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Além
de possuir centenas de igrejas, que pontilham o céu com suas
torres e campanários, dando testemunho da força da religião
católica, ao longo dos séculos, e da mais elaborada arquitetura
dos séculos de colonização, Salvador da Bahia é conhecida como
a "Roma Negra", por ser a mais importante cidade africana fora
da África, com todos os seus rituais e magia.
Nem
precisa ser adepto do Candomblé - religião trazida à Bahia pelos
africanos - para vestir roupas brancas na sexta-feira. Esta
já é uma tradição na Bahia, em homenagem ao deus Oxalá que,
no sincretismo com a religião católica, representa Sr. do Bonfim.
E muitos outros costumes, trazidos com essa religião afro, já
se incorporaram ao dia-a-dia dos baianos, de todas as raças
e classes sociais.
Culto
antigo, tem como filosofia a adoração aos orixás, considerados
como espíritos da Natureza, provenientes dos elementos terra,
fogo, água e ar. São deuses guerreiros, protetores da caça,
da maternidade, reis e rainhas da África, e outros, que vivem
nos corações de seus descendentes.
Eles
são venerados em iniciações secretas e em festas de um ciclo
anual, dedicadas a cada um deles. Nas festas, abertas ao público
- homem de um lado, mulher de outro -, os filhos-de-santo e
adeptos dançam, vestidos com as roupas e cores características,
ao som de atabaques, entrando em transe e incorporando os espíritos
dos orixás. Cada orixá
tem seu correspondente na Igreja Católica, com suas características
próprias, como dia da semana, cores, vestes, saudações e comidas.
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