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ACOMODAÇÃO:
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Muitos são os que louvaram sem reservas a pureza e abundância de nossas águas. Entre eles Claude d'Abbeville, admirado de quanto eram saudáveis e boas, e Simão Estácio da Silveira, que, além de achá-las puras e claras, atestou-lhes propriedades medicinais de grande eficácia contra febres, "destemperamentos e outras doenças".
A existência de fontes em São Luis está ligada ao abastecimento
da população. Muitas casas tinham poços particulares. Alguns se prestavam
a serventia de dois ou mais vizinhos. Mesmo assim havia necessidade
de outros meios de suprimento.
A Fonte das Pedras é um espaço amplo, arborizado e com alguns bancos
simples, mas aprazíveis. Coube ao Governador Silveira e ao Coronel-Engenheiro
Pereira do Lago, o ordenador e o executor das obras, dar à Fonte das
Pedras as características que ainda hoje tem: frontão de alvenaria,
calçamento, galerias subterrâneas, bicas e carrancas. Tudo no melhor
estilo colonial português, como indicado logo no portão de entrada,
por um escudo de bronze com as lusitaníssimas cinco quinas. Inserida
num vasto pátio revestido com pedras de cantaria, é protegida por
paredões em alvenaria. Ao fundo, sua fachada é delineada por grande
quadro, ladeado por duas pilastras ornadas com frisos e encimadas
por coruchéus. As galerias subterrâneas
são o ponto alto da fonte. Segundo a tradição, serviam de comunicação
entre várias igrejas locais no tempo dos jesuítas. Têm forma arqueada
(abobada de berço) e sentido transversal/longitudinal em grande extensão,
revelando sua grandiosidade. |
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