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Clubes, Serviços e Serviços para Off-Road
(W73 Aventura)


Villa Bella da Princeza

Nível de dificuldade: fácil a médio

Pouca gente sabe, mas a famosa Ilha Bela, a maior ilha do litoral brasileiro, era conhecida de corsários e piratas de séculos atrás como Villa Bella da Princeza. Além de tesouros escondidos, de real essa conhecida ilha tem mesmo praias de arrasar e cerca de 300 cachoeiras.

Circular pelas duas únicas estradinhas que abraçam parte da ilha é bastante fácil. Ao norte, são apenas sete quilômetros de asfalto até a praia da Armação, e outros tanto de terra, até a praia de Jabaquara. Ao sul, o braço de estrada se estende por cerca de 17 km passando por praias famosas como a da Feiticeira e Curral. A partir daí, mais quatro quilômetros de terra até a ponta de Sepituba. Todos passeios leves.

A aventura 4x4 está mesmo no lado oposto da ilha, ou no caminho para se chegar até lá. O desafio é cruzar os 22 km de trilha em meio à Mata Atlântica até a praia de Castelhanos. Não esqueça a máquina fotográfica e, principalmente, do repelente de insetos. Castelhanos é tão mega quanto...infestada de borrachudos.

Para conquistar Castelhanos é indispensável cruzar os 22 km de trilha a bordo de um 4x4. Mas para curtir as cachoeiras do caminho, é preciso mesmo encostar o brutamontes e enfrentar a pé umas picadas mato adentro. As dicas ficam para a cachoeira da Toca, de fácil acesso e muito procurada, e a cachoeira Água Branca, com suas cinco quedas fantásticas e distantes meros 25 minutos de caminhada no meio da mata.

Menos conhecida mas mais exuberante ainda é a cachoeira do Gato, sempre em Castelhanos, com seus quase 60 metros de altura. O prazer de conhecê-la e banhar-se em suas piscinas custa apenas 40 maravilhosos minutos caminhando em trilha fechada, a partir da praia de Castelhanos. Na volta, seu jipe vai parecer um automóvel de luxo.


Serpenteando pelas Serras

Nível de dificuldade: fácil a médio

As serras da Mantiqueira e do Mar reúnem uma grande variedade de trilhas. Embora localizem-se em uma das regiões mais densamente povoadas de todo o país, entre elas é fácil serpentear por trilhas desertas, caminhos de terra que distanciam o aventureiro da sofisticação, mas o aproximam do calor humano, hospitalidade, história das vilas e cidades dos vales entre aquelas montanhas e o mar.

Campos do Jordão é o ponto de partida ideal para essa aventura. Por lá, chega-se à atrações como a Pedra do Baú (1.950m), distante do centro apenas 25 km, dos quais 12 km de terra geralmente em péssimo estado. O Horto Florestal, dentro do Parque Estadual de Campos do Jordão, é outra dica de passeio indispensável para quem estiver por lá.

Serpenteando pela serra da Mantiqueira, sempre por bucólicas estradinhas de terra, pode-se chegar ao Pico dos Marins, já em território mineiro, um dos picos mais altos do país, com 2.422m, sem dúvida uma das vedetes deste roteiro. Mas, atenção. Para chegar o cume, só mesmo com um 4x4! Os 15 km entre Wenceslau Braz, cidade próxima a Itajubá, distante de Campos do Jordão 61 km de terra e outros 26 km de asfalto, é bastante acidentado. Com chuva, a empreitada é difícil até mesmo para veículos de tração total!

Do Pico dos Marins em direção ao mar, o caminho leva a Piquete e, de lá, via asfalto, até Lorena, antes de cruzar a Via Dutra rumo à Bocaina, já na serra do Mar. O caminho mais atraente é pela Rodovia dos Tropeiros, rumo às pequeninas Areias, Silveiras e São José do Barreiro. Por lá sobrevivem impecavelmente restauradas antigas fazendas de café, como as fazendas Pau D'Alho, Catadupa e Resgate.

Depois desse giro histórico, nosso roteiro culmina nos altos da Bocaina, dentro do Parque Nacional. Os acessos podem ser feitos a partir de São José do Barreiro ou de Bananal. De São José são 27 km de terra até a entrada do Parque, que podem ficar intransitáveis nos tempos de chuva. De Bananal, são 32 km até o alto da serra. A dica é visitar a Pousada Vale dos Veados, no coração da reserva, e de lá, desfrutar dois passeios imperdíveis: a cachoeira de São Izidro e o Pico do Gavião.


Cotia, Buraco do Camel

Nível de dificuldade: dificílimo

O inferno está mais perto de São Paulo do que você pode imaginar. O lado bom é que trata-se de um inferno que é um verdadeiro paraíso para quem curte 4x4 radical. Paraíso que está a menos de uma hora de distância (pelo asfalto!) da maior capital da América Latina, São Paulo.

Quem estiver disposto a, literalmente, sujar os pés, mãos, braços, pernas, cabeça, enfim, o corpo todo de lama, basta seguir cerca de 40 quilômetros pela BR-116, até a região de Itapecirica da Serra. Após o posto da Polícia Rodoviária Federal, siga mais dez quilômetros até a balança (km 296); o passo seguinte é rodar mais 1,4 km e enveredar à direita, pelas trilhas que, por lá, todo mundo conhece, e teme. Uma delas é o Buraco do Camel. Trata-se de um pequeno trecho de trilha fechadíssima em meio à mata, com cerca de 10 quilômetros de extensão de lama grudenta, valetas, facões, pedras, barrancos, subidas e descidas de todo tipo, que fazem a alegria dos jipeiros.

"Mas, só dez quilômetros?", poderá perguntar algum neófito off-roader. Sim, "só" se você estiver a pé ou de avião. De jipe, seja um 4x4 urbanóide, de uso misto, ou um poderoso Land Rover Defender equipado até os dentes, superar esses dez quilômetros demora, seguramente, no mínimo quatro horas. São subidas e descidas eternamente ocultas do calor do sol devido à densa vegetação e, por isso mesmo, sempre molhadas, leia-se enlameadas.

O nome Buraco do Camel (considerado a maior aventura off-road amadora do mundo), foi dado quando os organizadores desse evento,-, edição de 1987 -, resolveram se embrenhar pela região com um comboio, na ocasião formado por dez jipes Ford. Mesmo toda a disposição e equipamentos da trupe foi insuficiente para cruzar esse trecho dentro do tempo previsto. A prova prosseguiu noite adentro, minando a energia dos homens e robustez de máquinas e levando por água abaixo a recepção cuidadosamente preparada para os aventureiros na Praça Charles Miller, em São Paulo, com direito à rede Globo e tudo. O comboio, mais para um maltratado exército de Brancaleone do que para uma poderosa comitiva do Camel Trophy, só chegaria ao destino mais de 12 horas após o tempo previsto. Entendeu porque não são "só" dez quilômetros?

Essa trilha é ponto de honra para todo jipeiro que se preze. Mas, com experiência ou não, jamais embrenhe-se por aquelas paragens sem pelo menos dois outros veículos bem equipados acompanhando e, de preferência, munidos de muita comida e bom humor. Chegar lá é fácil, difícil é sair.


Ponta do Mutá, Off-road na Bahia

Nível de dificuldade: médio a difícil

Viajar de 4x4 pelo litoral da Bahia é muito perigoso. E o perigo é querer ficar por lá para sempre. Dentre tantas jóias lapidadas no litoral baiano, existe uma onde é mais difícil chegar. E como para quem curte off-road, quanto pior, melhor, é para lá que você seguramente vai se deslocar.

Para quem vem rodando por terra a partir de São Paulo, a referência deste roteiro é a histórica cidade de Ilhéus, à beira-mar. Seguindo pela areia firme da praia, ou pela trilha incerta do interior, de Ilhéus é só seguir rumo norte e cruzar, entre outras, praias de contos de fadas como Itacaré, Pontal, Aibim, Algodões, Saquaíra, Cassange, Taipus de Fora e Barra Grande, até a Ponta do Mutá.

Para quem "desce" de Salvador, o caminho para conhecer esse paraíso é relativamente curto, 148 km de asfalto, via Itaparica, até a pequena Camamu, às margens do rio Acaraí, do "lado de cá" da Baía de Barra Grande. Do "lado de lá" está a Ponta do Mutá. Tão perto e fácil, pela água, Barra Grande torna-se distante, cerca de 90 quilômetros, por trilhas de terra.

O caminho é a BA-001 até o entroncamento para Ubaitaba, na BR-030. De lá, em direção a Maraú, mais 60 km de terra, intransitável para veículos 4x2. De Maraú até a Ponta do Mutá são mais 30 km de poeira ou lama, para quem vai pela trilha, ou de areia fofa à beira mar.

Na Ponta do Mutá as opções desdobram-se para dentro da baía, ou para fora, do lado do mar. Para quem gosta de praias desertas e conduzir off-road, o sentido agora é inverso, descendo em direção à praia de Pontal. Durante a maré baixa, o cenário se alterna entre palmeiras, areia e mar. Mas, se você for surpreendido pela maré alta, a alternativa é rodar sobre areia fofa, em meio às palmeiras. Mas, cuidado para não encalhar!


Pelas grotas da Chapada dos Guimarães

Nível de dificuldade: médio a difícil

Arqueólogos juram que tudo aquilo já foi fundo de mar. Iluminada pelo sol dourado de final de tarde, as imponentes escarpas de arenito vermelho da Chapada dos Guimarães, com quase 400 metros de altura, contínuas e recortadas, mais parecem cenários de filmes de ficção científica. Distante de Cuiabá apenas 65 quilômetros por boa estrada de asfalto, entre seus grotões escuros e fendas profundas, jorram rios e cachoeiras ancestrais. Opções terrivelmente belas de caminhos 4x4.

De modo geral, circular por lá é muito fácil, principalmente para quem está a bordo de um 4x4. Só na área do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães existem cerca de 46 sítios arqueológicos para se visitar. Alguns são fáceis de chegar, outros só com tração total. Para iniciantes, sugerimos a cachoeira Véu da Noiva, com impressionantes 86 metros de queda, situada entre dois cânions no rio Cipozinho. Fica apenas dois quilômetros fora do asfalto. Um pouco mais distante, mas de acesso igualmente fácil, através de boa estrada de terra, está o Mirante Geodésico, que marca o ponto central da América do Sul e oferece uma incrível vista panorâmica dos cânions ao redor e até da distante Cuiabá.

A Cidade, o Curral e o Mirante de Pedra são atrações imperdíveis. Rodando apenas cinco quilômetros pelo asfalto e depois mais 12 km de terra vermelha, e outros 11 km de trilha 4x4 é possível chegar até essas impressionantes formações rochosas. Para quem está disposto a circular, vale a pena esticar até a cachoeira da Martinha, 110 quilômetros, para ir e voltar, de estrada de terra irregular ou lama grudenta e vermelha, caso chova, e emendar com a visão inesquecível das mais de 30 cachoeiras da Fazenda Xaraés, a caverna Aroe-Jari e a Lagoa Azul.


Endereços e Links(Núcleos fora-de-estrada):

4x4 Serra Norte
Telefone: (11) 6952-3703.
Comentários: Comércio, manutenção de veículos 4x4 e roteiros pela Serra da Cantareira.

Auto 4 Off Road Center
Telefone: (11) 3672-7377, São Paulo, SP.
Comentários: Equipamentos, acessórios e oficina especializada em veículos 4x4.

B.O.R.A.C, Brasil Off Road Adventure Clube
Telefone: (11) 5573-7556, São Paulo, SP.
Comentários: Clube de aventuras e expedições radicais (Pantanal, Amazônia) programadas.

Jeep Clube do Brasil
Telefone: (11) 277-5082, São Paulo, SP.
Comentários: Roteiros, calendário de provas e cursos.

Landscape Off-Road School
Telefone: (24) 2222-3285, Itaipava, RJ.
Comentários: Escola, cursos e roteiros pela Serra de Petrópolis (RJ).

Safari Off-Road
Telefone: (21) 3372-6969, Rio de Janeiro, RJ.
Comentários: Expedições, turismo, competições e preparação de veículos.

WD Truck
Telefone: (11) 299-7989, São Paulo, SP.
Comentários: Comércio de veículos 4x4, oficina e roteiros pela Serra da Cantareira.

 

 

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