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Museus |


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Museu de Arte Sacra de Paraty
Igreja de Santa Rita, Largo de Santa Rita, s/nº, Centro Histórico.
Horário: Visitação de 4ª a dom. de 9h
às 12h e de 14h às 17h.
Comentário: Criado em 1973, contém cerca de 200
peças em seu tesouro paroquial, dentre eles prataria, ourivesaria,
imagens, mobiliários e demais objetos encontrados em outras
igrejas do município. Destaca-se a imagem de Nossa Senhora
dos Remédios e de Nossa Senhora da Expectação.
Observação: Exposição permanente.
Casa de Cultura de Paraty
Rua Dona Geralda s/nº.
Telefone: (24) 3371-1266.
Horário: 2ª á 6ª de 9h ás 12h /
14h as 18h.
Venda de artesanato local. Cursos diversos.
HISTÓRIA DE PARATY:
A atual Paraty era reduto dos índios guaianás, cujos
domínios se estendiam desde Cananéia (SP) à
Angra dos Reis. O núcleo foi fundado por portugueses da
Capitania de São Vicente (SP), no início do século
XVI.
Com a descoberta do ouro em Minas Gerais, a antiga trilha dos
guaianás que transpunha a Serra do Facão atingindo
o Vale do Paraíba, tornou-se passagem obrigatória
para a região das minas.
Esse foi o caminho percorrido por Martim Correia de Sá
à frente de 700 portugueses e 2 mil índios antigos
para combater os tamoios que habitavam a zona de mineração.
As primeiras sesmarias foram concedidas pelo Capitão-mor
Joaquim Pimenta de Carvalho a moradores de Angra dos Reis a quem
era jurisdicionada Paraty.
O povoado surgiu no Morro da Vila Velha, atual Morro do Forte,
a 25 braças ao norte do Rio Perequê-Açú,
em torno da Capela de São Roque, escolhido como padroeiro.
Por volta de 1646, o núcleo foi transferido para terras
doadas por Dona Maria Jácome de Mello, entre os rios Patitiba
e Perequê-Açu, onde foi erguida a Capela de N. S.
dos Remédios, nova padroeira.
Em 1660, o Capitão Domingos Gonçalves de Abreu requereu
ao Capitão-Mor da Capitania de São Vicente, a elevação
do novo povoado à condição de Villa, à
revelia de Angra dos Reis.
A petição foi autorizada por Carta Régia
de 28 de Fevereiro de 1667, assumindo a Vila o nome de N. S. dos
Remédios de Paratii, hoje Paraty, vocábulo tupi-guarani
que designa determinada espécie de tainha, abundante na
região.
Em 1720, a Vila de Paratii foi transferida para jurisdição
da nova Capitania de São Paulo, pleiteando a Câmara
local sua reintegração ao Rio de Janeiro, concedida
e ratificada por Carta Régia de 8 de Janeiro de 1726. Em
1728, com a abertura do "Caminho Novo das Minas Gerais",
entre Rio e São Paulo através do Vale do Paraíba,
a antiga rota dos guaianás foi praticamente desativada.
Em 17 de dezembro de 1813, a Vila foi agraciada com o título
de Condado, tendo como primeiro conde Miguel Antônio de
Noronha Abranches Castelo Branco. A Lei Provincial nº 302
de 11 de março de 1844, ratificada pelo Decreto Estadual
nº 28 de 3 de janeiro de 1890, concedeu à Paraty foros
de cidade.
Com o advento da Lei Áurea libertando os escravos, a produção
agrícola entrou em colapso, fato que se agravou com a ligação
ferroviária Rio-São Paulo. A cidade perdeu, então,
toda a sua importância econômica, o que muito contribuiu
para preservar suas fortes características coloniais.
Finalmente, com a aprovação do Decreto 58077 de
24 de março de 1966, pelo qual foi declarada Monumento
Histórico Nacional e com a abertura da Rodovia Rio-Santos
na década de 70, a cidade transformou-se em polo turístico
de fama internacional.
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