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Villa
Bella da Princeza
Nível de dificuldade:
fácil a médio
Pouca gente sabe, mas a famosa
Ilha Bela, a maior ilha do litoral brasileiro, era conhecida
de corsários e piratas de séculos atrás
como Villa Bella da Princeza. Além de tesouros escondidos,
de real essa conhecida ilha tem mesmo praias de arrasar e cerca
de 300 cachoeiras.
Circular pelas duas únicas
estradinhas que abraçam parte da ilha é bastante
fácil. Ao norte, são apenas sete quilômetros
de asfalto até a praia da Armação, e outros
tanto de terra, até a praia de Jabaquara. Ao sul, o braço
de estrada se estende por cerca de 17 km passando por praias
famosas como a da Feiticeira e Curral. A partir daí,
mais quatro quilômetros de terra até a ponta de
Sepituba. Todos passeios leves.
A aventura 4x4 está mesmo
no lado oposto da ilha, ou no caminho para se chegar até
lá. O desafio é cruzar os 22 km de trilha em meio
à Mata Atlântica até a praia de Castelhanos.
Não esqueça a máquina fotográfica
e, principalmente, do repelente de insetos. Castelhanos é
tão mega quanto...infestada de borrachudos.
Para conquistar Castelhanos é
indispensável cruzar os 22 km de trilha a bordo de um
4x4. Mas para curtir as cachoeiras do caminho, é preciso
mesmo encostar o brutamontes e enfrentar a pé umas picadas
mato adentro. As dicas ficam para a cachoeira da Toca, de fácil
acesso e muito procurada, e a cachoeira Água Branca,
com suas cinco quedas fantásticas e distantes meros 25
minutos de caminhada no meio da mata.
Menos conhecida mas mais exuberante
ainda é a cachoeira do Gato, sempre em Castelhanos, com
seus quase 60 metros de altura. O prazer de conhecê-la
e banhar-se em suas piscinas custa apenas 40 maravilhosos minutos
caminhando em trilha fechada, a partir da praia de Castelhanos.
Na volta, seu jipe vai parecer um automóvel de luxo.
Serpenteando
pelas Serras
Nível de dificuldade:
fácil a médio
As serras da Mantiqueira e do
Mar reúnem uma grande variedade de trilhas. Embora localizem-se
em uma das regiões mais densamente povoadas de todo o
país, entre elas é fácil serpentear por
trilhas desertas, caminhos de terra que distanciam o aventureiro
da sofisticação, mas o aproximam do calor humano,
hospitalidade, história das vilas e cidades dos vales
entre aquelas montanhas e o mar.
Campos do Jordão é
o ponto de partida ideal para essa aventura. Por lá,
chega-se à atrações como a Pedra do Baú
(1.950m), distante do centro apenas 25 km, dos quais 12 km de
terra geralmente em péssimo estado. O Horto Florestal,
dentro do Parque Estadual de Campos do Jordão, é
outra dica de passeio indispensável para quem estiver
por lá.
Serpenteando pela serra da Mantiqueira,
sempre por bucólicas estradinhas de terra, pode-se chegar
ao Pico dos Marins, já em território mineiro,
um dos picos mais altos do país, com 2.422m, sem dúvida
uma das vedetes deste roteiro. Mas, atenção. Para
chegar o cume, só mesmo com um 4x4! Os 15 km entre Wenceslau
Braz, cidade próxima a Itajubá, distante de Campos
do Jordão 61 km de terra e outros 26 km de asfalto, é
bastante acidentado. Com chuva, a empreitada é difícil
até mesmo para veículos de tração
total!
Do Pico dos Marins em direção
ao mar, o caminho leva a Piquete e, de lá, via asfalto,
até Lorena, antes de cruzar a Via Dutra rumo à
Bocaina, já na serra do Mar. O caminho mais atraente
é pela Rodovia dos Tropeiros, rumo às pequeninas
Areias, Silveiras e São José do Barreiro. Por
lá sobrevivem impecavelmente restauradas antigas fazendas
de café, como as fazendas Pau D'Alho, Catadupa e Resgate.
Depois desse giro histórico,
nosso roteiro culmina nos altos da Bocaina, dentro do Parque
Nacional. Os acessos podem ser feitos a partir de São
José do Barreiro ou de Bananal. De São José
são 27 km de terra até a entrada do Parque, que
podem ficar intransitáveis nos tempos de chuva. De Bananal,
são 32 km até o alto da serra. A dica é
visitar a Pousada Vale dos Veados, no coração
da reserva, e de lá, desfrutar dois passeios imperdíveis:
a cachoeira de São Izidro e o Pico do Gavião.
Cotia,
Buraco do Camel
Nível de dificuldade:
dificílimo
O inferno está mais perto
de São Paulo do que você pode imaginar. O lado
bom é que trata-se de um inferno que é um verdadeiro
paraíso para quem curte 4x4 radical. Paraíso que
está a menos de uma hora de distância (pelo asfalto!)
da maior capital da América Latina, São Paulo.
Quem estiver disposto a, literalmente,
sujar os pés, mãos, braços, pernas, cabeça,
enfim, o corpo todo de lama, basta seguir cerca de 40 quilômetros
pela BR-116, até a região de Itapecirica da Serra.
Após o posto da Polícia Rodoviária Federal,
siga mais dez quilômetros até a balança
(km 296); o passo seguinte é rodar mais 1,4 km e enveredar
à direita, pelas trilhas que, por lá, todo mundo
conhece, e teme. Uma delas é o Buraco do Camel. Trata-se
de um pequeno trecho de trilha fechadíssima em meio à
mata, com cerca de 10 quilômetros de extensão de
lama grudenta, valetas, facões, pedras, barrancos, subidas
e descidas de todo tipo, que fazem a alegria dos jipeiros.
"Mas, só dez quilômetros?",
poderá perguntar algum neófito off-roader. Sim,
"só" se você estiver a pé ou de avião.
De jipe, seja um 4x4 urbanóide, de uso misto, ou um poderoso
Land Rover Defender equipado até os dentes, superar esses
dez quilômetros demora, seguramente, no mínimo
quatro horas. São subidas e descidas eternamente ocultas
do calor do sol devido à densa vegetação
e, por isso mesmo, sempre molhadas, leia-se enlameadas.
O nome Buraco do Camel (considerado
a maior aventura off-road amadora do mundo), foi dado quando
os organizadores desse evento,-, edição de 1987
-, resolveram se embrenhar pela região com um comboio,
na ocasião formado por dez jipes Ford. Mesmo toda a disposição
e equipamentos da trupe foi insuficiente para cruzar esse trecho
dentro do tempo previsto. A prova prosseguiu noite adentro,
minando a energia dos homens e robustez de máquinas e
levando por água abaixo a recepção cuidadosamente
preparada para os aventureiros na Praça Charles Miller,
em São Paulo, com direito à rede Globo e tudo.
O comboio, mais para um maltratado exército de Brancaleone
do que para uma poderosa comitiva do Camel Trophy, só
chegaria ao destino mais de 12 horas após o tempo previsto.
Entendeu porque não são "só" dez quilômetros?
Essa trilha é ponto de
honra para todo jipeiro que se preze. Mas, com experiência
ou não, jamais embrenhe-se por aquelas paragens sem pelo
menos dois outros veículos bem equipados acompanhando
e, de preferência, munidos de muita comida e bom humor.
Chegar lá é fácil, difícil é
sair.
Ponta
do Mutá, Off-road na Bahia
Nível de dificuldade:
médio a difícil
Viajar de 4x4 pelo litoral da
Bahia é muito perigoso. E o perigo é querer ficar
por lá para sempre. Dentre tantas jóias lapidadas
no litoral baiano, existe uma onde é mais difícil
chegar. E como para quem curte off-road, quanto pior, melhor,
é para lá que você seguramente vai se deslocar.
Para quem vem rodando por terra
a partir de São Paulo, a referência deste roteiro
é a histórica cidade de Ilhéus, à
beira-mar. Seguindo pela areia firme da praia, ou pela trilha
incerta do interior, de Ilhéus é só seguir
rumo norte e cruzar, entre outras, praias de contos de fadas
como Itacaré, Pontal, Aibim, Algodões, Saquaíra,
Cassange, Taipus de Fora e Barra Grande, até a Ponta
do Mutá.
Para quem "desce" de Salvador,
o caminho para conhecer esse paraíso é relativamente
curto, 148 km de asfalto, via Itaparica, até a pequena
Camamu, às margens do rio Acaraí, do "lado de
cá" da Baía de Barra Grande. Do "lado de lá"
está a Ponta do Mutá. Tão perto e fácil,
pela água, Barra Grande torna-se distante, cerca de 90
quilômetros, por trilhas de terra.
O caminho é a BA-001 até
o entroncamento para Ubaitaba, na BR-030. De lá, em direção
a Maraú, mais 60 km de terra, intransitável para
veículos 4x2. De Maraú até a Ponta do Mutá
são mais 30 km de poeira ou lama, para quem vai pela
trilha, ou de areia fofa à beira mar.
Na Ponta do Mutá as opções
desdobram-se para dentro da baía, ou para fora, do lado
do mar. Para quem gosta de praias desertas e conduzir off-road,
o sentido agora é inverso, descendo em direção
à praia de Pontal. Durante a maré baixa, o cenário
se alterna entre palmeiras, areia e mar. Mas, se você
for surpreendido pela maré alta, a alternativa é
rodar sobre areia fofa, em meio às palmeiras. Mas, cuidado
para não encalhar!
Pelas
grotas da Chapada dos Guimarães
Nível de dificuldade:
médio a difícil
Arqueólogos juram que
tudo aquilo já foi fundo de mar. Iluminada pelo sol dourado
de final de tarde, as imponentes escarpas de arenito vermelho
da Chapada dos Guimarães, com quase 400 metros de altura,
contínuas e recortadas, mais parecem cenários
de filmes de ficção científica. Distante
de Cuiabá apenas 65 quilômetros por boa estrada
de asfalto, entre seus grotões escuros e fendas profundas,
jorram rios e cachoeiras ancestrais. Opções terrivelmente
belas de caminhos 4x4.
De modo geral, circular por lá
é muito fácil, principalmente para quem está
a bordo de um 4x4. Só na área do Parque Nacional
da Chapada dos Guimarães existem cerca de 46 sítios
arqueológicos para se visitar. Alguns são fáceis
de chegar, outros só com tração total.
Para iniciantes, sugerimos a cachoeira Véu da Noiva,
com impressionantes 86 metros de queda, situada entre dois cânions
no rio Cipozinho. Fica apenas dois quilômetros fora do
asfalto. Um pouco mais distante, mas de acesso igualmente fácil,
através de boa estrada de terra, está o Mirante
Geodésico, que marca o ponto central da América
do Sul e oferece uma incrível vista panorâmica
dos cânions ao redor e até da distante Cuiabá.
A Cidade, o Curral e o Mirante
de Pedra são atrações imperdíveis.
Rodando apenas cinco quilômetros pelo asfalto e depois
mais 12 km de terra vermelha, e outros 11 km de trilha 4x4 é
possível chegar até essas impressionantes formações
rochosas. Para quem está disposto a circular, vale a
pena esticar até a cachoeira da Martinha, 110 quilômetros,
para ir e voltar, de estrada de terra irregular ou lama grudenta
e vermelha, caso chova, e emendar com a visão inesquecível
das mais de 30 cachoeiras da Fazenda Xaraés, a caverna
Aroe-Jari e a Lagoa Azul.
Endereços
e Links(Núcleos fora-de-estrada):
4x4 Serra
Norte
Telefone: (11) 6952-3703.
Comentários: Comércio, manutenção
de veículos 4x4 e roteiros pela Serra da Cantareira.
Auto 4 Off Road Center
Telefone: (11) 3672-7377, São Paulo, SP.
Comentários: Equipamentos, acessórios e oficina
especializada em veículos 4x4.
B.O.R.A.C, Brasil Off Road Adventure Clube
Telefone: (11) 5573-7556, São Paulo, SP.
Comentários: Clube de aventuras e expedições
radicais (Pantanal, Amazônia) programadas.
Jeep
Clube do Brasil
Telefone: (11) 277-5082, São Paulo, SP.
Comentários: Roteiros, calendário de provas e
cursos.
Landscape Off-Road School
Telefone: (24) 2222-3285, Itaipava, RJ.
Comentários: Escola, cursos e roteiros pela Serra de
Petrópolis (RJ).
Safari Off-Road
Telefone: (21) 3372-6969, Rio de Janeiro, RJ.
Comentários: Expedições, turismo, competições
e preparação de veículos.
WD Truck
Telefone: (11) 299-7989, São Paulo, SP.
Comentários: Comércio de veículos 4x4,
oficina e roteiros pela Serra da Cantareira.
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