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Parque
Nacional do Cabo Orange - AP |


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Turismo
Rural
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Para além do Oiapoque, no Amapá, está uma região tão selvagem
quanto ameaçada. A região foi alvo de disputa entre portugueses
e franceses por mais de dois séculos. Os portugueses saíram
vitoriosos, mas quem ganhou mesmo fomos nós por termos em território
brasileiro uma paisagem tão rica. É uma pena que essa riqueza
natural não baste ao homem. Em busca de dinheiro, o homem caça
e devasta indiscriminadamente pondo em risco um dos verdadeiros
tesouros brasileiros.
Em 1980 o governo transformou 619.000 hectares do extremo norte
do Amapá, na fronteira com a Guiana Francesa, no Parque Nacional
do Cabo Orange. Ali, na desembocadura do Rio Oiapoque, a exuberância
vegetal dos manguezais contrasta com a simplicidade da pequena
população da vila de pescadores de Tapereba que a cada dia luta
para sobreviver.
Localização
O Parque Nacional do Cabo Orange localiza-se no extremo norte
do litoral do Amapá, pertencendo aos municípios de Calçoene
e Oiapoque.
O difícil acesso é feito a partir de Macapá, pegando-se a BR-156
até o Rio Caciporé por 450 km. Daí pega-se um barco até a Vila
Tapereba, já dentro do parque.
O parque possui áreas de difícil acesso devido a extensos manguezais,
fator que facilita a preservação. Para visitá-lo é preciso de
autorização do Ibama e o acompanhamento de guias.
Endereço para contato: Rua Hamilton Silva, 1570, bairro Santa
Rita, Macapá - AP
CEP 68900-250 tel: (96) 216.1116 / 216.1100
Clima
O clima é tropiacal quente e úmido, com temperatura média anual
variando entre 24°C e 26°C. O período seco vai de setembro a
dezembro. No restante do ano, chove bastante e a BR-156 fica
com o acesso mais dificultado.
Aspectos naturais
Os campos de planície predominam no parque, apresentando extensos
manguezais com alta taxa de sanilidade nas águas próximas ao
Oceano Atlântico. Dois rios cortam a região: o Uaça e o Caciporé,
em cuja foz há um trecho de densa Floresta Tropical, praticamente
inacessível.
As espécies vegetais mais comuns nos manguezais são as siriúbas,
o mangue-vermelho e o mangue-amarelo. Já nos campos encontramos
o capim-arroz, o buriti, o caimbé e o mururé.
Entre as aves estão o guará, o flamingo e a garça-branca-grande.
Representando os mamíferos temos o peixe-boi-marinho, quase
extinto, a onça, a lontra, o guaximim, o macaco-de-cheiro, a
ariranha, o veado-campeiro, entre outros. O boto sumiu da águas
da região.
Atrações
O cenário de Cabo Orange é bastante exótico. Além de observar
a vegetação e os animais, é interessante conhecer um pouco da
vida simples e difícil dos poucos moradores da Vila de Tapereba.
Eles vivem da pesca nos rios e no mar ou trabalham nas fazendas
de búfalos. Para chegar em alto mar é preciso enfrentar uma
maresia feroz. Na região do parque, os rios têm a água salobra.
Por isso os moradores enfrentam uma jornada difícil até o Lago
Maruani, onde buscam água doce. Próximo dele está a reserva
indígena de Uaçá.
Em Macapá, fora do parque, existem várias atrações como museus,
construções históricas, um antigo quilombo com a cultura preservada,
na Vila de Curiaú, entre outras.
Infra-estrutura
O Parque Nacional do Cabo Orange não possui infra-estrutura
alguma. As cidade de Oiapoque e Calçone possuem apenas hotéis
de emergência. Infra-estrutura mesmo só em Macapá, que fica
a mais de 450 km do parque.
Clima:
Quente úmido com 3 meses secos - Tropical
Temperatura:
média anual 24 a 26°C
máxima absoluta 38 a 40°C
mínima absoluta 12 a 16°C
Perímetro:
590 km
Relevo:
Plano
Vegetação:
Área das Formações Pioneiras - Influência Fluvial - Vegetação
Aluvial
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