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Que tipo de praia você prefere? O Guarujá tem. São praias de todos os tipos e para todos os gostos. São praias urbanas, selvagens, de água tranqüila ou de mar perigoso, de areia fina e solta ou areia batida. Toda a cidade se desenvolveu e está concentrada ao redor das praias. Por isso que conhecer as praias do Guarujá, é conhecer a própria cidade, sua vida e sua História.

São sete as praias mais visitadas da cidade, porém, para quem desbravar um pouco mais, vai descobrir mais de 25 praias, a maioria quase deserta. Deve-se lembrar que Guarujá é uma ilha e, portanto, é cercada de praias por todos os lados.

Começaremos o tour pelas praias saindo da balsa entre Santos e Guarujá, contornando a ilha no sentido anti-horário. As primeiras praias que podem ser encontradas, no lado oeste da ilha, estão situadas dentro da Baía de Santos. É um excelente passeio para se conhecer um pouco da história da região e tomar contato com o povo. A melhor forma de se chegar nessas praias é de barco. Partindo da Ponte dos Práticos em Santos, pode-se alcançar algumas praias da região em barcos de linha.

Para a Praia de Santa Cruz dos Navegantes, existem barcos saindo freqüentemente, mas esta praia está dentro do canal de Santos sendo extremamente poluída. Porém, o turista pode pegar uma das embarcações que vão até a Fortaleza da Barra Grande. Construída no século XVI e em ótimo estado de conservação, a fortaleza foi importante durante muitos séculos para a defesa da região. Hoje é um dos maiores monumentos da época colonial na baixada santista.

Depois de visitada, o turista pode pegar uma trilha que liga a fortaleza com a Praia do Góes. São poucos minutos de caminhada numa trilha sempre à beira-mar. Passa-se então pela Praia de Costa Dura, pequena, com pedras na areia e muito tranqüila, tendo logo em frente, do outro lado do canal, os prédios da orla de Santos e sua vida agitada. No fim da trilha está a Praia do Góes. Você não deve ficar preocupado com a volta, pois de hora em hora partem barcos de linha em direção a Ponte dos Práticos. A praia do Góes é uma pequena praia, com pequena faixa de areia (na maré alta, a praia quase some) e mar tranqüilo, ideal para crianças. Algumas casas simples formam o vilarejo da região e lá tem também alguns pequenos restaurantes, onde pode se tomar uma boa cerveja com peixe frito.

Ao lado da praia do Góes está a Praia de Cheira Limão. Está praia não tem acesso por terra, sendo a única alternativa o mar. Um bom nadador pode atravessar da praia do Góis até Cheira Limão sem grandes problemas, já que são apenas uns 800 metros pelo mar sem correntes nem ondas.

Outra praia que só se chega de barco é Sangaya. Pode-se conseguir um barco por cerca de quarenta reais na Ponte dos Práticos. Sangaya situada-se na saída da baia de Santos e é uma praia totalmente deserta, com areia fofa e grossa. O mar é sem correntes ou ondas, porém que afunda rápido (de tombo). Nas pedras, há algumas piscinas naturais e alguns trampolins. Estas piscinas são muito fundas, não sendo recomendadas a quem não sabe nadar. O visual da praia é fantástico, com vegetação nativa e algumas pedras na areia dão um toque primitivo na praia.

Ao sul da ilha está a Praia do Guaiuba, que é uma das sete praias mais visitadas por turistas no verão. Com a rua da praia fechada para o tráfego, é uma praia tranqüila, com mar calmo, ondas fracas, sem correntes e areia dura e fina. É uma das melhores praias do Guarujá. Pode-se descansar em baixo de um coqueiro, ou sentar num quiosque e comer lula a dorê, marisco na casca, manjubinha frita, ou qualquer outro tipo de petisco com uma cerveja gelada. Tudo isso, à sombra de uma amendoeira (árvore típica da cidade). Nas pedras a direita da praia há uma piscina natural, que fica melhor ainda com a maré cheia. Já as pedras da esquerda são muito boas para mergulho quando o mar está tranqüilo. Há também uma ilha logo à frente, que mergulhadores podem explorar. Quem estiver a fim de aventura em praias desertas, há uma trilha que sai das pedras à direita da praia e vai até a Praia do Saco do Major. É uma trilha difícil, estreita, com uma forte subida e muitos borrachudos. Porém, a praia é linda, pequena, sem correntes, porém com ondas fortes e mar com declive. Preste atenção especial com as arraias que habitam o mar dessa praia e não se esqueça de levar todo o tipo de mantimento, pois não há nada na região e a praia do Guaiuba fica a cerca de uma hora de caminhada.

À esquerda da praia do Guaiuba, indo a leste está o forte dos Andradas, a mais nova fortaleza do Guarujá. Construído durante a segunda guerra mundial para defender a região, o forte é uma das grandes atrações turísticas da cidade. O turista pode visitar o forte todos os fins de semana acompanhado por soldados. Poderão ser visitados os canhões que defenderam o Brasil durante a guerra, bem como suas instalações de uma construção militar típica da metade do século. A caminhada pelo morro do Monduba é agradável e pouco cansativa, e chegando aos canhões, a vista recompensa. O forte está situado no extremo sul da ilha, permitindo uma bela vista da cidade e, em dias mais claros, é possível avistar até mesmo Ilha Bela, no litoral norte paulista. As praias do forte continuam proibidas para banho, com o objetivo de preservar a fauna e a flora locais da especulação imobiliária. A Praia do Bueno merece destaque especial nessa região.

Seguindo a direção leste, se aproximando do centro, encontramos a Praia do Tombo. Com areia fina, branca e mar forte e algumas vezes perigoso, com buracos e correnteza, a praia se destaca por ser um dos grandes templos do surf do país. De lá, já surgiram grandes nomes do surf nacional. Foi também um dos primeiros lugares onde o esporte foi praticado no Brasil, sendo o berço do surf paulista.

Depois vem a Praia de Astúrias, uma das mais centrais da cidade. É também uma das mais cheias durante o verão. Possui vários prédios altos na orla além de duas colônias de férias. Para quem quer encontrar gente, é a praia ideal, muito agitada e badalada. São cerca de 1 Km de praia em forma de ferradura, com mar tranqüilo, o que atraí muitas famílias com crianças pequenas. À tarde, o grande programa na praia é um tomar um sorvete na sorveteria Sávio. No canto direito da praia, há um mercado de peixes e as pedras são boas para mergulho e pesca de arremesso e submarina, porém deve-se ficar atento com as correntes. Há uma outra boa vista do centro e da praia do Tombo, subindo o morro das Galhetas.

Finalmente, chega-se ao centro da cidade, na Praia de Pitangueiras. A mais cheia das praias do Guarujá, é basicamente impossível andar pela areia durante a temporada de verão. Os guarda-sóis ficariam dentro d'água na maré cheia. Trata-se de uma praia de areia grossa, branca e fofa, com mar aparentemente tranqüilo e plano, porém ele é um pouco traiçoeiro, devendo se ter atenção. O serviço de guarda-vidas nas principais praias da cidade é bastante eficientee preventivo. Às vezes, eles são até chatos e não deixam entrar muito no mar. O calçadão da orla é um ótimo lugar para andar no fim da tarde.

No centro da cidade há uma grande quantidade de sorveterias, lanchonetes, barzinhos, além do sofisticado comércio de roupas de verão. Há também uma feirinha de artesanato, que faz muito sucesso entre as mulheres. Muitas vezes o turista é surpreendido pela quantidade de edifícios. Foi em Pitangueiras que o turismo no Guarujá começou com a construção do Grande Hotel de La Plage, onde atualmente está localizado o Shopping La Plage. Nesta praia foi onde ergueu-se o primeiro prédio de apartamentos da cidade, no final da década de 30. Hoje, quem anda pela rua da praia ou pela rua Mário Ribeiro vai encontrar muitos edifícios. Porém, quem estiver na cidade fora do período de férias e feriados prolongados, verá que se tratam de edifícios sem moradores o ano todo, totalmente fechados e apagados, já que quase todos pertencem a veranistas.

O comércio funciona durante todo o ano, porém a cidade fica deserta entre março e novembro, com exceção dos feriados. No canto direito da praia fica o Morro do Maluf, onde pode se ver o espetáculo das ondas batendo violentamente contra o muro que sustenta a rua. Cuidado, só para não se molhar. Também é um bom lugar para a pesca. Subindo pela rua Morro do Maluf, pode-se ter uma bela vista da praia da Enseada.

A Praia de Pitangueiras com certeza é a mais badalada das praias do Guarujá, porém, divide este posto com a Praia da Enseadadurante o verão. Maior praia da cidade, com cerca de 6 Km de extensão, a Enseada concentra boa parte da rede hoteleira, dos apartamentos de temporada e da badalação da cidade. Durante os meses de verão, uma série de barzinhos, lanchonetes e quiosques estão abertos, principalmente nas imediações da rua Argentina e do Casa Grande Hotel, na região conhecida como região do Postinho. A praia não fica tão cheia quanto Astúrias ou Pitangueiras, graças à lei de zoneamento da cidade, que impede a construção de edifícios com mais de cinco andares. A praia tem areia branca e solta e mar tranqüilo e plano. A maior parte das pessoas se concentram entre o começo da praia, no Morro do Maluf e a região da Brunella (antigo centro da Enseada). Há inúmeros quiosques, porém deve-se ficar atento ao preço. Alguns deles tem um ambiente muito agradável, com música ao vivo inclusive. À tarde, passear pelo calçadão da orla da praia é uma atração. Na região do postinho, está concentrado quase todo o comércio da Enseada e é a região mais cheia.

Seguindo à leste, passando da Brunella, entra-se numa região só de casas, onde a praia fica mais deserta. Lá pode-se ver algumas mansões de personalidades importantes, como a mansão do Silvio Santos.

No canto, conhecido como Praia das Tartarugas, é onde se pode encontrar todo tipo de esportes náuticos. Há aluguel de Jet Ski, Banana Boat, entre outras atividades mais sofisticadas como Ski Aquático. É também onde ficam algumas marinas, com suas caras e requintadas lanchas. Com certeza, é a praia mais sofisticada do litoral brasileiro, mas é um espaço aberto para todos os estilos de vida, do mais requintado ao mais simples. Em que outro lugar do mundo você pode tomar uma cerveja com camarão frito em frente a um leilão de artes?

Em requinte e sofisticação, a Praia de Pernambuco não fica atrás. Também é uma das praias mais visitadas da cidade, principalmente em função de sua beleza. No canto direito da praia, fica o fenômeno do mar casado. Duas praias se juntam em uma só e você pode ficar sentado de frente e ao mesmo tempo de costas para o mar. Há uma ilha que tem algumas trilhas que não servem para nada, só proporcionam a mais bela vista deste fenômeno. A praia de Pernambuco, com seus 2 Km, tem faixa estreita de areia fofa, branca e grossa e mar calmo. Ainda relativamente tranqüila, graças à lei que impede a construção de qualquer tipo de prédio na praia, é um lugar simples, com coqueiros na orla, mas que esbanja classe e bom gosto. Quem quiser, pode conhecer as piscinas naturais formadas nas pedras à direita da praia.

A Praia do Perequê não tem a sofiticação da vizinha Pernambuco. Trata-se de uma praia de pescadores, com areia escura e dura. O mar é calmo, plano e poluído. Porém, a comunidade local tem conseguido grandes progressos com a despoluição da praia. O rio do Peixe, que é um belo cartão postal da praia, está totalmente despoluído e as margens possuem vegetação nativa de um lado e areia e casas simples do outro. O rio desemboca calmamente no mar e o turista poderá apreciar um cenário bucólico e tranqüilo. Essa praia é conhecida pelos seus restaurantes de pescados, geralmente simples, mas muito saborosos. Uma recomendação é o restaurante Rancho Alegria.

Entre as praias da Enseada e de Pernambuco está o morro do Sorocotuba. Com acesso precário por uma estrada estreita e sinuosa, pode-se chegar a duas belas e pequenas praias, a Praia do Sorocotuba, cercada por um condomínio de alto luxo e a Praia do Éden, pacata, com vegetação nativa e muito pequena. A Praia do Éden tem cerca de 100 metros de areia clara, fofa e grossa. O mar é em declive(de tombo), sem correntes e com ondas fortes quebrando na beira. Um bar simples é o único lugar onde se pode beber e comer algo. A praia é encravada num costão. Para se chegar lá, depois de percorrer a estrada sinuosa, deve-se descer uma escadaria pelo meio da mata. Essa praia é uma área de proteção ambiental, então a pesca e a extração de plantas é proibida. O próprio dono do bar local é o maior fiscal da reserva. Esta é uma boa opção para quem quer desfrutar da natureza e não quer enfrentar trilhas para isso.

Seguindo ao norte da ilha pela rodovia Guarujá-Bertioga, chega-se às praias mais afastadas do centro da cidade. A estrada se afasta das praias após a praia do Perequê e passa a acompanhar o canal de Bertioga. Lá estão localizadas algumas marinas da cidade e alguns condomínios fechados que mantém de forma quase particular algumas das praias do Guarujá.

A primeira praia a ser alcançada é a do Sitio São Pedro. Trata-se de uma praia grande, de areia fofa e branca e mar agitado. Tem boas ondas para surf, considerada a melhor formação do Guarujá. Porém, o acesso para esta praia é difícil. O condomínio do Sitio São Pedro controla o acesso de carros, restando ao turista a alternativa de ir a pé por cerca de 5 Km pela estrada (45 minutos de caminhada). No caminho uma série de casas e mansões sofisticadas, algumas delas de grandes personalidades brasileiras e mundial. A praia é belíssima e costuma estar deserta.

A próxima praia é a do Pecê, uma pequena praia de águas calmas protegida por uma seqüência de pedras que faz com que seja quase que uma lagoa. Está praia já está nos domínios de outro condomínio, o Iporanga. Tem areia grossa e fofa e no seu canto esquerdo, a água do mar fica preza numa imensa rocha. E em dia de sol, forma uma piscina de água quente natural. Ainda no condomínio do Iporanga está a Praia do Iporanga. Uma das praias mais famosas da cidade, permanece a maior parte do tempo deserta. Tem areia dura e escura e mar tranqüilo e plano. No seu canto esquerdo, uma bela cachoeira exclusiva para os condôminos. Entrar em Iporanga também é difícil. A alternativa é ir a pé pela estrada (5 Km) ou no passeio de escuna (informe-se na cidade). O condomínio do Iporanga é o mais sofisticado condomínio de casas do litoral paulista e é o caminho mais curto entre a rodovia Guarujá-Bertioga e as praias. Porém, não existe regulamentação que permita a entrada de veículos nessa praia através desse condomínio.

Mais ao norte da praia do Iporanga, fica a Praia de Taguaíba, ou dos Pinheiros. Com mar forte, perigoso e areia fina e dura, o acesso à praia pode ser feito pelo condomínio de Taguaíba, da mesma forma que nos demais, a pé, ou atravessando pelas pedras a partir da praia de Iporanga.

Prosseguindo em direção ao norte, chega-se à balsa entre Guarujá e Bertioga. De lá, sai uma trilha que leva a algumas praias e a construções históricas. Quem entrar na trilha deve prestar atenção em seus caminhos. Se seguir em frente, o turista encontrará a Ermida de Guaibe, construída em 1565 e onde foi celebrada missa pelo Padre Anchieta, fundador da cidade de São Paulo.

Adiante estão as ruínas da Fortaleza de São Felipe e mais à frente a armação das baleias, onde funcionou a indústria baleeira do Guarujá. Caso a opção seja apenas conhecer a praia, deve-se virar na primeira trilha a direita. O caminho é tranqüilo, a trilha é bastante larga e tem muito movimento. A caminhada da estrada até a praia dura cerca de 30 minutos.

No fim da trilha, você encontrará um pequeno e simples vilarejo e a Prainha Branca, uma das praias mais belas do litoral de São Paulo. Extensa, com mais de 2 Km de areia fofa, grossa e branca. O mar é forte e perigoso à esquerda e tranqüilo à direita. Há algumas barracas na praia que vendem peixe frito com cerveja. Para quem quer acampar, a Prainha Branca é a melhor opção. Com diversos campings e uma paisagem rústica e cercada de muita natureza, bem longe da civilização. Há uma pequena ilha no canto direito que dá todo o charme a praia, além ser um ótimo lugar para sentar e curtir a vida. Dá para se chegar até a ilha atravessando uma pequena faixa de mar com a água batendo na canela.

Do mesmo canto direito, parte uma trilha que vai para a Prainha Preta e para a Praia de Camburi. Esta trilha é mais estreita e difícil e bem menos movimentada. Na prainha Preta não existe nada, além da areia dura e escura e do mar perigoso, cheio de pedras. A praia de Camburi é mais afastada, cerca de quarenta minutos a partir da Prainha Branca. É uma pequena praia onde há um rio e uma casa de um morador antigo da região. A areia é muito fofa e grossa e o mar tem ondas fortes arrebentando na beira da praia. As pedras à direita da praia são um bom lugar para mergulho. Esta é a mais desconhecida das praias do Guarujá, dando uma sensação de que se está a milhares de quilômetros da civilização. Chegar nesta praia é façanha para poucos e um prêmio para quem conseguir chegar na praia mais distante do centro do Guarujá.


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