua Cosme Velho.
De 8 às
18h, grátis. No mirante do Corcovado, R$ 5 por automóvel
mais R$ 5 por passageiro.
A apenas 20km do
centro, o Parque proporciona desde passeios ecológicos
amenos até escaladas avançadas. Depois de um período
de relativo abandono, pouco a pouco as trilhas estão
sendo recuperadas e antigos mirantes são reabertos.
Os principais mirantes podem ser alcançados por estradas
asfaltadas, mas nas áreas afastadas do circuito do turismo
convencional há inúmeras trilhas que atravessam
a floresta, como a conduz ao o Pico da Tijuca (1.021m), ponto
culminante do Parque.
Outra trilha muito procurada é a da Pedra da Gávea
(842m). Na mesma região, a Pedra Bonita (696m) é
uma rampa natural usada pelos praticantes do vôo livre,
com pouso na Praia do Pepino, em São Conrado.
Montanhistas se surpreenderão com as condições
de escalada no meio de uma metrópole: esperem grandes
aventuras, por exemplo, na subida do costão do Corcovado
(local do Cristo Redentor, atualmente em reforma, a 704m).
A vista dos arredores,
que alcança 100km em dias claros, é a maior recompensa
depois das longas caminhadas. Pode-se observar em toda a parte
o resultado do reflorestamento, feito com mudas da Mata Atlântica:
atualmente a vegetação não se distingue
de uma mata nativa. Há várias construções
históricas, como a casa do barão de Taunay, onde
atualmente funciona um restaurante, e a Capela Mayrink, de 1850,
atualmente em reformas.
No verão
os dias mais longos proporcionam melhor visibilidade da paisagem
e o calor aumenta a procura pelas cachoeiras. Cuidado com as
fortes chuvas do período.
Não há
opções de hospedagem ou de camping dentro do Parque,
mas todos os hotéis do Rio estão bem próximos.
Não se
esqueça de levar um bom agasalho: a temperatura no alto
é bem inferior à da cidade. Uma referência
útil para os caminhos do Parque e arredores é
o livro Novas Trilhas do Rio, de Pedro Menezes (Ed. Salamandra).
Estrada da Cascatinha,
850, Rio de Janeiro-RJ, CEP 20531-590. Telefone: (21) 2570-4389.
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