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Centro Histórico e Passeios
O centro de Fortaleza
pode ser definido como uma mescla entre o moderno e o histórico,
pois a arquitetura do início do século está
muitas vezes semi-encoberta por painéis luminosos de
fachadas das mais sofisticadas lojas, magazines e shoppings.
Com grandes calçadões,
que abrem as malhas a partir da Praça do Ferreira, coração
da cidade, o centro apresenta um comércio ativo e diversificado,
digno das grandes capitais.
A volta ao passado
fica por conta do Theatro e Praça José de Alencar,
rico conjunto com características neo-clássicas
e art noveau; a Catedral Metropolitana em estilo neogótico
com torres de até 75 metros; a Fortaleza de Nossa Senhora
de Assunção, que deu origem ao nome da Cidade;
o Passeio Público, mais antiga praça da capital
e o Centro de Turismo, antiga cadeia pública em estilo
neoclássico, com central de artesanato e difusão
da cultura popular.
A maior zona
ecológica urbana da América Latina, com 446 hectares,
o Parque do Cocó, com vegetação de manguezal,
repleto de socós, martins pescadores e outras aves, é
programa imperdível para quem aprecia a natureza. Aproveite
sua ida lá para conhecer o Projeto Parque Vivo, e veja
que ainda existem pessoas preocupadas em preservar o meio-ambiente.
Ainda em contato
com a criação, nada como o pôr-do-sol visto
da Ponte Metática, na Praia de Iracema; a visão
panorâmica no Morro de Santa Terezinha, com vários
restaurantes especializados em frutos-do-mar; e os passeios
marítimos que saem do Mucuripe.
Estoril
Aos idos de 1915,
um palacete assombradado se erguia sobre as areias na faixa
do litoral fortalezense, conhecida na época como Praia
do Peixe, por obra de um pernambucano chamado José Magalhães
Porto.
Seu sonho era fazer
daquela construção, um porto seguro de remanso
e poesia para sua família morar. Anos depois, com o sonho
concluído, mostrava-se belo e imponente, emoldurado pela
beleza do mar. Seu nome Vila Morena. Décadas depois,
veio a 2ª guerra e com ela os oficiais americanos do USO-United
States Office, acantonados em Fortaleza, a transformaram em
cassino.
Já nesta época, a Praia do Peixe se chamava a
Praia de Iracema, por inspiração da cronista Adília
de Albuquerque. Anos após, dois portugueses, arrendaram
o prédio e o transformaram num restaurante especializado
em comida portuguesa. Em 1952, passou para as mãos de
um homem simples, o Zé Pequeno e por 40 anos ele foio
anfitrião.
Mas o tempo,
implacável, foi deteriorando as estruturas deste sonho.
Mais tarde, após a conclusão do processo de desapropriação
do prédio, em 1992, a Prefeitura de Fortaleza, em 1994,
na Gestão do Prefeito Antônio Cambraia, restaurou
este verdadeiro Patrimônio Histórico-Cultural de
Fortaleza. A reconstrução foi realizada em respeito
à memória e características arquitetônicas
do prédio.
O Estoril está
equipado para abrigar todo o tipo de eventos culturais, bem
como programações de interesse comunitário.
No projeto de reconstrução foi tomado todos os
cuidados para proporcionar um melhor aproveitamento dos espaços
internos trazendo mais conforto para os freqüentadores.
Os serviços de bar e restaurante são de primeira,
num ambiente agradável e prazeroso. Oficinas e cursos
de artes, música, pintura, exposições fotográficas
e de artes plásticas, saraus literários e musicais,
serestas e serenatas, recitais, lançamentos de livros,
enfim, todas as formas de manifestações artísticas
tem espaço no local.
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