|
Centenária
cidadezinha em Goiás com destaque para suas cachoeiras e para
a arquitetura colonial.
Pirenópolis é tombada pelo Patrimônio Histórico
Nacional. Ao lado, foto antiga da Igreja Matriz.
Pirenópolis está localizada a 150 km de Brasília.
Acesso pelas BR-060 e BR-153, Oeste ou pelas GO225 ou GO431.
Cercada
por vegetação abundante e cerca de 26 cachoeiras, a
cidade possui muitos pontos turísticos. Um dos mais curiosos
é a Fazenda Babilônia, a 26 km do centro, um exemplo
autêntico de casa grande e engenho do século XVIII.
Na cidade, os monumentos mais visitados são a Igreja Matriz,
a mais antiga do estado de Goiás, construída entre 1728
e 1732; Igreja Nossa Senhora do Bonfim, de 1750; Igreja Nossa Senhora
do Carmo, transformada em Museu das Artes Sacras, com suas imagens
trazidas de Portugal; Teatro Pirenópolis, construído
em 1899; e a Casa da Rua Direita, de 1852.
No centro da cidade, o Rio das Almas oferece um bom local para banhos.
Outro ponto procurado
pelos visitantes é o pico central dos Pirineus, a 18 km da
cidade, com 1.385 metros de altura, e uma pequena ermida construída
em seu topo, de onde se pode observar o panorama da região.
A
tradicional Festa do Divino Espírito Santo, que acontece 45
dias após a Semana Santa, desde 1819, é considerada
uma das maiores atrações folclóricas da América
do Sul, com suas cavalhadas acompanhadas de cantos e músicas,
revivendo a luta entre mouros e cristãos.
Outras festas e feriados importantes são a data da emancipação
da cidade, 10 de julho; a Romaria à Serra dos Pireneus, na
primeira lua cheia de julho, e o aniversário da cidade, em
7 de outubro.
Pirenópolis conta
com vários hotéis, pousadas e restaurantes, além
de muitas lojas de artesanato em prata, tecido, pedra, madeira, cerâmica
etc.
ACOMODAÇÃO
Pirenópolis possui mais de 52 pousadas, com capacidade para 2.500
leitos, a maioria com piscinas, que servem de suporte para uma hospedagem
com todo o conforto urbano.
Confira as dicas:
Pousada
Matutina Meiapontense
Praça Emmanuel Jayme, 02, Centro
Reservas: (62) 331-1101.
Pousada
das Cavalhadas
Praça da Matriz, 01, Centro
Reservas: (62) 331-1261
Hotel
Quinta Santa Bárbara
Rua do Bonfim, Centro
Reservas: (62) 331-1304
Pousada
Rancho do Ralf
Rua Benjamin Constant,.17.
Reservas: (62) 331-1162
Pousada
dos Pirineus
Chácara Mata do Sobrado, Bairro do Carmo
Reservas: (62) 224-1372/1093.
HISTÓRIA
A cidade já se chamou Minas de Nossa Senhora do Rosário
de Meia Ponte. "Meia Ponte" porque metade de sua ponte (sobre
o Rio das Almas) foi levada por uma enchente.
Passou a se chamar Pirenópolis em 1890, por estar entre duas
grandes elevações que formam a Serra dos Pireneus. Aliás,
um grande ponto turístico é justamente o pico central
dos Pireneus, com 1.385 metros de altura, e que fica a apenas 18 quilômetros.
Além
da Igreja Matriz, outros edifícios históricos são
considerados pontos turísticos:
A Igreja do Nosso Senhor do Bonfim, de 1750;
A Igreja e Museu Nossa Senhora do Carmo;
O Teatro Pirenópolis, de 1899;
A Casa da Rua Direita, de 1852;
A Fazenda Babilônia, com um belo casarão colonial, onde
recentemente foram gravadas as cenas do filme O Tronco.
O Santuário Vaga Fogo, a 6 km da cidade, é outro local
que merece uma visita, pois abriga grande variedade de pássaros
e animais silvestres. A pequena mata abriga espécies vegetais
e animais, num ambiente que convida à meditação,
a recarregar as baterias com a energia positiva e refrescante da natureza
em seu estado natural.
FESTAS
E FOLCLORE
Dois meses depois da semana santa, no feriado de Pentecostes, Pirenópolis
festeja o Divino Espírito Santo, Nossa Senhora do Rosário
e São Benedito numa das maiores e mais famosas festa do Divino
do Brasil.
As atrações típicas da festa são as danças
de congada, pastorinhas e tapuios. Os cavaleiros são os reis
mouro e cristão. Eles lideram as cavalhadas, que são encenações
feitas num campo de futebol sobre uma suposta guerra entre cristãos
e mouros na Europa antiga.
A magia da festa é incrível, não dá pra
ficar de fora. Ainda mais se um bando de cavaleiros com cabeça
de boi passarem por você a cavalo gritando e comemorando os dias
de folia.
Cavalhadas
As cavalhadas, atração mais curtida da festa, são
encenadas em até três dias, durante os quais os cavaleiros
representam uma guerra histórica entre mouros e cristãos,
que teria acontecido na Europa medieval. "teria acontecido",
porque alguns historiadores duvidam que esta guerra realmente existiu.
Durante as encenações duas equipes de cavaleiros, uma
trajada de azul (cristãos) e outra de vermelho (mouros) fazem
peripécias e malabarismos com seus cavalos, imitando as artes
da guerra medieval. Dão tiros de festim e cruzam espadas num
espetáculo de tirar o fôlego da molecada. E os pais não
ficam muito atrás.
O treino e a sincronia que o evento exige dos cavaleiros torna muito
seletiva a admissão para os cavaleiros novatos. Somente os
fazendeiros da região e seus filhos podem dispor de bons cavalos
e tempo suficiente para ensaiar as cavalhadas.
A festa do divino espírito santo é de fundo extremamente
religioso, apesar de ter-se tornado uma atração turística.
E também as cavalhadas são um evento com uma mensagem
religiosa.
O episódio, repetido ano após ano, termina com a vitória
dos cristãos que convertem os mouros, fazendo-os renunciar
à sua religião original. Segue-se uma distribuição
de flores aos participantes e ao público mais chegado, numa
confraternização em prol da religiosidade popular e
da vitória de Deus e de sua palavra, reforçada pelo
conteúdo da peça.
Os "mascarados", cavaleiros fantasiados com cabeça
de boi em papel machê, são gente do povo. Na maioria,
peões e empregados das fazendas. Eles entram no campo das cavalhadas
durante os intervalos, quando os cavalos dos soldados descansam. Fazem
um monte de piruetas e palhaçadas, quebrando um pouco o ritmo
sério e denso das representações da batalha.
Não participam da história, apenas divertem o público
durante o intervalo.
O boi dourado é um deles, e o "tô" fotografado
de costas também. Além de cavalgarem no campo das cavalhadas,
os mascarados andam por toda a cidade, às vezes entrando com
cavalo e tudo em bares e restaurantes. A cidade é deles nos
dias de festa.
Festa
do Divino
A procissão do Divino ocorre no domingo da festa. A cidade
pára para acompanhar a passagem, e todo mundo participa, seja
dentro das alas, tocando algum instrumento, louvando o Divino ou simplesmente
acompanhando a pé o deslocamento da procissão pelas
ruas de Pirenópolis.
Começa na casa do mestre festeiro, o encarregado de organizar
a festa e termina na Igreja central, sendo recebida pelo Padre com
uma missa em louvor ao Divino Espírito Santo. Segue-se queima
de fogos fechando a noite principal da festa.
Meninas carregam andor do Divino durante a passagem da procissão.
MAIS
INFORMAÇÕES
População:
Possui cerca de 6.700 habitantes
na área urbana e 22.700 na área rural.
Centro
de Atendimento ao Turismo:
Lá você encontra informações turísticas
e guias especializados:
Piretur - Rua do Bonfim, s/n, Centro.
Telefone: (62) 331-1299
O endereço da prefeitura é na Avenida Comendador Joaquim
Alves, Centro. Telefone: (62) 331-1299.
Restaurantes:
Servem comida típica regional, vegetariana, à la carte,
churrascos e pizzas.
São boas opções: Casa Restaurante, Nena Restaurante,
As flor, Restaurante Serra, Aravinda Bar e Restaurante, Varanda Bar.
O preço médio das refeições é de
R$ 5,00 por pessoa.
Saúde
- Hospital Nossa Senhora do Rosário, na avenida Neco Mendonça;
- Hospital Municipal, na rua dos Pirineus;
- Posto de Saúde, com 24 horas de atendimento em finais de
semana e feriados.
Bancos
Banco do Brasil - Av. Sizenando Jayme, 01 - Centro
Bradesco - Av. Sizenando Jayme, 05 - Centro
Possuem caixa eletrônico.
|