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Barra
Tradicionalíssimo bairro da classe média soteropolitana, a "Barra"
, como o bairro é mais conhecido, é passagem obrigatória para
quem visita Salvador.
Suas
belas e movimentadas praias, das quais a do "Porto" e a do "Farol",
as mais conhecidas, possuem uma iluminação noturna muito bem
cuidada e, à noite, iluminadas, tornam-se uma atração a mais.
Por estar debruçado na entrada
da Baía de Todos os Santos, o bairro possui dois
e um farol, construídos pelos portugueses, símbolo da sua importância
estratégica para a defesa da capital da colônia.
Comércio
Situado na cidade baixa, abriga o antigo centro financeiro e
comercial de Salvador, hoje substituído pelas modernas Avenidas
Tancredo Neves e ACM, na área nobre da cidade.
O "comércio", como ficou conhecido,
está em uma área adjacente ao centro histórico e possui muitos
casarões coloniais, igrejas como a da conceição da Praia, trazida
pedra por pedra de Portugal, em navios, e montada em frente
à praia e o Famoso Mercado Modelo.
Itapoã
Cantada pelo "poetinha"
e diplomata Vinícius de Moraes, que ali morou até a sua morte,
o bairro de Itapoan, que em Tupi/Guarani quer dizer "pedra que
ronca", era até o final da década de 60, um aprazível bairro
de veraneio.
Hoje, se a tranqüilidade de outrora já não existe mais, substituída
pela urbanização, permanece, entretanto, o seu encanto beleza
e romantismo.
Além das belas praias, o Farol de Itapoan e a Lagoa do Abaeté
são outros símbolos famosos do bairro.
Pelourinho
O mais conhecido ponto turístico de Salvador, tornou-se famoso
em todo o mundo pela sua arquitetura, em estilo colonial português,
suas belas igrejas e sua música vibrante.
O nome do bairro tem origem nos tempos da colonização, quando
Salvador, a capital mais importante da América colonizada, tinha
a sua economia baseada no trabalho escravo. Colunas ou troncos
chamados de pelourinhos, fixadas em áreas públicas, serviam
para expor e castigar criminosos e, sobretudo, os escravos insurrectos.
Instalado em praças públicas como o Terreiro de Jesus e as atuais
Tomé de Souza e Castro Alves, o antigo símbolo de autoridade
e justiça acabou emprestando o nome ao conjunto histórico e
arquitetônico do Pelourinho.
No final do século XIX, com a
saída das famílias aristocráticas para outras áreas da cidade,
o Pelourinho tornou-se uma zona de comércio, entrando, décadas
mais tarde, em franco processo de decadência econômica e social,
quando passou a abrigar prostitutas e marginais nos seus sobrados,
construídos nos Séculos XVII, XVIII e XIX, então em ruínas.
Tombado pela UNESCO como patrimônio
da humanidade, depois de anos de abandono e deterioração, finalmente
o Pelourinho, localizado no coração do Centro Histórico de Salvador,
foi totalmente restaurado pelo Governo do Estado e tornou-se
o mais importante centro de cultura e lazer voltado para o turismo
na Bahia, abrigando bares, teatros, restaurantes, lojas, etc.,
nos seus aproximadamente 800 casarões coloniais completamente
restaurados.
Hoje o Pelourinho cumpre uma
importante função social, ao dar emprego e melhores condições
de educação aos seus antigos moradores, que se organizaram em
associações e entidades culturais como o Bloco Olodum e muitos
outros.
Esse grande shopping a céu aberto
em que se transformou a área, é também a sede de um dos maiores
símbolos da cultura afro-baiana, o Afoxé Filhos de Gandhy.
A vida noturna é outra grande
atração do Pelourinho. O projeto Pelourinho Dia & Noite
leva ao público, diariamente e com entrada franca, bailes e
espetáculos de música e teatro para todos os gostos.
Mas a temperatura aumenta mesmo é com os ensaios semanais do
Olodum, aos domingos e, sobretudo, nas terças-feiras quando
acontece a "benção", como ficou conhecido o seu mais badalado
ensaio, antes do qual, conta-se, os foliões tomam a benção nas
igrejas do Terreiro de Jesus.
Os Filhos de Gandhy também promovem ensaios nos meses mais próximos
ao Carnaval, completando a folia. Vir à Bahia sem passar no
Pelourinho é como ir a Roma e não ver o Papa. Um passeio simplesmente
imperdível.
Ribeira
O bairro da Ribeira, na cidade baixa, é um dos mais tradicionais
e tranqüilos de Salvador, onde as pessoas ainda vivem como na
época em que o lugar era muito procurado para veraneio.
À beira do mar da Bahia de todos os santos, a vida noturna da
Ribeira é animada nos diversos bares que oferecem deliciosos
quitutes, boa música e um ambiente romântico.
Passear pela Avenida Beira Mar, que termina no sopé da Colina
Sagrada, onde está a Igreja do Bomfim, é roteiro obrigatório
e uma paradinha para observar o belíssimo pôr do sol, uma oportunidade
imperdível.
Rio Vermelho
O bairro mais boêmio de Salvador, com uma grande concentração
de bares, hotéis e restaurantes. Todo ano, no dia 2 de fevereiro,
acontece nas águas de sua principal praia uma das mais tradicionais
e bonitas festas de largo da Bahia: a festa de Yemanjá, quando
os pescadores da colônia de pesca local, mães-de-santo e milhares
de devotos vão até a praia deixar os seus presentes para a o
orixá, considerado como a "Rainha das águas".
Santo Antônio
Parte do Centro Histórico e próximo ao Pelourinho, esse bairro
histórico é um lugar tranqüilo, de gente acolhedora onde o tempo
parece caminhar no ritmo das rodas de capoeira que animam o
largo de Santo Antônio.
É comum ver os idosos sentados à porta dos antigos casarões
em descontraídos bate-papos. O bairro foi palco de grandes decisões
durante o período colonial e era considerado um ponto estratégico,
devido a sua excelente localização, debruçado sobre uma encosta
de onde se avista a Baía de todos os Santos.
Em função desta vantagem, foi construído ali, no século XVII,
o Forte de Santo Antônio Além do Carmo, para defender a cidade
da invasão Holandesa.
Terreiro de Jesus
É, na verdade, uma praça do Centro Histórico do Pelourinho.
Seu nome oficial é praça XV de Novembro, mas tornou-se conhecida
como Terreiro de Jesus por causa da Igreja dos Jesuítas, erguida
ali, hoje atual Catedral Basílica de Salvador, uma construção
sólida e imponente.
O "terreiro" como é mais conhecido o lugar, mantêm as mesmas
características urbanas dos séculos passados. Seus antigos sobrados
ricamente adornados, hoje abrigam joalherias, lojas de artesanato
e de variedades.
Três igrejas erguidas na área do Terreiro de Jesus testemunham
a época áurea em que Salvador foi capital da colônia.
No centro da praça, um chafariz de origem francesa (1855), todo
em ferro fundido, representa a deusa Ceres, da agricultura.
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