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Parque
Nacional Marinho de
Fernando de Noronha - PE |


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Turismo
Rural
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A
beleza cênica do arquipélago incrementa-se com lendas e estranhas
histórias. Um lugar mágico que um dia serviu como um presídio.
Do passado restam construções históricas e alguns mistérios.
Mas o tempo parece correr em outro ritmo. Ora na calma das águas
claras que revelam um mundo marinho incrível, ora na agitação
do mar de ondas fortes e no vôo rasante das aves. Isolado no
Oceano Atlântico, mais do que fora do tempo, Noronha é um lugar
fora do comum.
Criado
em 1988, com 11.270 hectares, o Parque Nacional Marinho de Fernando
de Noronha guarda uma riqueza submarina que faz do arquipélago
um dos melhores pontos de mergulho do Brasil. Além da beleza
natural, construções históricas contam um pouco de seu interessante
passado, marcado pela cobiça de invasores franceses.
Localização
O arquipélago de Fernando de Noronha localiza-se no Oceano Atlântico,
a 360km de Natal e 545km de Pernambuco, pertencendo a este último.
Para chegar até lá, existem vôos diários de Recife e de Natal.
Clima
O clima da região é tropical, com temperatura média anual entre
23,5°C e 31,5°C. O parque pode ser visitado o ano todo. Para
mergulhar, o período seco, de agosto a janeiro, é o melhor.
Aspectos naturais
O arquipélago de Fernando de Noronha, cuja a principal ilha
leva o mesmo nome, está situado sobre uma montanha submarina
de 4.000m de altitude. Rochas vulcânicas de tom azulado erguem-se
por toda parte.
Na ilha de Fernando de Noronha está o ponto mais alto do arquipélago,
o Morro do Pico (321m). Suas 16 praias agrupam-se em duas faces:
o Mar de Dentro, voltada para o continente, e o Mar de Fora,
voltada para o oceano, onde o mar é mais agitado.
A maior diversidade do Parque Nacional Marinho de Fernando de
Noronha está debaixo de suas águas. São cerca de 230 espécies
de peixes e 15 de corais, além de tubarões, tartarugas marinhas
e golfinhos rotatores. Do lado de fora, aves migratórias enfeitam
as ilhas: fragatas, viuvinhas, o rabo-de-junco e o endêmico
sebito.
O solo pedregoso e pouco profundo e os longos períodos de estiagem
são responsáveis por uma vegetação baixa e rarefeita, semelhante
à do agreste pernambucano com arbustos espinhosos e cactáceas.
A vegetação nativa, com espécies de Mata Atlântica, foi quase
toda devastada na época em que a ilha era um presídio.
Atrações Naturais
Fora a sensação mágica provocada pela beleza do arquipélago,
a maior atração em Fernando de Noronha é mergulhar.
Suas águas quentes, que chegam a ter 50m de visibilidade, escondem
centenas de espécies de peixes, além de corais, crustáceos,
plantas, tubarões e os encantadores golfinhos rotatores. Estes
últimos são objeto de estudos de pesquisadores do Centro Golfinho-Rotator.
Para observá-los bem existe um mirante na Enseada dos Golfinhos.
Alguns naufrágios complementam o cenário.
Um
outro projeto presente na ilha é o Tamar, protetor das tartarugas
marinhas verdes que desovam em algumas praias, como a do Leão.
Dez fortalezas do século XVIII podem ser acessadas por trilhas
sinalizadas que também passam por construções históricas, igrejas,
fortes e cavernas.
A ilha possui 16 praias muito bonitas e diversificadas. As altas
ondas das praias do Bode, Boldró, Cacimba do Padre e Quixida
atraem surfistas e campeonatos internacionais.
Já a Baía do Sancho é uma das preferidas dos mergulhadores.
Muitas piscinas naturais se formam na maré baixa. A maior delas
está na Praia do Atalaia.
O cartão-postal do arquipélago, as ilhas Dois Irmãos, localiza-se
na Cacimba do Padre. Também é possível visitar um mangue, na
Baía Sueste.
O Ibama cobra taxa de 9 reais para a entrada no parque.
Infra-estrutura
A ilha possui Centro de Visitantes, aeroporto, aluguel de barco
e de bugues, além de mais de 20 pousadas simples e restaurantes.
A infra-estrutura concentra-se na Vila dos Remédios.
Clima:
Tropical Quente.
Temperatura:
Média de 26°C.
Máxima de 32°C.
Mínima de 28°C.
Perímetro:
60 km.
Relevo:
Suave Ondulado.
Vegetação:
Basicamente Arbustiva.
Opinião:
FERNANDO
DE NORONHA
O "paraíso" de Fernando de Noronha é puro
marketing. As pousadas são horríveis, sem infra-estrutura
e o atendimento é péssimo - parece sempre que
estão fazendo um favor de atender o cliente. Não
há uma linha de ônibus na ilha. O visitante é
obrigado a alugar um bugue ou pegar um táxi, o que nos
dois casos são caros. A limpeza da ilha é uma
vergonha e o mato toma conta de tudo. As placas de sinalização
estão apagadas. Vejam bem: passei 25 dias viajando do
Recife até Jericoacoara com carro alugado e conhecendo
boas pousadas e bons restaurantes. Pois em apenas sete dias
de Fernando de Noronha gastei mais dinheiro que naquele período.
A taxa do Ibama é um roubo: aquele dinheiro não
volta pra ilha. A impressão que passa é que estão
esperando uma empresa estrangeira vir administrar a ilha.
Texto de Luiz
Henrique Almeida
Links:
Ecoturismo
em Fernando de Noronha
Site com informações sobre ecoturismo em Fernando de Noronha.
Site
de Fernando
de Noronha.
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