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Associação Comercial da Bahia
Inaugurada pelo Conde dos
Arcos em 1817, Construída no local do antigo Forte de S. Fernando,
foi o primeiro prédio em perfeito estilo neoclássico erguido no país.
Com uma evidente influência do estilo inglês, o prédio é obra do arquiteto
Cosme Damião da cunha Fidié e sua construção foi autorizada quando
da estada de D. João VI no Brasil.
Suas quatro colunas, escadaria externa, decoração compostas de guirlandas,
além de duas portadas em mármore, com inscrições em memória de D.
João VI, rei de Portugal, formam um conjunto imponente, embelezando
a praça Riachuelo.
Os amplos e luxuosos salões do prédio exibem móveis clássicos e uma
valiosa pinacoteca.

Elevador Lacerda
Principal meio de ligação
entre a cidade alta e a cidade baixa, o Elevador Lacerda transporta
28 mil passageiros por dia.
Projetado e construído em 1873 pelo comerciante e engenheiro Antônio
Lacerda, a sua primeira versão de duas cabines movidas à força hidráulica
e encravadas na rocha da montanha era completamente diferente da construção
atual.
Em 1932, que até então era chamado de Elevador da Conceição, foi totalmente
restaurado, ganhou nova torre com duas cabines, o que lhe deu a aparência
atual e passou a ser chamado de Elevador Lacerda. Ele interliga os
72 metros da praça Tomé de Souza, na cidade alta, à Praça Cayru, na
cidade baixa. A "viagem" dura 30 segundos e custa R$ 0,05.

Mercado Modelo
Um dos pontos turísticos mais visitados em Salvador, localizado na
Praça Cayru em frente a outro símbolo da cidade, o Elevador Lacerda,
ambos na cidade baixa, é o local onde se pode encontrar as mais profundas
raízes do povo baiano.
Até 1969, o mercado funcionou em outro prédio histórico, próximo ao
atual, quando um incêndio naquele ano destruiu tudo.
A partir de 1971, o Mercado Modelo
passou a funcionar no prédio construído em 1861 para servir como a
terceira alfândega da cidade, cujas instalações apresenta uma planta
quadrada com uma rotunda ao fundo, onde antigamente atracavam os navios
para descarregar mercadorias na alfândega. 13 anos depois, novamente
pegou fogo, sendo totalmente reformado.
Hoje, tem 259 boxes com o que há de melhor em termos de artesanato
nordestino (batas, toalhas de renda, redes, balangandãs e patuás),
dois restaurantes muito conhecidos, além de bares com bebidas típicas
e tira-gosto. A rotunda, por sua vez, passou a funcionar como palco
de rodas de capoeira e apresentações de cantadores e repentistas.
Há poucos anos, no subsolo do Mercado
foi descoberto um conjunto de túneis sustentado por belas arcadas,
utilizados como refúgio contra os invasores estrangeiros. O local,
por estar abaixo do nível do mar, apresenta-se constantemente alagado,
e o acesso é feito por cima de plataformas instaladas no local.
Praça Cayru
Abriga o monumento ao Visconde de Cayru, inaugurado em 1932, que homenageia
a figura de José da Silva Lisboa, o político baiano que exerceu grande
influência ao príncipe regente português D. João VI para que fossem
abertos os portos brasileiros às nações amigas em 1808.
Praça Tomé de Souza
Com uma bela vista para a Bahia de Todos os Santos e um por do sol
deslumbrante, a praça abriga importantes e bonitos prédios históricos
como o Paço Municipal, construído em 1660 em substituição ao antigo,
destruído pelos holandeses em 1625 e que abriga atualmente a Câmara
dos Vereadores, o Palácio Municipal que já foi a sede da Prefeitura
da Cidade e o moderno prédio da atual Prefeitura Municipal, contrastando
a sua estrutura metálica com a arquitetura colonial portuguesa presente
nos prédios e igrejas que o circundam.
A Praça também dá acesso à Rua Chile,
antigo e requintado centro de compras por onde, até o final década
de 60, a elite baiana desfilava à procura de suas butiques e lojas
de artigos de luxo.
Solar do Unhão
Erguido sobre um aterro feito no início do século XVII, em uma porção
de mar da Baía de Todos os Santos, em frente onde hoje está a Avenida
do Contorno, a antiga propriedade do senhor-de-engenho Pedro de Unhão
Castelo Branco, assemelha-se à sede de uma fazenda, construída em
zona urbana devido ao fato de possuir um conjunto de características
rurais formado por uma casa-grande - em cujo subsolo supostamente
serviu de senzala - e capela.
Durante quase dois séculos o solar
foi um símbolo da aristocracia que explorava a mão-de-obra escrava.
No seu apogeu, em meados do século XVIII, a casa-grande ganhou feições
mais requintadas e recebeu painéis de azulejo português, chafariz
e a Capela de Nossa Senhora da Conceição.
O declínio da economia açucareira, porém, abalou o prestígio e a economia
daquele que, outrora, influenciava a economia local. O Solar foi arrendado
e passou a assistir a um grande processo de degradação.
Depois de abrigar depósitos de mercadorias destinadas ao porto para
exportação e pequenas fábricas, o conjunto foi tombado pelo Instituto
do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional na década de 40, sendo
posteriormente adquirido pelo Governo do Estado da Bahia para sediar
o Museu de Arte Moderna da Bahia.
Totalmente restaurado com base no projeto
da arquiteta Lina Bo Bardi, o Solar passou a abrigar o Museu de Arte
Moderna, inaugurado em 1969, contando, hoje, com oito salas de exposição,
teatro-auditório, sala de vídeo, biblioteca especializada e banco
de dados.
O representativo acervo de arte contemporânea é formado por gravuras,
fotografias, pinturas, serigrafias, desenhos, tapeçarias e esculturas
de artistas famosos como Cândido Portinari, Rubem Valentim, Tarsila
do Amaral, Flávio de Carvalho, Pancetti, Di Cavalcanti, Carybé, Mário
Cravo e Sante Scaldaferri, totalizando cerca de mil obras dos mais
importantes artistas plásticos brasileiros.
Em 1997 foi inaugurado, numa área anexa
ao Solar do Unhão, o Parque das Esculturas, um museu a céu aberto
encravado em uma encosta sob os arcos da Avenida do Contorno, cuja
vista para a belíssima Baía de Todos os Santos já seria suficiente
para tornar a visita inesquecível, não fosse a beleza e imponência
de suas obras.
No Parque, encontram-se obras feitas por Mário Cravo Júnior, Bel Borba,
Carybé, Siron Franco, Chico Liberato, Emanoel Araújo, Fernando Coelho,
Juarez Paraíso, Sante Scaldaferri, Mestre Didi, Tati Moreno e Vauluizo
Bezerra.
O espaço é cercado por um gradil -
que foi a última obra executada por Carybé, morto pouco tempo depois.
O artista também assina o projeto de um painel de concreto, localizado
na parte final do jardim e do portal de entrada, todo em ferro e com
desenhos de animais e frutas, representando o sol e símbolos do acarajé.
O Parque possui, também, um salão de exposições fechado, com uma área
de 200m² e sistema especial de iluminação e climatização e com
um acervo do falecido artista plástico Rubem Valentim.
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