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Dr. José Joaquim Cosme Pinto
INFORMAÇÕES GERAIS
Normas
de Orientação para Viagens ao Exterior
Sugestões
para um Estojo de Primeiros Socorros para o Viajante
Jet Lag
ACIDENTES
Veículos
Automotores
Lesões Causadas por
Incêndios
Violência
Outros
ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS OU ÁGUA
Precauções com
a Água
Precauções com os Alimentos
Intoxicações por
Peixes e Frutos do Mar (Mariscos)
Diarréia do Viajante
Tratando a Diarreia do Viajante
Hepatite A
Hepatites E
Cólera
Febre Tifóide ou Entérica
ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR INSETOS
Impaludismo
ou Malária
Medidas de Proteção
contra Insetos
Febre Dengue
Febre Amarela
OUTRAS ENFERMIDADES
Hepatite
B
Meningite Meningocócica
Peste
Raiva
Encefalite Japonesa B
Tifo
INFORMAÇÕES GERAIS
NORMAS
DE ORIENTAÇÃO PARA VIAGENS AO EXTERIOR
Antes
de planejar uma viagem ao exterior consulte sempre seu médico
ou enfermeira. Na realidade, o ideal seria fazê-lo umas quatro
semanas antes da viagem, pois algumas vacinas menos comuns, devem
ser programadas com algum tempo e às vezes requerem doses múltiplas.
Os
que sofrem de diabetes requerem cuidados especiais ao viajar.
Se
você participa de atividades recreativas no mar, (Surfe, Mergulho,
Caça Submarina, Natação, etc.) procure consultar o material do
folheto A Segurança no Mar.
Se
você viaja para locais de grandes altitudes seu médico terá que
avaliar seu histórico médico. Consulte o folheto Enfermidades
das Alturas
Não
se banhe, nade ou caminhe em arroios, rios ou lagoas de água doce
em zonas onde haja endemia de esquistossomose. Se você viajar
por estas regiões, consulte a matéria escrita Esquistossomose.
As
enfermidades sexualmente transmissíveis incluindo-se a Hepatite
B e a AIDS proliferam em muitos lugares! A abstinência é o método
mais seguro, porém, o risco pode ser reduzido evitando-se relações
sexuais de alto risco e a exposição a fluidos corporais potencialmente
contaminados. As "camisinhas" (condons) de látex, devem
ser utilizadas todas as vezes em que houver sexo. Consulte o folheto
Enfermidades de Transmissão Sexual.
Se
for recomendada a quimioprofilaxia contra o impaludismo ou malária,
tome sempre o medicamento como recomendado pelo médico. Consulte
a seção sobre Impaludismo ou A Malária, deste folheto.
Durante
a viagem precavenha-se contra os insetos. Muitas enfermidades
transmitidas por insetos não são passíveis de serem evitadas por
meio de vacinas ou remédios. Consulte a seção sobre Medidas de
Proteção Contra Insetos deste folheto.
Equipe-se
para purificar a água potável que tomar caso não tenha acesso
a água engarrafada ou água fervida. Consulte a seção Precauções
com a Água deste folheto.
Tome
as precauções adequadas com o que come. Consulte a seção Precauções
com os Alimentos, deste folheto.
Não
ande descalço lá fora.
Proteja-se
contra acidentes. As lesões causadas por acidentes são os principais
motivos de hospitalizações e morte de viajantes. Consulte a seção
Acidentes.
Prepare
uma "farmácia" de primeiros socorros para viajantes
que seja adequada ao seu destino, à duração de sua viagem e às
suas condições gerais de saúde. Veja as Recomendações Gerais deste
folheto sobre o que deve conter o estojo de primeiros socorros.
Consulte
seu médico ou enfermeira quando começar a planejar a viagem porque
possivelmente terá que atualizar as vacinas da infância, p. ex.
sarampo, caxumba, rubéola, pólio, tétano-difteria etc., e aplicar
as que não estiverem atualizadas.
Algumas
doenças não se manifestam imediatamente. Caso ficar doente após
o regresso à sua residência, consulte seu médico.
SUGESTÕES
PARA UM ESTOJO (FARMÁCIA) DE PRIMEIROS SOCORROS PARA O VIAJANTE
Declaração de seu médico, descrevendo suas condições médicas (p.
ex. alergias a certos medicamentos, enfermidades cardíacas, etc.);
a cópia mais recente de seu eletrocardiograma, bem como as receitas
médicas adicionais para eventualidade de falta ou perda de seus
medicamentos.
Medicamentos
receitados, p. ex. os que atendem a uma condição médica pré existente,
bem como os que possa necessitar para um itinerário individual
como a cloroquina contra o impaludismo etc. Uma
quantidade suficiente de agulhas e seringas, caso sejam necessárias
para uma condição médica pré existente. Além disto é necessário
incluir uma declaração de seu médico justificando a necessidade
do uso das seringas e agulhas.
Gaze,
Bandagens, Esparadrapo, Pomada Antibiótica, Pinças, Tesouras etc.
Analgésicos,
tais como, aspirina, paracetamol ou ibuprofem
Emoliente
de matéria fecal (METAMUCIL) ou supositórios de glicerina
Drágeas
ou tabletes de PEPSAMAR e IMOSEC contra a diarréia.
Descongestionantes
nasais sob forma de spray (AfrinR) com duração de 12
horas em caso de emergência de dor de ouvidos em avião. Óculos
e lentes de contato de reserva e/ou a receita médica das mesmas,
um aparelho de surdez de reserva e suas baterias, caso você seja
surdo.
Repelente
contra insetos com 30% de DEET (N, N-dietilmetatoluamida), OFF
ou AUTAN.
Protetor
solar com um fator de proteção solar (SPF) de, no mínimo, 15.
Sabonete
tipo anti-bacteriano.
Medicamentos
contra enjôo como por exemplo, Dramamine, que podem ser obtidos
sem receita.
JET
LAG
"JET LAG" é o termo em inglês utilizado para descrever
o mal estar que se sente ao viajar rapidamente por vários fusos
horários e que se torna mais pronunciado quando se viaja em
direção ao oriente.
É provocado pelo desajuste do relógio interno do organismo e
provoca sintomas tais como fadiga, irritabilidade, alterações
do sono, de memória e redução do apetite. Um viajante normal
geralmente requer um dia de ajuste para cada dois fusos horários.
Como ocorre com todos os problemas sem solução, são propostos
os mais diferentes remédios. Se você se expuser à luz solar brilhante,
dará oportunidade ao relógio interno de seu organismo de se
ajustar naturalmente. Está se estudando se a melatonina tem
algum efeito sobre o reajuste do relógio interno do corpo.
Em uma experiência realizada, viajantes receberam 5 mg de melatonina
durante três dias antes de saírem de viagem (na hora do dia
correspondente à da noite na cidade do destino de cada um )
e durante três dias, após terem chegado, antes de irem dormir.
Estudos mais recentes demonstraram que 3 mg e talvez menos,
seriam mais apropriado. Ainda que este tratamento pareça normalizar
os padrões do sono em menos tempo, ainda não foi possível determinar
se o tratamento é seguro e econômico.
Outro problema, é o de que a melatonina só é obtida em lojas
de alimentos naturais, cujos produtos não são regulamentados
com relação à sua potencialidade, qualidade ou esterilidade.
ESTRATÉGIAS
PARA REDUZIR O JET LAG
Planeje
a viagem de forma a chegar no destino ao entardecer. Portanto,
vá dormir no horário local.
Ao
embarcar, mude seu relógio para a hora do lugar de destino e
procure ajustar seus horários de refeições e de dormir de acordo
com esta nova hora.
Se
vai chegar de manhã, procure dormir durante o vôo. Se for chegar
à noite, procure ficar acordado durante o trajeto.
Obrigue
seu corpo a se ajustar à hora local o mais cedo possível, modificando
o horário de suas atividades, exercícios e refeições.
Dramamine,
um medicamento farmacêutico contra enjôos, passível de ser adquirido
sem receita médica em todas as partes do mundo, pode ser utilizado,
com toda a segurança, como uma ajuda para dormir.
Reduza
o consumo de álcool e de café
Beba
muita água. As cabines dos aviões são muito secas e a desidratação
se acentua no "Jet Lag".
ACIDENTES
VEÍCULOS
AUTOMOTORES
Os acidentes são a causa principal da morte de viajantes menores
de 55 anos de idade. Um estudo realizado com os Voluntários
do Corpo da Paz (Peace Corps) confirmou que os acidentes de
automóvel são a segunda causa mais freqüente de morte de pessoas
jovens, seguidas por acidentes de motocicletas, afogamentos
e suicídios.
Outro estudo demonstrou que muitos dos acidentes na estrada
e que envolveram turistas, eram acidentes de um único carro.
Descrevem-se como causas principais: a fadiga, o álcool e as
condições desconhecidas da estrada.
Dirija defensivamente; não dirija após ter ingerido bebidas
alcoólicas.
Dirija somente quando estiver desperto e bem descansado; aprenda
os sinais viários estrangeiros; estude o mapa e conheça seu
percurso. E não se esqueça....
Use sempre o cinto de segurança!
LESÕES
CAUSADAS POR INCÊNDIOS
As lesões causadas por incêndios são motivos significativos
para trauma e morte dos viajantes. Proteja-se averiguando se
seu hotel possui detetores de fumaça e sistema de "sprinklers".
Se tiver dúvidas traga seu próprio detetor de fumaça e jamais
fume na cama.
Quando chegar a um novo destino, certifique-se quais as
saídas de emergência primárias e secundárias. Lembre-se que
para escapar de um incêndio em seu quarto deve-se ficar de joelhos
e engatinhar por baixo do nível da fumaça.
Caso o incêndio estiver do outro lado de sua porta, veja se
a mesma está quente, antes de abri-la. As toalhas e roupas molhadas
oferecem alguma proteção caso tenha que transitar pela área
incendiada.
VIOLÊNCIA
O risco de ser agredido ou de sofrer um ataque terrorista varia
de um país para outro. Evite sair á noite em zonas desconhecidas
e perigosas e procure estar sempre acompanhado. Caso seja atacado
por um ladrão, não resista. Entregue seus objetos de valor.
Solicite e dê a devida atenção aos conselhos da gente local
e dos guias de turismo a respeito das zonas a serem evitadas.
Caso tenha dúvidas consulte sua missão diplomática mais próxima.
OUTROS
Outras causas principais de doença, lesão ou morte incluem as
doenças resultantes de nadar em águas contaminadas, assim como
afogamento por nadar em zonas desconhecidas ou perigosas.
Considere que a água poderia estar contaminada com matéria fecal
de águas negras e conter bactérias e vírus causadores de doenças
tais como a esquistossomose, organismos amebianos patogênicos
etc. Podem existir correntes, ressacas e manchas de óleo perigosas.
De uma maneira geral, peça informação aos habitantes locais
antes de entrar na água.
Para mais informações, consulte o folheto sobre Segurança
no Mar.
Em alguns países não existe proteção contra venda de drogas
e produtos farmacêuticos potencialmente perigosos. Não compre
medicamentos sem receita médica, salvo se conhecer bem o produto.
Os alimentos e a água contaminada são fontes comuns de infecção
para aqueles que viajam para países menos desenvolvidos. As
enfermidades mais comuns são : diarréias causadas por uma variedade
de infecções bacterianas, protozoárias ou virais e infecções
hepáticas causadas pelos vírus das hepatites A e E.
Em menor grau, existem ainda os riscos por parte dos organismos
que causam a febre tifóide e cólera, as doenças de lombrigas
como a solitária (tênia solium), causadas por comer peixes,
carnes de porco ou de vaca contaminadas ou mal-cozidas; e a
disenteria aguda ou a diarréia crônica, resultante de infecção
amebiana.
Muitas das doenças infecciosas transmitidas pelos alimentos
ou água podem também ser contraídas por via fecal-oral; são
demasiadas para serem apresentadas, porém evitáveis, seguindo-se
certas regras básicas de segurança...
"Ferva, Cozinhe, Descasque ou nem o coma nem o beba!"
e "Sempre lave as mãos antes de comer!"
PRECAUÇÕES
COM A ÁGUA: Tenha cuidado com relação à água.
Em zonas onde não há água clorada na rede de abastecimento ou
quando a higiene e as condições de salubridade forem inadequadas
anote que apenas os abaixo indicados poderão ser bebidos com
segurança.
Água
fervida ou água corretamente tratada com iodo ou cloro.
Bebidas
como chá ou café, caso sejam preparadas com água fervida.
Bebidas
enlatadas ou carbonatadas e engarrafadas, como as sodas, refrigerantes
e água mineral engarrafada.
Cerveja
e Vinho.
ENFERMIDADES
TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS OU ÁGUA
PRECAUÇÕES COM OS ALIMENTOS:
Tenha
cuidado com relação aos alimentos.
Escolha seus alimentos com cuidado. Toda comida crua
está sujeita à contaminação, principalmente nas zonas onde a
higiene e as condições de salubridade forem inadequadas.
É recomendável não se comer saladas, verduras, frutos e sucos
sem que sejam cozidos, a menos que, você mesmo as tenha descascado
ou espremido (frutas).
Evite o leite e os produtos derivados que não forem pasteurizados,
como o queijo. As comidas quentes devem estar bem cozidas e
servidas bem quentes. Evite ovos, carnes, peixes, mariscos e
comidas de "buffet" que não estejam totalmente cozidas
e que sejam muito manuseadas ou que voltem a ser servidas muitas
vezes.
Talvez os vendedores ambulantes tenham cozinhado muito bem a
carne para os "tacos", porém tenha cuidado com os
molhos, com o alface e com o tomate.
Saiba também que os sorvetes de sabores diversos vendidos pelos
ambulantes apresentam um alto risco. Se você está em um país em
desenvolvimento e é convidado para comer em casa de alguém,
seja precavido- certifique-se de que a comida é servida bem
quente e que esteja bem cozida.
Estudos têm demonstrado que as comidas que se servem nos lares
apresentam o mesmo potencial de contaminação que a comida servida
em restaurantes.
INTOXICAÇÃO
POR MARISCOS E PEIXES
De
uma forma geral, os mariscos e peixes formam uma parte segura,
nutritiva e saudável de uma dieta equilibrada, porém, quando
alguém viaja torna-se indispensável certas precauções.
A intoxicação ocorre caso se coma peixe ou mariscos deteriorados
por descuido, mariscos e peixes frescos contendo biotoxinas
e mariscos infectados por terem se desenvolvido num ecossistema
contaminado por matéria fecal.
É difícil proteger-se contra as duas primeiras fontes de perigo,
no entanto, pode-se proteger contra a última, ou seja, precavenha-se
e lembre-se que o consumo de mariscos crus é perigoso.
DIARRÉIA
DO VIAJANTE
A diarréia do viajante é a doença mais comum de todos que viajam.
Os sintomas mais comuns incluem contrações abdominais, náuseas,
inchaço, diarréia, febre e um mal estar generalizado.
Causas
A diarréia do viajante é contraída por meio da ingestão
de alimentos ou água contaminada por matéria fecal.
Os alimentos e as bebidas de maior risco são as que foram mencionadas
e que são consideradas perigosas, porque podem conter os agentes
infecciosos capazes de causar a diarréia do viajante.
Os que viajam, vindo dos países industrializados para os países
em fase de desenvolvimento, notam que com freqüência ocorrem
modificações repentinas nos microorganismos gastrointestinais,
a Flora Intestinal.
Alguns destes microrganismos podem provocar a diarréia do viajante,
principalmente se houver a ingestão de uma quantidade suficiente
que possa invadir os organismos que normalmente habitam o intestino.
Prevenção
Lave sempre as mãos com água e sabão antes de comer. Isto
evita a transferência de bactérias ou parasitas que provocam
a diarréia para a comida ou para sua boca. Por esta razão as
mãos devem ser sempre lavadas após a troca de fraldas de bebês.
Obedeça as regras de alimentação.
Seja precavido com os alimentos e com a água.
NÃO é recomendado uso de antibióticos profiláticos.
A melhor prevenção são as práticas alimentares sensatas e o
tratamento imediato logo que surgir a diarréia do viajante,
o que se justifica pelos bons resultados que podem ser obtidos.
Você pode considerar o uso de Carvão Vegetal (2 cápsulas,
quatro vezes por dia) como um preventivo, caso vá viajar por
pouco tempo (menos de duas semanas) e não pode interromper a
viagem ou mudar seus planos devido a uma enfermidade.
Tratamento (veja: Tratando a Diarreia)
Simplifique sua enfermidade não a compartilhe com seus amigos
ou parentes. Se você tiver diarréia, lave as mãos depois
de ir ao banheiro. É muito fácil contagiar outras pessoas com
as enfermidades diarreicas através do contato entre pessoas
ou pela comida que você poderia ter tocado, ao prepará-la.
Deveria chamar um médico?
Se for uma diarréia aguda ou que não se cure em poucos dias;
se há sangue na matéria fecal; se há febre conjuntamente com
calafrios; ou se for uma diarréia de grande volume que possa
levar à desidratação, você deverá consultar um médico
e não tentar curar a si mesmo.
Agentes de Tratamento
As pessoas que sofrem de diarréia do viajante apresentam
duas queixas principais para as quais buscam alívio- as cólicas
abdominais e/ou a diarréia. É obtido um certo alívio quando
se tomam, de acordo com as instruções, os seguintes agentes:
Os não específicos: Tem-se utilizado muito o FLORATIL
contra a diarréia porém parece ser pouco eficaz. Pode-se
tomar oito doses de um preparado de subsalicilato de bismuto
ingeridos na forma líquida (1 oz.= 28g.) ou em capsulas, (duas
de 26,5 mg) a cada 30 minutos aproximadamente.
OBSERVAÇÃO:
Existe certa preocupação sobre a ingestão de grandes quantidades
de bismuto e de salicilato, principalmente pelas pessoas que
não toleram o salicilato ou que possuam problemas renais ou
ainda as que já tomam salicilatos por outros motivos. Além disto,
pessoas que sofrem de febre tifóide podem ser hipersensíveis
aos efeitos dos salicilatos para reduzir a febre. Tenha cuidado.
Consulte um médico caso tenha alguma dúvida.
Agentes Anti-motilidade: A loperamida (ImosecR)
que pode ser adquirida sem receita médica é apresentada em doses
convenientes e proporciona um alívio rápido, porém, temporário,
para os sintomas da diarréia do viajante, caso não se apresentem
complicações.
No entanto, não deve ser usada por pessoas com muita febre ou
com sangue na matéria fecal. Deve-se suspender o uso deste medicamento
caso os sintomas persistirem por mais de 48 horas. A loperamida
não deve ser usada em crianças menores de 2 anos de idade.
O medicamento mais antigo, LomotilR , o qual só é
obtido com receita médica apresenta em sua fórmula um ingrediente
ativo que se acredita ser menos eficaz que a loperamida, bem
como, outro componente de pouca utilidade, a atropina. Este
produto já não é mais tão receitado.
Tratamento Antimicrobiano: O viajante que desenvolve
uma diarréia com três ou mais evacuações fecais soltas durante
um período de oito horas principalmente se esta estiver associada
com náuseas, vômitos, cólicas abdominais, febre ou sangue na
matéria fecal, verá que um tratamento antimicrobiano lhe trará
benefícios. Consulte um médico.
Uma enfermidade típica de 3 dias pode muitas vezes ser encurtada
com um tratamento por antibióticos como BactrimR F
ou Infectrim R, duas vezes por dia. De uma forma
geral, recomenda-se um dia de tratamento, até um máximo de três
dias. Uma dose de 500 mg de ciprofloxacina com a freqüência
de dose única, pode encurtar o período da doença, porém, nos
casos mais graves, é possível que se tenha de tomar uma pílula
duas vezes por dia, durante um mínimo de três dias.
Água e Comida: Seus intestinos continuam absorvendo
água e nutrientes apesar da diarréia. Lembre-se que certos alimentos,
principalmente os amidos de fácil digestão, reduzem o volume
da diarréia. Os alimentos melhoram absorção de água e são uma
fonte de sódio e energia que fornecem calorias.
As sopas e caldos, bem como o pão torrado ou bolachas de água
e sal formam uma excelente dieta inicial. (as melhores sopas
são as de arroz e cabelo-de-anjo, ligeiramente salgadas). Uma
dieta de bananas, arroz, purê de maçãs e pão torrado também
será bem tolerada.
Líquidos Administrados Oralmente: A maioria
dos casos de diarréia terminam por si mesmo e só requerem a
recomposição de líquidos e de sais. Nas crianças, a reidratação
é da maior importância, já que seus pequenos corpos se desidratam
com muita facilidade.
A melhor maneira de se obter a reidratação é o emprego de uma
solução reidratante como a Solução de Sais para Reidratação
Oral (ORS) da Organização Mundial de Saúde, (OMS). Esta solução
é apropriada quer para tratar, como para prevenir a desidratação.
Os pacotes de ORS são encontrados em lojas ou farmácias de quase
todos os países em vias de desenvolvimento.
Prepara-se adicionando um pacote de ORS na água fervida ou tratada.
A concentração correta da solução é da máxima importância; para
tanto, devem ser seguidas as instruções no pacote, rigorosamente,
para assegurar que se adicionem os sais no exato volume de água.
Receitas para as Soluções de Sais de Reidratação Oral
(ORS):
Solução
ORS Rápida:
Coloque uma colher-de-café de sal e 2 ou 3 colheres-de-chá de
açúcar ou mel em 1 litro dagua.
Solução
ORS Rápida:
Misture 8 oz. (250 ml) de suco de laranja (ou outro suco de
fruta) com três copos dágua e adicione uma pitada de sal
Solução
RS Caseira:
1 litro de água limpa, ½ colher-de-chá de sal, ¼ de colher-de-chá
de substituto de sal (KCl), ½ colher-de-chá de bicarbonato de
sódio, 2 a 3 colheres de sobremesa de açúcar ou 2 colheradas
de mel ou KaroR
Crianças
com Diarréia
Desde
recém - nascidos até a idade de dois anos, as crianças correm
um alto risco de contraírem a diarréia do viajante e o risco
ainda maior da desidratação. A desidratação é evitada com o
uso da solução ORS da OMS em conjunto com a dieta normal de
criança.
O bebê que vomita quando ingere a solução ORS, geralmente irá
tolerá-la se for ingerida em pequenos goles, freqüentes e dados
com colher. Os bebês que estão sendo amamentados devem ser alimentados
toda vez que pedirem.
Para as crianças que se alimentam com mamadeiras as fórmulas
devem ser feitas com as dosagem completas porém, reduzindo-se
as de lactose ou mesmo eliminando-a.
Para as crianças maiores que recebem alimentação sólida ou semi-sólida,
deve ser mantida sua dieta normal durante os episódios de diarréia.
Os alimentos recomendados incluem os amidos, cereais, frutas
e verduras ou a dieta de bananas, arroz, purê de maçãs e pão
torrado, já anteriormente mencionada.
Preste
Atenção - Nem Todos os Líquidos são Iguais
O alto teor de açúcar encontrado em muitos dos refrigerantes
e refrescos remove a água dos intestinos, aumenta a diarréia,
piora a desidratação e possivelmente conduz a uma condição chamada
de hipernatremia.
Não dê suco de abacaxi, suco de uvas, colas, 7-UP R, Gatorade
R, suco de laranjas ou soda limonada, a menos que,
estejam bem diluídos. Consulte a seção que descreve as soluções
ORS.
HEPATITE
A
Esta é a hepatite mais comum no mundo. Os estudos
calcularam que a doença pode afetar até 3 em cada 100 viajantes.
O vírus geralmente se transmite por meio da alimentação e da
água em áreas onde as condições de salubridade sejam ruins.
Os mariscos contaminados, se colhidos em águas contaminadas,
são geralmente os maiores transmissores destes surtos.
O vírus morre a 180 graus F (85o C), portanto, se
os alimentos forem bem cozidos é possível prevenir a infecção,
salvo se voltarem a se contaminar após o cozimento devido à
má manipulação. Uma forma menos comum de transmissão é a do
contato íntimo entre pessoas.
A taxa de mortalidade por hepatite A é extremamente baixa, porém
o risco aumenta com a idade. Pode-se reduzir enormemente o risco
da doença sendo-se precavido com os alimentos e com a
água, porém os estudos demonstraram que o risco para
o viajante aumenta com o aumento de permanência num país em
vias de desenvolvimento, mesmo quando se limite para os itinerários
normais de um turista.
Se você vai para um país em vias de desenvolvimento por
um período prolongado de tempo, seu médico poderá recomendar
uma vacina.
Vacinação
Existe atualmente uma vacina que proporciona uma imunidade
ativa a longo prazo contra a hepatite A. Recomenda-se a vacinação
contra a hepatite A para: (1) pessoas que viajam com freqüência
e que não desejem receber injeções de imunoglobulina antes de
cada viagem para regiões de alto risco;. e (2) pessoas que planejem
viagens prolongadas ou fixar residência em um país menos desenvolvido.
Esta vacina provavelmente proporcionará proteção por 10 anos.
Os Sintomas
Os sintomas geralmente aparecem de 2 a 6 semanas após a
infecção. Na maioria dos adultos, os sintomas predominantes
da hepatite são um mal estar geral, náuseas e falta de apetite.
Também podem surgir vômitos, dores musculares, dores abdominais
e febre, seguidos pelo diagnóstico de icterícia (quando a pele
e os olhos ficam amarelados), fato que ocorre uma semana após
o contágio.
As crianças pequenas freqüentemente apresentam uma forma leve
ou assintomática da doença. Quando surge a icterícia o vírus
não mais está na matéria fecal ou no sangue e a pessoa já não
mais é contagiosa, fazendo com que os procedimentos de isolamento
ou quarentena não mais se tornem necessários.
É evidente que os membros da família ou companheiros que tenham
contato próximo com a pessoa enferma devem receber uma injeção
de imunoglobulina caso não estejam já imunizados.
HEPATITE
E
O vírus da Hepatite E geralmente é transmitido pela
água potável contaminada por águas negras, porém pode também
ser transmitido pelo contato íntimo entre pessoas. A hepatite
E é uma forma comum da hepatite virótica aguda dos países em
desenvolvimento.
Geralmente atinge adultos e apresenta uma taxa de mortalidade
desproporcionalmente alta em mulheres grávidas. Os sintomas
são similares aos da hepatite A. Não há vacina contra esta enfermidade,
fato evidente da necessidade que existe, das precauções a serem
tomadas com os alimentos e com a água.
O
CÓLERA
O cólera é uma doença socio-econômica. É uma enfermidade
da desnutrição, dos bairros pobres, da falta de higiene e da
pobreza e existe endemicamente nas comunidades onde prevalecem
estas condições.
As pessoas que seguem itinerário normal de turistas e que usam
alojamentos normais em países que registram o cólera, praticamente
não correm risco algum de infecção.
Na verdade, o risco dos viajantes de qualquer idade, de contrair
o cólera, é tão baixo (1 em cada 500.000 viajantes que retornam),
que coloca em dúvida qualquer beneficio que possa trazer a vacinação
contra a doença.
Nossos próprios Centros de Controle de Enfermidades, (Ministério
da Saúde), (CDC), não recomendam. Tenha sempre cuidado
com os alimentos e com a água para proteger-se contra
esta doença.
Nos dias de hoje nenhum país ou território exige a vacinação
contra o cólera como condição de entrada, porém é possível que
algumas autoridades locais continuem exigindo a documentação
de vacinação contra o cólera ou uma declaração de seu médico
dizendo que você tem uma contra indicação para a vacina. Para
mais informações consulte matéria escrita sobre O Cólera.
FEBRE
TIFÓIDE OU ENTÉRICA
A febre tifóide ou entérica é uma enfermidade grave;
às vezes mortal, causada por um tipo específico (Salmonella
typhi) das bactérias da espécie Salmonella e se contrai ao ingerir
alimentos ou água contaminados, ou através do contato próximo
com parentes, cozinheiros, garçons, etc.
Sintomas e Diagnóstico
Os primeiros sintomas da febre tifóide se assemelham aos
da gripe e incluem calafrios e febre, dor de cabeça, fraqueza,
perda de apetite, dores abdominais e dores musculares (mialgia).
Poderá surgir uma inflamação cutânea com erupções em rosáceas
de 2 a 4 mm no tórax e abdome. Existe 50% de possibilidade que
ocorra diarréia que às vezes é sanguinolenta, porém, também
pode ocorrer a prisão de ventre. Se seu médico considera que
a diarréia é um pré-requisito para o diagnóstico desta doença,
poderá estar diagnosticando erradamente
Prevenção
As bactérias Salmonella typhi se transmitem por meio
dos seres humanos que contraem estes microorganismos. Em todos
os países com condições de salubridade inadequadas existe o
risco de sua transmissão. Felizmente, o risco da transmissão
da febre tifóide entre os viajantes é apenas um centésimo do
que ocorre com a hepatite A.
Preste muita atenção à qualidade dos alimentos e Seja
Precavido com os Alimentos e com a Água.
Vacinação
A febre tifóide é muito comum em muitos países da África,
Ásia, América Central e América do Sul. A vacina só é recomendada
para as pessoas que viajam para regiões onde existe um risco
reconhecido de exposição à Salmonella typhi
ENFERMIDADES
TRANSMITIDAS POR INSETOS
IMPALUDISMO
OU MALÁRIA
Se não for picado por mosquito não poderá
contrair o impaludismo ou a malária.
Todas as doenças maláricas são transmitidas pelas picadas
da fêmea infectada de um mosquito Anopheles, e esta
se alimenta de noite. As infecções mais graves são causadas
por uma das quatro espécies de parasitas palúdicos: o Plasmodium
falciparum.
Estes parasitas se encontram em mais de 90% de todos os mosquitos
infectados que habitam nas regiões mais perigosas do mundo.
Todos os anos são diagnosticados 200 milhões de casos clínicos
de impaludismo.
Trinta mil destes casos ocorrem em viajantes europeus e americanos.
A enfermidade se caracteriza por febre e sintomas que se assemelham
aos da gripe, como calafrios, dor-de-cabeça, dores musculares
e um mal-estar generalizado, podendo também ocorrer a diarréia.
É possível que o impaludismo esteja associado à anemias e icterícia
e as infecções pelo P. falciparum possam causar
insuficiência renal, coma e a morte.
As mortes decorrentes do impaludismo são evitáveis.
O impaludismo é a doença parasitária de maior gravidade que
você enfrentará na maioria dos países tropicais e subtropicais.
Se há demora no diagnóstico e tratamento, as conseqüências podem
ser fatais. Mais soldados foram derrubados pela malária do que
pelas balas.
Se você viajar para uma região impaludada deverá tomar
cinco providências:
Informar-se
sobre o risco de contrair o impaludismo em uma determinada área.
Tomar
os cuidados devidos para evitar as picadas de mosquitos (Consulte
Medidas de Proteção contra Insetos).
Tomar
um medicamento profilático (preventivo).
Saber
quais são os sintomas do impaludismo.
Solicitar
a atenção médica de imediato si ocorrerem estes sintomas.
Quimioprofilaxia
Antes de viajar para uma região impaludada, você e seu médico
deverão decidir se a profilaxia é indicada e quais remédios
a serem receitados caso necessário.
De uma forma geral, a escolha de um medicamento dependerá da
idade do viajante, de seu itinerário e exposição às espécies
resistentes de parasitas que causam o impaludismo. Pode-se escolher
uma das três opções abaixo indicadas:
Fosfato
de Cloroquina (AralenR)
Este é um medicamento um tanto antigo e muito usado e que atualmente
só deve ser empregado em zonas onde a perigosa espécie P.
falciparum ainda não tenha desenvolvido resistências (veja
a mefloquina)
Dose
para Adultos: Tome 1 capsula de 500 mg do sal uma
vez por semana começando uma semana antes de entrar na região
palustre a cada semana enquanto aí estiver e durante quatro
semanas após sair da região
Dose para Crianças: 8,3 mg/kg do sal (base de 6 mg/kg)
uma vez por semana, até a dose máxima adulta de 500 mg do
sal por semana.
Observe atentamente:A cloroquina pode ser nociva se
houver uma psoríase aguda, porfíria, problemas com a retina
do olho, ou alguns tipos de acne.
Doxiciclina
(VibramycinaR)
Este é o medicamento recomendado para as pessoas que viajam
para os países do sudeste da Ásia e cujas viagens os levam próximo
as zonas de fronteiras. O impaludismo já não existe na maioria
das grandes cidades do sudeste asiático.
Dose
para Adultos: Tome um comprimido (100 mg) por dia, começando
um ou dois dias antes de entrar na zona impaludada, todos os dias
que aí permanecer, e todos os dias durante quatro semanas após
sair da região
Dose para Crianças: Para crianças maiores de 8 anos de
idade consulte seu pediatra. Não se deve usar em crianças menores
de oito anos de idade.
Observe com atenção: Mulheres grávidas e crianças
menores de oito (8)anos não devem tomar este medicamento; e ainda,
devido a grande sensibilidade a luz solar use uma loção protetora
de filtro solar, FPS 15 +.
Mefloquina
(LariamarR)
Este medicamento profilático é recomendado para todo viajante
que vá a qualquer lugar do mundo, salvo os países da América Central
ao norte do Panamá e aos países do Oriente Médio. Nestas regiões
ainda pode-se empregar a cloroquina.
Dose para Adultos: Tome uma capsula (250 mg do sal) uma
vez por semana, 1 a 2 semanas antes de viajar, em seguida, semanalmente
durante o período da viagem e durante quatro semanas após o regresso.
Dose para crianças: Consulte seu pediatra.
Observe com atenção: Antigamente não se recomendava este
remédio para crianças que pesassem menos de 15 quilos (33 lb.)
ou para mulheres no primeiro trimestre de gravidez.
Na realidade, atualmente já existem suficientes dados que pode-se
a permitir o uso deste medicamento com ambos os grupos, quando
há alto risco de contrair a enfermidade. O sabor amargo do remédio
o torna difícil de administrá-lo às crianças; no entanto, o leite
achocolatado ou o cacau o torna mais tolerável pelos pequenos.
As pessoas que estão tomando quinidina e os pacientes que sofrem
de arritmia cardíaca devem consultar seus médicos sobre a mefloquina.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O fato de se tomar um medicamento
profilático anti malárico não constitui uma garantia completa
de que não se contrairá a enfermidade, porém, estes remédios são
o melhor que existe quando combinados com estratégias eficazes
e comprovadas de proteção contra insetos.
Não obstante, se você crê que está sofrendo um ataque de impaludismo,
solicite imediatamente um atendimento médico. Caso seja impossível
a assistência médica imediata e você traz consigo alguns dos medicamentos
contra o impaludismo comece a tratar-se imediatamente.
MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA
INSETOS
Já se falou que se não for picado por um mosquito você
provavelmente não poderá contrair impaludismo ou malária. Porém,
se você não for picado por nenhum inseto também não contrairá
a febre amarela, a filariase ou a encefalite virótica, a febre
dengue, a doença de Lyme, a leishmaniose, o tifo, a oncocercíase,
a tripanosomoníase, a doença de Chagas, ou qualquer outra enfermidade
tropical infecciosa.
Para a maioria destas doenças não existem vacinas, portanto
sua única proteção é evitar de ser picado pelos insetos que
transmitem estas enfermidades.
Esta seção trata das medidas que devem ser tomadas para reduzir
o nível de risco contra estas enfermidades; tais medidas devem
ser exercidas dia e noite para que sejam eficazes.
Os insetos que devem ser evitados são: mosquitos (que se alimentam
de dia), mosquitos (que se alimentam à noite), carrapatos, percevejos,
pulgas, moscas tsé-tsé, insetos predadores da espécie Reduviidae,
similares e moscas negras e varejeiras.
A
prevenção exige um enfoque múltiplo. Ao seguir as recomendações
abaixo pode se obter um alto grau de proteção contra as picadas
de inseto:
Cubra sua pele sempre que possível usando camisas de mangas
compridas, chapéus e calças compridas. A camisa deve estar enfiada
nas calças. Deve-se usar botas e não sandálias. A calça deve
estar enfiada dentro das meias e das botas. Evite roupas de
cores muito escuras ou muito brilhantes.
Use repelente com DEET (N,N,- dietilmetatoluamida). Recomenda-se
as composições que tenham 30% de DEET para que sejam menos tóxicas.
As formulas com 95% já não são mais recomendadas. O produto
Autan é muito recomendado. O DEET-PlusR, preparado
pela Sawyer Products, faz com que os produtos com 17% de DEET
atinjam níveis de atividade mais altos e também, agrega um agente
que auxilia repelir as moscas mordedoras. O produto recomendado
para crianças alérgicas ao DEET é o OFF.
Minimize
o potencial das reações adversas ao utilizar os repelentes que
contêm o DEET:
Não aspire nem ingira o repelente e não deixe que entre em contato
com os olhos.
Nunca use um repelente se está com pele inflamada ou se tiver
alguma ferida.
Evite o uso de repelentes na parte das mãos das crianças que
provavelmente entrarão em contato com os olhos e com a boca.
As mulheres grávidas ou lactantes devem usar um mínimo de repelentes.
Use os repelentes com moderação. Uma aplicação terá a duração
de 4 a 12 horas, conforme a marca do produto. A saturação não
aumenta a eficácia. Ao voltar para os interiores, lave a pele
tratada com o repelente. Se acha que teve alguma reação ao repelente,
como por exemplo, se notar que está com a fala prejudicada,
arrastando palavras, e cambaleia ao andar, se sente uma letargia
ou tem ataques repentinos, lave a pele tratada e chame um médico
(leve o frasco do repelente para mostrar ao médico)
Uma fazenda de malha fina (voile), o mosquiteiro, contra insetos,
reduz o acesso dos mesmos porém, também diminui a ventilação.
Um tecido de malha aberta impregnado com permetrina oferece
uma boa proteção sem bloquear a corrente de ar.
Evite substancias com cheiros - perfumes, colônias, loções de
barba, desodorantes perfumados e sabonetes aromáticos.
Pulverize as áreas dos dormitórios com inseticidas como o RaidR,
e SBPR, uma hora antes de ir dormir.
Use as espirais contra mosquitos, especialmente em quartos que
não tenham telas de proteção nas janelas e portas.
O PermanoneR é uma solução à base de permetrina que
se emprega para saturar panos e roupas. Além do mais, pode-se
obter (mesmo com dificuldade), já que ainda não foi oficialmente
aprovado pelo FDA (Food & Drug Administration dos EE.UU),
um repelente contra pulgas e carrapatos que pode ser diluído
na concentração adequada de 5% de permetrina. Os tecidos tratados
com permetrina matam e repelem os carrapatos, os mosquitos e
outros insetos e conservam este efeito após várias lavagens.
Pode-se também obter um xampu com permetrina (NIXR)
e um creme a base de permetrina (ElimiteR) para os
quais é necessário uma receita médica.
Antes de ir dormir examine o colchão e a roupa de cama para
assegurar-se de que não entraram carrapatos, percevejos e outros
insetos.
A
FEBRE DENGUE
A febre dengue é uma enfermidade virótica que se encontra disseminada
por todo o mundo e mais da metade da população mundial corre
o risco de infecção.
As fêmeas do mosquito Aedes aegypti, transmissores da
febre dengue picam principalmente durante o dia e se encontram
tanto em zonas urbanas como em zonas rurais e áreas de recreação.
Não há vacina contra esta doença.
A melhor proteção é a de não deixar-se picar pelo mosquito.
Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste
folheto.
Sintomas
A febre dengue provoca sintomas que se assemelham aos da
gripe, p. ex. febre alta repentina, fortes dores-de-cabeça,
dores musculares e nas articulações e fadiga (estes sintomas
iniciais simulam um ataque de impaludismo).
O tratamento consiste numa atenção de apoio com repouso, reposição
de líquidos e analgésicos. O problema é que as vezes se confunde
os sintomas da febre dengue com os do impaludismo.
Recomenda-se que se alguém começa a ter febre quando está viajando
em uma zona onde o impaludismo é endêmico, peça a atenção de
um médico imediatamente para eliminar a possibilidade da causa
ser a malária ou impaludismo.
FEBRE
AMARELA
A febre amarela é uma infecção a vírus, transmitida
pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti que se
alimenta durante o dia, da mesma forma que o mosquito que transmite
a febre dengue.
Vacinação
A imunização contra a febre amarela se faz através de uma
vacina de aplicação única de um vírus atenuado que produz uma
imunidade de quase 100% durante um período de 10 anos e o Certificado
Internacional de Vacinação é válido pelo mesmo período. As vacinas
de reforço são inoculadas a cada 10 anos para revalidação do
Certificado.
Lembre-se de que há exigência de um Certificado Internacional
de Vacinação contra a Febre Amarela, completo assinado e válido,
para que se possa entrar em certos países.
Se houver alguma contra indicação especifica à vacina, seu médico
deve fornecer um atestado de exceção antes de você viajar e
obter o visto.
Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste
folheto.
OUTRAS
ENFERMIDADES
HEPATITE
B
O risco de uma infeção pelo vírus da hepatite B
(VHB) é baixo, de uma forma geral, para os viajantes internacionais,
com exceção para habitantes e visitantes de permanência prolongada
de países onde haja uma alta incidência de VHB. Os fatores a
serem levados em consideração quando se calcula o risco incluem:
A preponderância de portadores de VHB na população local;
O grau de contato direto com sangue ou secreções corporais de
pessoas possivelmente infectadas ou o contato sexual íntimo
com estas pessoas; e
A duração da viagem.
Lembre-se que esta doença se transmite da mesma forma que a
AIDS (SIDA) - por meio de agulhas, transfusões e atividades
sexuais.
Não é como a Hepatite A que é uma doença transmitida por alimentos
e pela água e que ocorre devido à contaminação fecal.
Existe uma vacina contra a hepatite B e se recomenda a todas
as pessoas que trabalhem no campo da Saúde e de Serviços Médicos.
As pessoas que planejam viver, por mais de seis meses, em zonas
onde a hepatite B for endêmica também devem considerar de bom
alvitre a sugestão desta vacina. Caso sua situação seja esta,
consulte seu médico.
A vacinação contra a hepatite B requer algum planejamento, já
que de uma maneira geral, a série de três ou quatro frações,
demora cerca de 3 a 6 meses para ser administrada.
MENINGITE
MENINGOCÓCICA
Esta enfermidade é causada pelas bactérias Neisseria
meningitidis que infectam as membranas que envolvem o cérebro
e a medula espinhal. A enfermidade é geralmente endêmica para
as crianças que vivem nas zonas do mundo aqui descritas.
Usualmente as crianças são assintomáticas, porém podem ser a
fonte de infecção para os viajantes; fatos como estes ocorrem
com certa freqüência já que causa inquietação com relação a
saúde pública.
A doença chegou a tal nível de importância no meio dos muçulmanos
durante suas peregrinações prescritas à Meca, na Arábia Saudita,
que o governo da Arábia declarou a vacina obrigatória, para
o ingresso no país.
Os sintomas incluem vômitos, febre, fortes dores-de-cabeça,
resistência ao tentar inclinar a cabeça para frente, confusão
mental e letargia. A enfermidade pode começar de repente ou
ir se desenvolvendo durante vários dias. Procure imediatamente
assistência médica.
Vacinação
Existe uma vacina contra a meningite Meningocócica a qual
é em geral, aplicada nos voluntários do Corpo da Paz (Peace
Corps), nos missionários, professores, e outras pessoas que
planejem viver em estreito contato com a população local de
país em vias de desenvolvimento, principalmente nas regiões
ao sul do Saara na África, por mais de quatro semanas.
Atualmente, existe nos Estados Unidos uma vacina tetravalente
que abrange todas as espécies menos uma, o serogrupo B. deve
vacinar-se caso esteja planejando viajar pela "orla da
meningite" da África, bem como pelo Nepal, Índia e Tanzânia.
A
PESTE
Esta enfermidade bacteriana se transmite ao homem
principalmente pela mordedura de pulgas infectadas nos roedores,
podendo também ser transmitida pelo contato entre pessoas (pelas
secreções corporais infectadas) ou por contato com um animal
infectado ou seu cadáver.
A peste é encontrada em muitas regiões do mundo, incluindo-se
África, Ásia e nas Américas.
O risco de exposição para o viajante normal é muito baixo, principalmente
se a viagem se limita a zonas urbanas com hotéis modernos.
O risco de exposição aumenta para os que viajam para zonas rurais
ou zonas elevadas ou montanhosas, de onde se tem registros de
casos da peste.
Durante o recente surto desta enfermidade na Índia não houve
nenhum visitante estrangeiro que contraísse a moléstia.
Vacinação e Cuidados
As medidas preventivas incluem a vacinação seletiva, o uso
periódico de talco contra pulgas para emprego nos animais domésticos
e evitar o contato com pulgas e roedores.
Durante os períodos de exposição nas zonas endêmicas, pode-se
tomar 500 mg de tetraciclina quatro vezes por dia, como um preventivo
A
RAIVA
A raiva quase sempre é transmitida pelas mordidas
e arranhões dos animais o que faz que o vírus penetre nos ferimentos.
É muito raro a transmissão da raiva por outros meios como pela
saliva que possa introduzir o vírus nos cortes ou membranas
mucosas.
Vacinação e Cuidados
Recomenda-se a vacinação antes da exposição, para as pessoas
que vivem ou visitam (por mais de 30 dias) as regiões do mundo
onde a raiva é uma ameaça permanente, bem como quase todos veterinários
encarregados de animais, espeleólogos e alguns funcionários
de laboratórios.
Qualquer mordida ou arranhão por um animal deve ser tratado
rapidamente, limpando-se a ferida a fundo, com muita água e
sabão; este tratamento tópico reduz sensivelmente o risco de
contrair a raiva.
Pessoas que tenham ficado expostas à raiva devem entrar imediatamente
em contato com seu médico.
ENCEFALITE
JAPONESA B
A encefalite japonesa B é uma infecção a vírus transmitida
pelos mosquitos da espécie Culex. Estes mosquitos
se alimentam à noite e têm um grande número de fontes de alimentação,
p. ex. cães, gatos, aves e homens; aparecem nas zonas rurais
agrícolas da Ásia, principalmente nos meses de junho
a setembro.
Durante muitos anos, antes de existir uma vacina, a incidência
desta doença entre os viajantes era mínima e de pouco interesse.
Um viajante normal não corre muito risco de contrair esta enfermidade,
salvo se passar três ou quatro meses, durante a temporada de
transmissão em uma zona rural agrícola (cultivo de arroz, criação
de suínos), locais onde a enfermidade é endêmica.
Vacinação
Para as pessoas que estejam sujeitas a maior risco, as medidas
preventivas incluem a vacinação e a proteção contra as picadas
de mosquitos (especialmente à noite).
Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste
folheto.
O
TIFO
O tifo epidêmico é uma enfermidade causada por Rickettsia
e transmitida por piolhos do corpo. O piolho existe em todo
o mundo.
O uso dos repelentes que impeçam a presença de carrapatos e
dos ácaros, é a melhor medida preventiva que existe contra esta
enfermidade. Consulte a seção Medidas de Proteção contra Insetos
neste folheto.
A vacinação contra o Tifo foi descontinuada e não há projeto
de produção comercial de nova vacina.
O
"Guia de Saúde do Viajante" do Dr. José Joaquim Cosme
Pinto, é um brinde da Clínica Búzios:
Clínica
Búzios
Av. J. B. Ribeiro Dantas, 3000, Manguinhos, Búzios-RJ, CEP 28.950-000.
Tel/Fax: (22) 2623-2465, (22) 2623-6000,
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