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Guia de Saúde do Viajante


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Dr. José Joaquim Cosme Pinto

INFORMAÇÕES GERAIS

Normas de Orientação para Viagens ao Exterior
Sugestões para um Estojo de Primeiros Socorros para o Viajante
Jet Lag

ACIDENTES

Veículos Automotores
Lesões Causadas por Incêndios
Violência
Outros

ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS OU ÁGUA

Precauções com a Água
Precauções com os Alimentos
Intoxicações por Peixes e Frutos do Mar (Mariscos)
Diarréia do Viajante
Tratando a Diarreia do Viajante
Hepatite A
Hepatites E
Cólera
Febre Tifóide ou Entérica

ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR INSETOS

Impaludismo ou Malária
Medidas de Proteção contra Insetos
Febre Dengue
Febre Amarela

OUTRAS ENFERMIDADES

Hepatite B
Meningite Meningocócica
Peste
Raiva
Encefalite Japonesa B
Tifo


INFORMAÇÕES GERAIS

NORMAS DE ORIENTAÇÃO PARA VIAGENS AO EXTERIOR

Antes de planejar uma viagem ao exterior consulte sempre seu médico ou enfermeira. Na realidade, o ideal seria fazê-lo umas quatro semanas antes da viagem, pois algumas vacinas menos comuns, devem ser programadas com algum tempo e às vezes requerem doses múltiplas.

Os que sofrem de diabetes requerem cuidados especiais ao viajar.

Se você participa de atividades recreativas no mar, (Surfe, Mergulho, Caça Submarina, Natação, etc.) procure consultar o material do folheto A Segurança no Mar.

Se você viaja para locais de grandes altitudes seu médico terá que avaliar seu histórico médico. Consulte o folheto Enfermidades das Alturas

Não se banhe, nade ou caminhe em arroios, rios ou lagoas de água doce em zonas onde haja endemia de esquistossomose. Se você viajar por estas regiões, consulte a matéria escrita Esquistossomose.

As enfermidades sexualmente transmissíveis incluindo-se a Hepatite B e a AIDS proliferam em muitos lugares! A abstinência é o método mais seguro, porém, o risco pode ser reduzido evitando-se relações sexuais de alto risco e a exposição a fluidos corporais potencialmente contaminados. As "camisinhas" (condons) de látex, devem ser utilizadas todas as vezes em que houver sexo. Consulte o folheto Enfermidades de Transmissão Sexual.

Se for recomendada a quimioprofilaxia contra o impaludismo ou malária, tome sempre o medicamento como recomendado pelo médico. Consulte a seção sobre Impaludismo ou A Malária, deste folheto.

Durante a viagem precavenha-se contra os insetos. Muitas enfermidades transmitidas por insetos não são passíveis de serem evitadas por meio de vacinas ou remédios. Consulte a seção sobre Medidas de Proteção Contra Insetos deste folheto.

Equipe-se para purificar a água potável que tomar caso não tenha acesso a água engarrafada ou água fervida. Consulte a seção Precauções com a Água deste folheto.

Tome as precauções adequadas com o que come. Consulte a seção Precauções com os Alimentos, deste folheto.

Não ande descalço lá fora.

Proteja-se contra acidentes. As lesões causadas por acidentes são os principais motivos de hospitalizações e morte de viajantes. Consulte a seção Acidentes.

Prepare uma "farmácia" de primeiros socorros para viajantes que seja adequada ao seu destino, à duração de sua viagem e às suas condições gerais de saúde. Veja as Recomendações Gerais deste folheto sobre o que deve conter o estojo de primeiros socorros.

Consulte seu médico ou enfermeira quando começar a planejar a viagem porque possivelmente terá que atualizar as vacinas da infância, p. ex. sarampo, caxumba, rubéola, pólio, tétano-difteria etc., e aplicar as que não estiverem atualizadas.

Algumas doenças não se manifestam imediatamente. Caso ficar doente após o regresso à sua residência, consulte seu médico.

SUGESTÕES PARA UM ESTOJO (FARMÁCIA) DE PRIMEIROS SOCORROS PARA O VIAJANTE

Declaração de seu médico, descrevendo suas condições médicas (p. ex. alergias a certos medicamentos, enfermidades cardíacas, etc.); a cópia mais recente de seu eletrocardiograma, bem como as receitas médicas adicionais para eventualidade de falta ou perda de seus medicamentos.

Medicamentos receitados, p. ex. os que atendem a uma condição médica pré existente, bem como os que possa necessitar para um itinerário individual como a cloroquina contra o impaludismo etc.
Uma quantidade suficiente de agulhas e seringas, caso sejam necessárias para uma condição médica pré existente. Além disto é necessário incluir uma declaração de seu médico justificando a necessidade do uso das seringas e agulhas.

Gaze, Bandagens, Esparadrapo, Pomada Antibiótica, Pinças, Tesouras etc.

Analgésicos, tais como, aspirina, paracetamol ou ibuprofem

Emoliente de matéria fecal (METAMUCIL) ou supositórios de glicerina

Drágeas ou tabletes de PEPSAMAR e IMOSEC contra a diarréia.

Descongestionantes nasais sob forma de spray (AfrinR) com duração de 12 horas em caso de emergência de dor de ouvidos em avião. Óculos e lentes de contato de reserva e/ou a receita médica das mesmas, um aparelho de surdez de reserva e suas baterias, caso você seja surdo.

Repelente contra insetos com 30% de DEET (N, N-dietilmetatoluamida), OFF ou AUTAN.

Protetor solar com um fator de proteção solar (SPF) de, no mínimo, 15.

Sabonete tipo anti-bacteriano.

Medicamentos contra enjôo como por exemplo, Dramamine, que podem ser obtidos sem receita.

JET LAG

"JET LAG" é o termo em inglês utilizado para descrever o mal estar que se sente ao viajar rapidamente por vários fusos horários e que se torna mais pronunciado quando se viaja em direção ao oriente.

É provocado pelo desajuste do relógio interno do organismo e provoca sintomas tais como fadiga, irritabilidade, alterações do sono, de memória e redução do apetite. Um viajante normal geralmente requer um dia de ajuste para cada dois fusos horários.

Como ocorre com todos os problemas sem solução, são propostos os mais diferentes remédios. Se você se expuser à luz solar brilhante, dará oportunidade ao relógio interno de seu organismo de se ajustar naturalmente. Está se estudando se a melatonina tem algum efeito sobre o reajuste do relógio interno do corpo.

Em uma experiência realizada, viajantes receberam 5 mg de melatonina durante três dias antes de saírem de viagem (na hora do dia correspondente à da noite na cidade do destino de cada um ) e durante três dias, após terem chegado, antes de irem dormir.

Estudos mais recentes demonstraram que 3 mg e talvez menos, seriam mais apropriado. Ainda que este tratamento pareça normalizar os padrões do sono em menos tempo, ainda não foi possível determinar se o tratamento é seguro e econômico.

Outro problema, é o de que a melatonina só é obtida em lojas de alimentos naturais, cujos produtos não são regulamentados com relação à sua potencialidade, qualidade ou esterilidade.

ESTRATÉGIAS PARA REDUZIR O JET LAG

Planeje a viagem de forma a chegar no destino ao entardecer. Portanto, vá dormir no horário local.

Ao embarcar, mude seu relógio para a hora do lugar de destino e procure ajustar seus horários de refeições e de dormir de acordo com esta nova hora.

Se vai chegar de manhã, procure dormir durante o vôo. Se for chegar à noite, procure ficar acordado durante o trajeto.

Obrigue seu corpo a se ajustar à hora local o mais cedo possível, modificando o horário de suas atividades, exercícios e refeições.

Dramamine, um medicamento farmacêutico contra enjôos, passível de ser adquirido sem receita médica em todas as partes do mundo, pode ser utilizado, com toda a segurança, como uma ajuda para dormir.

Reduza o consumo de álcool e de café

Beba muita água. As cabines dos aviões são muito secas e a desidratação se acentua no "Jet Lag".

ACIDENTES

VEÍCULOS AUTOMOTORES

Os acidentes são a causa principal da morte de viajantes menores de 55 anos de idade. Um estudo realizado com os Voluntários do Corpo da Paz (Peace Corps) confirmou que os acidentes de automóvel são a segunda causa mais freqüente de morte de pessoas jovens, seguidas por acidentes de motocicletas, afogamentos e suicídios.

Outro estudo demonstrou que muitos dos acidentes na estrada e que envolveram turistas, eram acidentes de um único carro.

Descrevem-se como causas principais: a fadiga, o álcool e as condições desconhecidas da estrada.

Dirija defensivamente; não dirija após ter ingerido bebidas alcoólicas.

Dirija somente quando estiver desperto e bem descansado; aprenda os sinais viários estrangeiros; estude o mapa e conheça seu percurso. E não se esqueça....

Use sempre o cinto de segurança!

LESÕES CAUSADAS POR INCÊNDIOS
As lesões causadas por incêndios são motivos significativos para trauma e morte dos viajantes. Proteja-se averiguando se seu hotel possui detetores de fumaça e sistema de "sprinklers". Se tiver dúvidas traga seu próprio detetor de fumaça e jamais fume na cama.

Quando chegar a um novo destino, certifique-se quais as saídas de emergência primárias e secundárias. Lembre-se que para escapar de um incêndio em seu quarto deve-se ficar de joelhos e engatinhar por baixo do nível da fumaça.

Caso o incêndio estiver do outro lado de sua porta, veja se a mesma está quente, antes de abri-la. As toalhas e roupas molhadas oferecem alguma proteção caso tenha que transitar pela área incendiada.

VIOLÊNCIA

O risco de ser agredido ou de sofrer um ataque terrorista varia de um país para outro. Evite sair á noite em zonas desconhecidas e perigosas e procure estar sempre acompanhado. Caso seja atacado por um ladrão, não resista. Entregue seus objetos de valor.

Solicite e dê a devida atenção aos conselhos da gente local e dos guias de turismo a respeito das zonas a serem evitadas. Caso tenha dúvidas consulte sua missão diplomática mais próxima.

OUTROS

Outras causas principais de doença, lesão ou morte incluem as doenças resultantes de nadar em águas contaminadas, assim como afogamento por nadar em zonas desconhecidas ou perigosas.

Considere que a água poderia estar contaminada com matéria fecal de águas negras e conter bactérias e vírus causadores de doenças tais como a esquistossomose, organismos amebianos patogênicos etc. Podem existir correntes, ressacas e manchas de óleo perigosas.

De uma maneira geral, peça informação aos habitantes locais antes de entrar na água.


Para mais informações, consulte o folheto sobre Segurança no Mar.

Em alguns países não existe proteção contra venda de drogas e produtos farmacêuticos potencialmente perigosos. Não compre medicamentos sem receita médica, salvo se conhecer bem o produto.

Os alimentos e a água contaminada são fontes comuns de infecção para aqueles que viajam para países menos desenvolvidos. As enfermidades mais comuns são : diarréias causadas por uma variedade de infecções bacterianas, protozoárias ou virais e infecções hepáticas causadas pelos vírus das hepatites A e E.

Em menor grau, existem ainda os riscos por parte dos organismos que causam a febre tifóide e cólera, as doenças de lombrigas como a solitária (tênia solium), causadas por comer peixes, carnes de porco ou de vaca contaminadas ou mal-cozidas; e a disenteria aguda ou a diarréia crônica, resultante de infecção amebiana.

Muitas das doenças infecciosas transmitidas pelos alimentos ou água podem também ser contraídas por via fecal-oral; são demasiadas para serem apresentadas, porém evitáveis, seguindo-se certas regras básicas de segurança...

"Ferva, Cozinhe, Descasque ou nem o coma nem o beba!" e "Sempre lave as mãos antes de comer!"

PRECAUÇÕES COM A ÁGUA: Tenha cuidado com relação à água.

Em zonas onde não há água clorada na rede de abastecimento ou quando a higiene e as condições de salubridade forem inadequadas anote que apenas os abaixo indicados poderão ser bebidos com segurança.


Água fervida ou água corretamente tratada com iodo ou cloro.

Bebidas como chá ou café, caso sejam preparadas com água fervida.

Bebidas enlatadas ou carbonatadas e engarrafadas, como as sodas, refrigerantes e água mineral engarrafada.

Cerveja e Vinho.

ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR ALIMENTOS OU ÁGUA

PRECAUÇÕES COM OS ALIMENTOS:

Tenha cuidado com relação aos alimentos.
Escolha seus alimentos com cuidado. Toda comida crua está sujeita à contaminação, principalmente nas zonas onde a higiene e as condições de salubridade forem inadequadas.

É recomendável não se comer saladas, verduras, frutos e sucos sem que sejam cozidos, a menos que, você mesmo as tenha descascado ou espremido (frutas).

Evite o leite e os produtos derivados que não forem pasteurizados, como o queijo. As comidas quentes devem estar bem cozidas e servidas bem quentes. Evite ovos, carnes, peixes, mariscos e comidas de "buffet" que não estejam totalmente cozidas e que sejam muito manuseadas ou que voltem a ser servidas muitas vezes.

Talvez os vendedores ambulantes tenham cozinhado muito bem a carne para os "tacos", porém tenha cuidado com os molhos, com o alface e com o tomate.

Saiba também que os sorvetes de sabores diversos vendidos pelos ambulantes apresentam um alto risco. Se você está em um país em desenvolvimento e é convidado para comer em casa de alguém, seja precavido- certifique-se de que a comida é servida bem quente e que esteja bem cozida.

Estudos têm demonstrado que as comidas que se servem nos lares apresentam o mesmo potencial de contaminação que a comida servida em restaurantes.

INTOXICAÇÃO POR MARISCOS E PEIXES

De uma forma geral, os mariscos e peixes formam uma parte segura, nutritiva e saudável de uma dieta equilibrada, porém, quando alguém viaja torna-se indispensável certas precauções.

A intoxicação ocorre caso se coma peixe ou mariscos deteriorados por descuido, mariscos e peixes frescos contendo biotoxinas e mariscos infectados por terem se desenvolvido num ecossistema contaminado por matéria fecal.

É difícil proteger-se contra as duas primeiras fontes de perigo, no entanto, pode-se proteger contra a última, ou seja, precavenha-se e lembre-se que o consumo de mariscos crus é perigoso.

DIARRÉIA DO VIAJANTE

A diarréia do viajante é a doença mais comum de todos que viajam. Os sintomas mais comuns incluem contrações abdominais, náuseas, inchaço, diarréia, febre e um mal estar generalizado.

Causas
A diarréia do viajante é contraída por meio da ingestão de alimentos ou água contaminada por matéria fecal.

Os alimentos e as bebidas de maior risco são as que foram mencionadas e que são consideradas perigosas, porque podem conter os agentes infecciosos capazes de causar a diarréia do viajante.

Os que viajam, vindo dos países industrializados para os países em fase de desenvolvimento, notam que com freqüência ocorrem modificações repentinas nos microorganismos gastrointestinais, a Flora Intestinal.

Alguns destes microrganismos podem provocar a diarréia do viajante, principalmente se houver a ingestão de uma quantidade suficiente que possa invadir os organismos que normalmente habitam o intestino.

Prevenção
Lave sempre as mãos com água e sabão antes de comer. Isto evita a transferência de bactérias ou parasitas que provocam a diarréia para a comida ou para sua boca. Por esta razão as mãos devem ser sempre lavadas após a troca de fraldas de bebês. Obedeça as regras de alimentação.

Seja precavido com os alimentos e com a água.

NÃO
é recomendado uso de antibióticos profiláticos.

A melhor prevenção são as práticas alimentares sensatas e o tratamento imediato logo que surgir a diarréia do viajante, o que se justifica pelos bons resultados que podem ser obtidos.

Você pode considerar o uso de Carvão Vegetal (2 cápsulas, quatro vezes por dia) como um preventivo, caso vá viajar por pouco tempo (menos de duas semanas) e não pode interromper a viagem ou mudar seus planos devido a uma enfermidade.

Tratamento (veja: Tratando a Diarreia)
Simplifique sua enfermidade não a compartilhe com seus amigos ou parentes. Se você tiver diarréia, lave as mãos depois de ir ao banheiro. É muito fácil contagiar outras pessoas com as enfermidades diarreicas através do contato entre pessoas ou pela comida que você poderia ter tocado, ao prepará-la.

Deveria chamar um médico?
Se for uma diarréia aguda ou que não se cure em poucos dias; se há sangue na matéria fecal; se há febre conjuntamente com calafrios; ou se for uma diarréia de grande volume que possa levar à desidratação, você deverá consultar um médico e não tentar curar a si mesmo.

Agentes de Tratamento
As pessoas que sofrem de diarréia do viajante apresentam duas queixas principais para as quais buscam alívio- as cólicas abdominais e/ou a diarréia. É obtido um certo alívio quando se tomam, de acordo com as instruções, os seguintes agentes:

Os não específicos: Tem-se utilizado muito o FLORATIL contra a diarréia porém parece ser pouco eficaz. Pode-se tomar oito doses de um preparado de subsalicilato de bismuto ingeridos na forma líquida (1 oz.= 28g.) ou em capsulas, (duas de 26,5 mg) a cada 30 minutos aproximadamente.

OBSERVAÇÃO
:
Existe certa preocupação sobre a ingestão de grandes quantidades de bismuto e de salicilato, principalmente pelas pessoas que não toleram o salicilato ou que possuam problemas renais ou ainda as que já tomam salicilatos por outros motivos. Além disto, pessoas que sofrem de febre tifóide podem ser hipersensíveis aos efeitos dos salicilatos para reduzir a febre. Tenha cuidado. Consulte um médico caso tenha alguma dúvida.

Agentes Anti-motilidade: A loperamida (ImosecR) que pode ser adquirida sem receita médica é apresentada em doses convenientes e proporciona um alívio rápido, porém, temporário, para os sintomas da diarréia do viajante, caso não se apresentem complicações.

No entanto, não deve ser usada por pessoas com muita febre ou com sangue na matéria fecal. Deve-se suspender o uso deste medicamento caso os sintomas persistirem por mais de 48 horas. A loperamida não deve ser usada em crianças menores de 2 anos de idade.

O medicamento mais antigo, LomotilR , o qual só é obtido com receita médica apresenta em sua fórmula um ingrediente ativo que se acredita ser menos eficaz que a loperamida, bem como, outro componente de pouca utilidade, a atropina. Este produto já não é mais tão receitado.

Tratamento Antimicrobiano: O viajante que desenvolve uma diarréia com três ou mais evacuações fecais soltas durante um período de oito horas principalmente se esta estiver associada com náuseas, vômitos, cólicas abdominais, febre ou sangue na matéria fecal, verá que um tratamento antimicrobiano lhe trará benefícios. Consulte um médico.

Uma enfermidade típica de 3 dias pode muitas vezes ser encurtada com um tratamento por antibióticos como BactrimR F ou Infectrim R, duas vezes por dia. De uma forma geral, recomenda-se um dia de tratamento, até um máximo de três dias. Uma dose de 500 mg de ciprofloxacina com a freqüência de dose única, pode encurtar o período da doença, porém, nos casos mais graves, é possível que se tenha de tomar uma pílula duas vezes por dia, durante um mínimo de três dias.

Água e Comida: Seus intestinos continuam absorvendo água e nutrientes apesar da diarréia. Lembre-se que certos alimentos, principalmente os amidos de fácil digestão, reduzem o volume da diarréia. Os alimentos melhoram absorção de água e são uma fonte de sódio e energia que fornecem calorias.

As sopas e caldos, bem como o pão torrado ou bolachas de água e sal formam uma excelente dieta inicial. (as melhores sopas são as de arroz e cabelo-de-anjo, ligeiramente salgadas). Uma dieta de bananas, arroz, purê de maçãs e pão torrado também será bem tolerada.

Líquidos Administrados Oralmente: A maioria dos casos de diarréia terminam por si mesmo e só requerem a recomposição de líquidos e de sais. Nas crianças, a reidratação é da maior importância, já que seus pequenos corpos se desidratam com muita facilidade.

A melhor maneira de se obter a reidratação é o emprego de uma solução reidratante como a Solução de Sais para Reidratação Oral (ORS) da Organização Mundial de Saúde, (OMS). Esta solução é apropriada quer para tratar, como para prevenir a desidratação. Os pacotes de ORS são encontrados em lojas ou farmácias de quase todos os países em vias de desenvolvimento.

Prepara-se adicionando um pacote de ORS na água fervida ou tratada. A concentração correta da solução é da máxima importância; para tanto, devem ser seguidas as instruções no pacote, rigorosamente, para assegurar que se adicionem os sais no exato volume de água.

Receitas para as Soluções de Sais de Reidratação Oral (ORS):


Solução ORS Rápida:
Coloque uma colher-de-café de sal e 2 ou 3 colheres-de-chá de açúcar ou mel em 1 litro d’agua.


Solução ORS Rápida:
Misture 8 oz. (250 ml) de suco de laranja (ou outro suco de fruta) com três copos d’água e adicione uma pitada de sal


Solução RS Caseira:
1 litro de água limpa, ½ colher-de-chá de sal, ¼ de colher-de-chá de substituto de sal (KCl), ½ colher-de-chá de bicarbonato de sódio, 2 a 3 colheres de sobremesa de açúcar ou 2 colheradas de mel ou KaroR


Crianças com Diarréia

Desde recém - nascidos até a idade de dois anos, as crianças correm um alto risco de contraírem a diarréia do viajante e o risco ainda maior da desidratação. A desidratação é evitada com o uso da solução ORS da OMS em conjunto com a dieta normal de criança.

O bebê que vomita quando ingere a solução ORS, geralmente irá tolerá-la se for ingerida em pequenos goles, freqüentes e dados com colher. Os bebês que estão sendo amamentados devem ser alimentados toda vez que pedirem.

Para as crianças que se alimentam com mamadeiras as fórmulas devem ser feitas com as dosagem completas porém, reduzindo-se as de lactose ou mesmo eliminando-a.

Para as crianças maiores que recebem alimentação sólida ou semi-sólida, deve ser mantida sua dieta normal durante os episódios de diarréia.

Os alimentos recomendados incluem os amidos, cereais, frutas e verduras ou a dieta de bananas, arroz, purê de maçãs e pão torrado, já anteriormente mencionada.

Preste Atenção - Nem Todos os Líquidos são Iguais

O alto teor de açúcar encontrado em muitos dos refrigerantes e refrescos remove a água dos intestinos, aumenta a diarréia, piora a desidratação e possivelmente conduz a uma condição chamada de hipernatremia.
Não dê suco de abacaxi, suco de uvas, colas, 7-UP R, Gatorade R, suco de laranjas ou soda limonada, a menos que, estejam bem diluídos. Consulte a seção que descreve as soluções ORS.

HEPATITE A

Esta é a hepatite mais comum no mundo. Os estudos calcularam que a doença pode afetar até 3 em cada 100 viajantes.

O vírus geralmente se transmite por meio da alimentação e da água em áreas onde as condições de salubridade sejam ruins. Os mariscos contaminados, se colhidos em águas contaminadas, são geralmente os maiores transmissores destes surtos.

O vírus morre a 180 graus F (85o C), portanto, se os alimentos forem bem cozidos é possível prevenir a infecção, salvo se voltarem a se contaminar após o cozimento devido à má manipulação. Uma forma menos comum de transmissão é a do contato íntimo entre pessoas.

A taxa de mortalidade por hepatite A é extremamente baixa, porém o risco aumenta com a idade. Pode-se reduzir enormemente o risco da doença sendo-se precavido com os alimentos e com a água, porém os estudos demonstraram que o risco para o viajante aumenta com o aumento de permanência num país em vias de desenvolvimento, mesmo quando se limite para os itinerários normais de um turista.

Se você vai para um país em vias de desenvolvimento por um período prolongado de tempo, seu médico poderá recomendar uma vacina.

Vacinação
Existe atualmente uma vacina que proporciona uma imunidade ativa a longo prazo contra a hepatite A. Recomenda-se a vacinação contra a hepatite A para: (1) pessoas que viajam com freqüência e que não desejem receber injeções de imunoglobulina antes de cada viagem para regiões de alto risco;. e (2) pessoas que planejem viagens prolongadas ou fixar residência em um país menos desenvolvido. Esta vacina provavelmente proporcionará proteção por 10 anos.

Os Sintomas
Os sintomas geralmente aparecem de 2 a 6 semanas após a infecção. Na maioria dos adultos, os sintomas predominantes da hepatite são um mal estar geral, náuseas e falta de apetite.

Também podem surgir vômitos, dores musculares, dores abdominais e febre, seguidos pelo diagnóstico de icterícia (quando a pele e os olhos ficam amarelados), fato que ocorre uma semana após o contágio.

As crianças pequenas freqüentemente apresentam uma forma leve ou assintomática da doença. Quando surge a icterícia o vírus não mais está na matéria fecal ou no sangue e a pessoa já não mais é contagiosa, fazendo com que os procedimentos de isolamento ou quarentena não mais se tornem necessários.

É evidente que os membros da família ou companheiros que tenham contato próximo com a pessoa enferma devem receber uma injeção de imunoglobulina caso não estejam já imunizados.

HEPATITE E

O vírus da Hepatite E geralmente é transmitido pela água potável contaminada por águas negras, porém pode também ser transmitido pelo contato íntimo entre pessoas. A hepatite E é uma forma comum da hepatite virótica aguda dos países em desenvolvimento.

Geralmente atinge adultos e apresenta uma taxa de mortalidade desproporcionalmente alta em mulheres grávidas. Os sintomas são similares aos da hepatite A. Não há vacina contra esta enfermidade, fato evidente da necessidade que existe, das precauções a serem tomadas com os alimentos e com a água.

O CÓLERA

O cólera é uma doença socio-econômica. É uma enfermidade da desnutrição, dos bairros pobres, da falta de higiene e da pobreza e existe endemicamente nas comunidades onde prevalecem estas condições.

As pessoas que seguem itinerário normal de turistas e que usam alojamentos normais em países que registram o cólera, praticamente não correm risco algum de infecção.

Na verdade, o risco dos viajantes de qualquer idade, de contrair o cólera, é tão baixo (1 em cada 500.000 viajantes que retornam), que coloca em dúvida qualquer beneficio que possa trazer a vacinação contra a doença.

Nossos próprios Centros de Controle de Enfermidades, (Ministério da Saúde), (CDC), não recomendam. Tenha sempre cuidado com os alimentos e com a água para proteger-se contra esta doença.

Nos dias de hoje nenhum país ou território exige a vacinação contra o cólera como condição de entrada, porém é possível que algumas autoridades locais continuem exigindo a documentação de vacinação contra o cólera ou uma declaração de seu médico dizendo que você tem uma contra indicação para a vacina. Para mais informações consulte matéria escrita sobre O Cólera.

FEBRE TIFÓIDE OU ENTÉRICA

A febre tifóide ou entérica é uma enfermidade grave; às vezes mortal, causada por um tipo específico (Salmonella typhi) das bactérias da espécie Salmonella e se contrai ao ingerir alimentos ou água contaminados, ou através do contato próximo com parentes, cozinheiros, garçons, etc.

Sintomas e Diagnóstico
Os primeiros sintomas da febre tifóide se assemelham aos da gripe e incluem calafrios e febre, dor de cabeça, fraqueza, perda de apetite, dores abdominais e dores musculares (mialgia). Poderá surgir uma inflamação cutânea com erupções em rosáceas de 2 a 4 mm no tórax e abdome. Existe 50% de possibilidade que ocorra diarréia que às vezes é sanguinolenta, porém, também pode ocorrer a prisão de ventre. Se seu médico considera que a diarréia é um pré-requisito para o diagnóstico desta doença, poderá estar diagnosticando erradamente

Prevenção
As bactérias Salmonella typhi se transmitem por meio dos seres humanos que contraem estes microorganismos. Em todos os países com condições de salubridade inadequadas existe o risco de sua transmissão. Felizmente, o risco da transmissão da febre tifóide entre os viajantes é apenas um centésimo do que ocorre com a hepatite A.

Preste muita atenção à qualidade dos alimentos e Seja Precavido com os Alimentos e com a Água.

Vacinação
A febre tifóide é muito comum em muitos países da África, Ásia, América Central e América do Sul. A vacina só é recomendada para as pessoas que viajam para regiões onde existe um risco reconhecido de exposição à Salmonella typhi

ENFERMIDADES TRANSMITIDAS POR INSETOS

IMPALUDISMO OU MALÁRIA

Se não for picado por mosquito não poderá contrair o impaludismo ou a malária.

Todas as doenças maláricas são transmitidas pelas picadas da fêmea infectada de um mosquito Anopheles, e esta se alimenta de noite. As infecções mais graves são causadas por uma das quatro espécies de parasitas palúdicos: o Plasmodium falciparum.

Estes parasitas se encontram em mais de 90% de todos os mosquitos infectados que habitam nas regiões mais perigosas do mundo. Todos os anos são diagnosticados 200 milhões de casos clínicos de impaludismo.

Trinta mil destes casos ocorrem em viajantes europeus e americanos. A enfermidade se caracteriza por febre e sintomas que se assemelham aos da gripe, como calafrios, dor-de-cabeça, dores musculares e um mal-estar generalizado, podendo também ocorrer a diarréia.
É possível que o impaludismo esteja associado à anemias e icterícia e as infecções pelo P. falciparum possam causar insuficiência renal, coma e a morte.

As mortes decorrentes do impaludismo são evitáveis.
O impaludismo é a doença parasitária de maior gravidade que você enfrentará na maioria dos países tropicais e subtropicais.

Se há demora no diagnóstico e tratamento, as conseqüências podem ser fatais. Mais soldados foram derrubados pela malária do que pelas balas.


Se você viajar para uma região impaludada deverá tomar cinco providências:


Informar-se sobre o risco de contrair o impaludismo em uma determinada área.

Tomar os cuidados devidos para evitar as picadas de mosquitos (Consulte Medidas de Proteção contra Insetos).

Tomar um medicamento profilático (preventivo).

Saber quais são os sintomas do impaludismo.

Solicitar a atenção médica de imediato si ocorrerem estes sintomas.

Quimioprofilaxia
Antes de viajar para uma região impaludada, você e seu médico deverão decidir se a profilaxia é indicada e quais remédios a serem receitados caso necessário.

De uma forma geral, a escolha de um medicamento dependerá da idade do viajante, de seu itinerário e exposição às espécies resistentes de parasitas que causam o impaludismo. Pode-se escolher uma das três opções abaixo indicadas:


Fosfato de Cloroquina (AralenR)
Este é um medicamento um tanto antigo e muito usado e que atualmente só deve ser empregado em zonas onde a perigosa espécie P. falciparum ainda não tenha desenvolvido resistências (veja a mefloquina)


Dose para Adultos: Tome 1 capsula de 500 mg do sal uma vez por semana começando uma semana antes de entrar na região palustre a cada semana enquanto aí estiver e durante quatro semanas após sair da região

Dose para Crianças: 8,3 mg/kg do sal (base de 6 mg/kg) uma vez por semana, até a dose máxima adulta de 500 mg do sal por semana.
Observe atentamente:A cloroquina pode ser nociva se houver uma psoríase aguda, porfíria, problemas com a retina do olho, ou alguns tipos de acne.


Doxiciclina (VibramycinaR)
Este é o medicamento recomendado para as pessoas que viajam para os países do sudeste da Ásia e cujas viagens os levam próximo as zonas de fronteiras. O impaludismo já não existe na maioria das grandes cidades do sudeste asiático.

Dose para Adultos: Tome um comprimido (100 mg) por dia, começando um ou dois dias antes de entrar na zona impaludada, todos os dias que aí permanecer, e todos os dias durante quatro semanas após sair da região

Dose para Crianças: Para crianças maiores de 8 anos de idade consulte seu pediatra. Não se deve usar em crianças menores de oito anos de idade.

Observe com atenção: Mulheres grávidas e crianças menores de oito (8)anos não devem tomar este medicamento; e ainda, devido a grande sensibilidade a luz solar use uma loção protetora de filtro solar, FPS 15 +.


Mefloquina (LariamarR)
Este medicamento profilático é recomendado para todo viajante que vá a qualquer lugar do mundo, salvo os países da América Central ao norte do Panamá e aos países do Oriente Médio. Nestas regiões ainda pode-se empregar a cloroquina.

Dose para Adultos: Tome uma capsula (250 mg do sal) uma vez por semana, 1 a 2 semanas antes de viajar, em seguida, semanalmente durante o período da viagem e durante quatro semanas após o regresso.

Dose para crianças:
Consulte seu pediatra.

Observe com atenção:
Antigamente não se recomendava este remédio para crianças que pesassem menos de 15 quilos (33 lb.) ou para mulheres no primeiro trimestre de gravidez.

Na realidade, atualmente já existem suficientes dados que pode-se a permitir o uso deste medicamento com ambos os grupos, quando há alto risco de contrair a enfermidade. O sabor amargo do remédio o torna difícil de administrá-lo às crianças; no entanto, o leite achocolatado ou o cacau o torna mais tolerável pelos pequenos.

As pessoas que estão tomando quinidina e os pacientes que sofrem de arritmia cardíaca devem consultar seus médicos sobre a mefloquina.

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O fato de se tomar um medicamento profilático anti malárico não constitui uma garantia completa de que não se contrairá a enfermidade, porém, estes remédios são o melhor que existe quando combinados com estratégias eficazes e comprovadas de proteção contra insetos.

Não obstante, se você crê que está sofrendo um ataque de impaludismo, solicite imediatamente um atendimento médico. Caso seja impossível a assistência médica imediata e você traz consigo alguns dos medicamentos contra o impaludismo comece a tratar-se imediatamente.

MEDIDAS DE PROTEÇÃO CONTRA INSETOS

Já se falou que se não for picado por um mosquito você provavelmente não poderá contrair impaludismo ou malária. Porém, se você não for picado por nenhum inseto também não contrairá a febre amarela, a filariase ou a encefalite virótica, a febre dengue, a doença de Lyme, a leishmaniose, o tifo, a oncocercíase, a tripanosomoníase, a doença de Chagas, ou qualquer outra enfermidade tropical infecciosa.

Para a maioria destas doenças não existem vacinas, portanto sua única proteção é evitar de ser picado pelos insetos que transmitem estas enfermidades.

Esta seção trata das medidas que devem ser tomadas para reduzir o nível de risco contra estas enfermidades; tais medidas devem ser exercidas dia e noite para que sejam eficazes.

Os insetos que devem ser evitados são: mosquitos (que se alimentam de dia), mosquitos (que se alimentam à noite), carrapatos, percevejos, pulgas, moscas tsé-tsé, insetos predadores da espécie Reduviidae, similares e moscas negras e varejeiras.

A prevenção exige um enfoque múltiplo. Ao seguir as recomendações abaixo pode se obter um alto grau de proteção contra as picadas de inseto:

Cubra sua pele sempre que possível usando camisas de mangas compridas, chapéus e calças compridas. A camisa deve estar enfiada nas calças. Deve-se usar botas e não sandálias. A calça deve estar enfiada dentro das meias e das botas. Evite roupas de cores muito escuras ou muito brilhantes.

Use repelente com DEET (N,N,- dietilmetatoluamida). Recomenda-se as composições que tenham 30% de DEET para que sejam menos tóxicas. As formulas com 95% já não são mais recomendadas. O produto Autan é muito recomendado. O DEET-PlusR, preparado pela Sawyer Products, faz com que os produtos com 17% de DEET atinjam níveis de atividade mais altos e também, agrega um agente que auxilia repelir as moscas mordedoras. O produto recomendado para crianças alérgicas ao DEET é o OFF.

Minimize o potencial das reações adversas ao utilizar os repelentes que contêm o DEET:

Não aspire nem ingira o repelente e não deixe que entre em contato com os olhos.

Nunca use um repelente se está com pele inflamada ou se tiver alguma ferida.

Evite o uso de repelentes na parte das mãos das crianças que provavelmente entrarão em contato com os olhos e com a boca.

As mulheres grávidas ou lactantes devem usar um mínimo de repelentes.

Use os repelentes com moderação. Uma aplicação terá a duração de 4 a 12 horas, conforme a marca do produto. A saturação não aumenta a eficácia. Ao voltar para os interiores, lave a pele tratada com o repelente. Se acha que teve alguma reação ao repelente, como por exemplo, se notar que está com a fala prejudicada, arrastando palavras, e cambaleia ao andar, se sente uma letargia ou tem ataques repentinos, lave a pele tratada e chame um médico (leve o frasco do repelente para mostrar ao médico)

Uma fazenda de malha fina (voile), o mosquiteiro, contra insetos, reduz o acesso dos mesmos porém, também diminui a ventilação. Um tecido de malha aberta impregnado com permetrina oferece uma boa proteção sem bloquear a corrente de ar.

Evite substancias com cheiros - perfumes, colônias, loções de barba, desodorantes perfumados e sabonetes aromáticos.

Pulverize as áreas dos dormitórios com inseticidas como o RaidR, e SBPR, uma hora antes de ir dormir.

Use as espirais contra mosquitos, especialmente em quartos que não tenham telas de proteção nas janelas e portas.

O PermanoneR é uma solução à base de permetrina que se emprega para saturar panos e roupas. Além do mais, pode-se obter (mesmo com dificuldade), já que ainda não foi oficialmente aprovado pelo FDA (Food & Drug Administration dos EE.UU), um repelente contra pulgas e carrapatos que pode ser diluído na concentração adequada de 5% de permetrina. Os tecidos tratados com permetrina matam e repelem os carrapatos, os mosquitos e outros insetos e conservam este efeito após várias lavagens. Pode-se também obter um xampu com permetrina (NIXR) e um creme a base de permetrina (ElimiteR) para os quais é necessário uma receita médica.

Antes de ir dormir examine o colchão e a roupa de cama para assegurar-se de que não entraram carrapatos, percevejos e outros insetos.

A FEBRE DENGUE

A febre dengue é uma enfermidade virótica que se encontra disseminada por todo o mundo e mais da metade da população mundial corre o risco de infecção.

As fêmeas do mosquito Aedes aegypti, transmissores da febre dengue picam principalmente durante o dia e se encontram tanto em zonas urbanas como em zonas rurais e áreas de recreação. Não há vacina contra esta doença.

A melhor proteção é a de não deixar-se picar pelo mosquito. Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste folheto.

Sintomas
A febre dengue provoca sintomas que se assemelham aos da gripe, p. ex. febre alta repentina, fortes dores-de-cabeça, dores musculares e nas articulações e fadiga (estes sintomas iniciais simulam um ataque de impaludismo).

O tratamento consiste numa atenção de apoio com repouso, reposição de líquidos e analgésicos. O problema é que as vezes se confunde os sintomas da febre dengue com os do impaludismo.

Recomenda-se que se alguém começa a ter febre quando está viajando em uma zona onde o impaludismo é endêmico, peça a atenção de um médico imediatamente para eliminar a possibilidade da causa ser a malária ou impaludismo.

FEBRE AMARELA

A febre amarela é uma infecção a vírus, transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti que se alimenta durante o dia, da mesma forma que o mosquito que transmite a febre dengue.

Vacinação
A imunização contra a febre amarela se faz através de uma vacina de aplicação única de um vírus atenuado que produz uma imunidade de quase 100% durante um período de 10 anos e o Certificado Internacional de Vacinação é válido pelo mesmo período. As vacinas de reforço são inoculadas a cada 10 anos para revalidação do Certificado.


Lembre-se de que há exigência de um Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela, completo assinado e válido, para que se possa entrar em certos países.

Se houver alguma contra indicação especifica à vacina, seu médico deve fornecer um atestado de exceção antes de você viajar e obter o visto.

Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste folheto.

OUTRAS ENFERMIDADES

HEPATITE B
O risco de uma infeção pelo vírus da hepatite B (VHB) é baixo, de uma forma geral, para os viajantes internacionais, com exceção para habitantes e visitantes de permanência prolongada de países onde haja uma alta incidência de VHB. Os fatores a serem levados em consideração quando se calcula o risco incluem:

A preponderância de portadores de VHB na população local;

O grau de contato direto com sangue ou secreções corporais de pessoas possivelmente infectadas ou o contato sexual íntimo com estas pessoas; e

A duração da viagem.

Lembre-se que esta doença se transmite da mesma forma que a AIDS (SIDA) - por meio de agulhas, transfusões e atividades sexuais.

Não é como a Hepatite A que é uma doença transmitida por alimentos e pela água e que ocorre devido à contaminação fecal.

Existe uma vacina contra a hepatite B e se recomenda a todas as pessoas que trabalhem no campo da Saúde e de Serviços Médicos.

As pessoas que planejam viver, por mais de seis meses, em zonas onde a hepatite B for endêmica também devem considerar de bom alvitre a sugestão desta vacina. Caso sua situação seja esta, consulte seu médico.

A vacinação contra a hepatite B requer algum planejamento, já que de uma maneira geral, a série de três ou quatro frações, demora cerca de 3 a 6 meses para ser administrada.

MENINGITE MENINGOCÓCICA

Esta enfermidade é causada pelas bactérias Neisseria meningitidis que infectam as membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A enfermidade é geralmente endêmica para as crianças que vivem nas zonas do mundo aqui descritas.

Usualmente as crianças são assintomáticas, porém podem ser a fonte de infecção para os viajantes; fatos como estes ocorrem com certa freqüência já que causa inquietação com relação a saúde pública.

A doença chegou a tal nível de importância no meio dos muçulmanos durante suas peregrinações prescritas à Meca, na Arábia Saudita, que o governo da Arábia declarou a vacina obrigatória, para o ingresso no país.

Os sintomas incluem vômitos, febre, fortes dores-de-cabeça, resistência ao tentar inclinar a cabeça para frente, confusão mental e letargia. A enfermidade pode começar de repente ou ir se desenvolvendo durante vários dias. Procure imediatamente assistência médica.

Vacinação
Existe uma vacina contra a meningite Meningocócica a qual é em geral, aplicada nos voluntários do Corpo da Paz (Peace Corps), nos missionários, professores, e outras pessoas que planejem viver em estreito contato com a população local de país em vias de desenvolvimento, principalmente nas regiões ao sul do Saara na África, por mais de quatro semanas.

Atualmente, existe nos Estados Unidos uma vacina tetravalente que abrange todas as espécies menos uma, o serogrupo B. deve vacinar-se caso esteja planejando viajar pela "orla da meningite" da África, bem como pelo Nepal, Índia e Tanzânia.

A PESTE

Esta enfermidade bacteriana se transmite ao homem principalmente pela mordedura de pulgas infectadas nos roedores, podendo também ser transmitida pelo contato entre pessoas (pelas secreções corporais infectadas) ou por contato com um animal infectado ou seu cadáver.

A peste é encontrada em muitas regiões do mundo, incluindo-se África, Ásia e nas Américas.

O risco de exposição para o viajante normal é muito baixo, principalmente se a viagem se limita a zonas urbanas com hotéis modernos.

O risco de exposição aumenta para os que viajam para zonas rurais ou zonas elevadas ou montanhosas, de onde se tem registros de casos da peste.

Durante o recente surto desta enfermidade na Índia não houve nenhum visitante estrangeiro que contraísse a moléstia.

Vacinação e Cuidados
As medidas preventivas incluem a vacinação seletiva, o uso periódico de talco contra pulgas para emprego nos animais domésticos e evitar o contato com pulgas e roedores.

Durante os períodos de exposição nas zonas endêmicas, pode-se tomar 500 mg de tetraciclina quatro vezes por dia, como um preventivo

A RAIVA

A raiva quase sempre é transmitida pelas mordidas e arranhões dos animais o que faz que o vírus penetre nos ferimentos. É muito raro a transmissão da raiva por outros meios como pela saliva que possa introduzir o vírus nos cortes ou membranas mucosas.

Vacinação e Cuidados
Recomenda-se a vacinação antes da exposição, para as pessoas que vivem ou visitam (por mais de 30 dias) as regiões do mundo onde a raiva é uma ameaça permanente, bem como quase todos veterinários encarregados de animais, espeleólogos e alguns funcionários de laboratórios.

Qualquer mordida ou arranhão por um animal deve ser tratado rapidamente, limpando-se a ferida a fundo, com muita água e sabão; este tratamento tópico reduz sensivelmente o risco de contrair a raiva.

Pessoas que tenham ficado expostas à raiva devem entrar imediatamente em contato com seu médico.

ENCEFALITE JAPONESA B

A encefalite japonesa B é uma infecção a vírus transmitida pelos mosquitos da espécie Culex. Estes mosquitos se alimentam à noite e têm um grande número de fontes de alimentação, p. ex. cães, gatos, aves e homens; aparecem nas zonas rurais agrícolas da Ásia, principalmente nos meses de junho a setembro.

Durante muitos anos, antes de existir uma vacina, a incidência desta doença entre os viajantes era mínima e de pouco interesse.

Um viajante normal não corre muito risco de contrair esta enfermidade, salvo se passar três ou quatro meses, durante a temporada de transmissão em uma zona rural agrícola (cultivo de arroz, criação de suínos), locais onde a enfermidade é endêmica.

Vacinação
Para as pessoas que estejam sujeitas a maior risco, as medidas preventivas incluem a vacinação e a proteção contra as picadas de mosquitos (especialmente à noite).

Consulte a seção de Medidas de Proteção contra Insetos neste folheto.

O TIFO

O tifo epidêmico é uma enfermidade causada por Rickettsia e transmitida por piolhos do corpo. O piolho existe em todo o mundo.

O uso dos repelentes que impeçam a presença de carrapatos e dos ácaros, é a melhor medida preventiva que existe contra esta enfermidade. Consulte a seção Medidas de Proteção contra Insetos neste folheto.

A vacinação contra o Tifo foi descontinuada e não há projeto de produção comercial de nova vacina.

O "Guia de Saúde do Viajante" do Dr. José Joaquim Cosme Pinto, é um brinde da Clínica Búzios:

Clínica Búzios
Av. J. B. Ribeiro Dantas, 3000, Manguinhos, Búzios-RJ, CEP 28.950-000.
Tel/Fax: (22) 2623-2465, (22) 2623-6000,
Celular: (22) 9989-8422.
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